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	<title>visto brasileiros &#8211; Mundo por Terra</title>
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		<title>Vistos &#8211; Volta ao mundo 2</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2020 20:55:24 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9340 size-full" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665.jpg" alt="" width="1000" height="667" srcset="https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665.jpg 1000w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-800x534.jpg 800w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-300x200.jpg 300w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-190x127.jpg 190w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-31x21.jpg 31w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-38x25.jpg 38w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-322x215.jpg 322w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-148x99.jpg 148w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-180x120.jpg 180w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-632x422.jpg 632w, https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2020/09/lat70_20200609_164723-3-e1601067129665-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Ter que enfrentar a burocracia de vistos é algo inevitável quando se sai para uma viagem pelo mundo. Mas uma coisa foi percebida por nós: as fronteiras estão ficando cada vez mais acessíveis. Com passaporte brasileiro, de cinquenta e um países que cruzamos em nossa segunda volta ao mundo, necessitamos de visto para apenas oito. Países como a Mongólia, o Cazaquistão, a Geórgia, a Armênia e a Bielorrússia facilitaram a entrada de brasileiros recentemente, fazendo com que não precisemos mais de visto para visita-los como turistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para termos flexibilidade em nossa última viagem, saímos de casa com apenas um visto estampado em nosso passaporte, o dos Estados Unidos (o Roy já o possuía há alguns anos e a Michelle o fez um pouco antes do início da viagem). Os demais foram todos organizados na estrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como na primeira volta ao mundo, tivemos que emitir um novo passaporte em viagem. Mas dessa vez, antes que o passaporte ficasse sem espaço de tantos vistos e carimbos, ele foi renovado porque estava para expirar. Renovamos ele no Consulado do Brasil de Vancouver, no Canadá, onde fomos muito bem atendidos, apesar do alto custo – C$ 350,00/pessoa. Nós percebemos que nas Embaixadas e Consulados de países de primeiro mundo, seus serviços são mais caros. Imaginamos que isso se deva ao maior custo de manutenção do estabelecimento (aluguel do edifício, custos de luz, água, funcionários, etc). Com certeza se o fizéssemos em um país de custo de vida mais barato, o valor de renovação do passaporte seria menor.</p>
<p style="text-align: justify;">Dois passaportes seriam suficientes para os três anos e quatro meses na estrada, porém voltamos para casa com três, cada um. Aconteceu porque uma semana depois que os renovamos os passaportes em Vancouver, fomos roubados. Então tivemos que fazer um terceiro passaporte. Enquanto o passaporte emitido no Brasil era válido por dez anos, o emitido no Canadá, por regras consulares, valia por apenas quatro anos. Essa é mais uma forma do consulado evitar que pessoas renovem seus passaportes, os vendam no mercado negro e voltem para fazer um novo. Por isso, também, o custo alto da renovação.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra preocupação consequente do roubo foi que junto com nosso passaporte, perdemos nosso visto americano. Fazer um novo visto nos Estado Unidos seria burocrático e caríssimo. Conseguimos resolver a situação depois de alguns contatos e preenchendo um formulário de imigração na internet que nos permitia ficar tranquilos até a saída do país. Agora para voltar novamente aos Estados Unidos teríamos que emitir novos vistos. Tivemos sorte que os passaportes roubados foram encontrados posteriormente pela polícia e devolvidos para nós, assim recuperamos o visto americano.</p>
<p style="text-align: justify;">CURIOSIDADES:</p>
<p style="text-align: justify;">– Total gasto com vistos em nossa segunda viagem:  U$ 2.024,00.</p>
<p style="text-align: justify;">– O visto mais caro foi o dos Estados Unidos: U$150,00/pessoa, porém é válido por 10 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">– O visto do Canadá solicitamos em Los Angeles. Deixamos nossos passaportes na embaixada e seguimos viagem sem documentos pela Califórnia (com apenas uma foto digital deles) até Salt Lake City, em Utah, onde os recebemos via correios.</p>
<p style="text-align: justify;">– Ainda antes de sairmos de casa, quando pesquisávamos sobre os vistos dos países da Ásia Central, lemos relatos de que seria muito difícil fazer os vistos (por questões burocráticas), principalmente se viajássemos no sentido Leste-Oeste, ou seja, o nosso caso. Nossa experiência desmistificou esse boato; fizemos todos os vistos tranquilamente e assim como em tudo numa volta ao mundo, basta ter paciência.</p>
<p style="text-align: justify;">– Quando estávamos na Mongólia, emitimos nosso visto do Cazaquistão por U$ 30,00/pessoa, porém no exato dia que entramos no país, o visto foi abolido para brasileiros (interesses de ambos os lados por causa das Olimpíadas 2016 no Brasil e pela Expo 2017 em Astana no Cazaquistão). O problema aconteceu quando queríamos entrar pela segunda vez no Cazaquistão, vindos do Uzbequistão. Como brasileiros, não precisávamos mais de visto, mas essa informação não fora atualizada naquela fronteira. O oficial ficou ainda mais invocado quando viu em nosso passaporte que anteriormente tínhamos feito visto para o Cazaquistão. Tivemos muita dificuldade para explicar tudo isso, por causa da língua. Mas depois de algum tempo de espera e muita paciência, eles conseguiram fazer uma ligação e confirmar que não precisávamos mais de visto.</p>
<p style="text-align: justify;">– Países da antiga URSS, para um maior controle, exigem que você registre seu passaporte após sua entrada no país, a exemplo da Mongólia. A Mongólia nos dá um visto de 90 dias, porém se planejarmos ficar mais de 30 dias no país, temos que nos registrar na imigração já na primeira semana. Recebemos um papel na fronteira nos avisando quando viemos da Rússia, porém depois de 15 dias deixamos o país para a China e quando voltamos a segunda vez, não fomos avisados e esquecemos da regra. Resultado: não nos registramos e quando lembramos de ir na imigração, os agentes nos deram duas opções: deixar o país dentro de 30 dias ou pagar uma multa de U$ 100,00/pessoa. Não teve choro. O oficial disse que quando visitamos um país temos a obrigação de saber das regras dele. Doeu no bolso, mas nossas experiências na Mongólia foram inesquecíveis. As regras de registro variam de país para país e falaremos num próximo post sobre esse tema.</p>
<p style="text-align: justify;">– Algumas regiões dentro de certos países exigem permissões especiais. Toda a costa do Ártico até cem quilômetros terra a dentro é considerada pelo governo russo sensível e para se visitar essa extensão é necessário levar uma permissão especial. Não fazíamos a mínima ideia de onde consegui-la. Fizemos contato com diversas pessoas que realizaram expedições para a região e todos tinham feito elas através de agencias que faziam um pacote completo (tour + permissão) e que não fariam apenas a permissão para nós se não comprássemos o tour. Depois de muitas pesquisas, achamos uma agencia que nos deu retorno e que se disponibilizou a fazer a papelada para nós, cobrando caro, é claro. Não tínhamos outra opção: era pagar, ou largar o nosso grande objetivo – a Latitude 70 na Rússia. O Tadjiquistão também exige uma permissão extra que permite a entrada na Região Autônoma de Gorno-Badakhshan, que faz fronteira com a China e o Afeganistão. Solicitamos essa permissão junto com o visto de entrada no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo listamos os países que cruzamos em nossa expedição, se necessitamos de visto, quanto custou por pessoa e onde o adquirimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">AMERICA DO SUL</p>
<p style="text-align: justify;">Bolívia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Peru – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Equador – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Colômbia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Uruguai – não precisamos de visto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">AMERICA CENTRAL</p>
<p style="text-align: justify;">Panamá – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Costa Rica – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Nicarágua – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Honduras – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Guatemala – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Belize – não precisamos de visto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">AMERICA DO NORTE</p>
<p style="text-align: justify;">México – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Estados Unidos – U$ 150,00 | São Paulo, Brasil</p>
<p style="text-align: justify;">Canadá* – U$ 135,00 | Los Angeles, Estados Unidos</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">* Canadá: nos cobraram U$ 75,44 para duas pessoas de taxa de consulado e U$ 20,11 para despachar os dois passaportes para Salt Lake City.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">ASIA</p>
<p style="text-align: justify;">Coréia do Sul – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Rússia* – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Mongólia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">China* – U$ 30,00 | Ulaanbaatar, Mongólia</p>
<p style="text-align: justify;">Cazaquistão – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Quirguistão – U$ 58,00 | Astana, Cazaquistão</p>
<p style="text-align: justify;">Tajiquistão* –  U$ 85,00 | Almaty, Cazaquistão</p>
<p style="text-align: justify;">Afeganistão – U$ 75,00 | Khorog, Tajiquistão</p>
<p style="text-align: justify;">Uzbequistão* – U$ 75,00 | Bishkek, Quirguistão</p>
<p style="text-align: justify;">Geórgia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Azerbaijão – U$ 20,00 | Tbilisi, Geórgia</p>
<p style="text-align: justify;">Armênia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Turquia – não precisamos de visto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">* Rússia: permissão extra para Chukotka U$ 700,00 para duas pessoas e carro.</p>
<p style="text-align: justify;">* China: exigem passagem de ida e volta, reserva de hotel e planejamento detalhado do itinerário. As reservas de estadia fizemos no Booking.com e depois as cancelamos para podermos ter mais flexibilidade.  O Itinerário também fizemos a grosso modo e depois pudemos seguir viagem tranquilos, sem precisar segui-lo à risca.</p>
<p style="text-align: justify;">* Tajiquistão: o custo do visto inclui a permissão GBAO para a região da Pamir (zona de fronteira). Fizemos o visto de dupla entrada, pois queríamos visitar o Afeganistão.</p>
<p style="text-align: justify;">* Uzbequistão: exige uma Carta Convite que custou U$ 70,00/pessoa e a fizemos em Almaty, Cazaquistão com a agência StansTour.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">EUROPA</p>
<p style="text-align: justify;">Bulgária – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Macedônia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Grécia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Albânia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Montenegro – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Bósnia e Herzegovina – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Croácia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Eslovênia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Sérvia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Romênia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Hungria – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Eslováquia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Áustria – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">República Checa – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Alemanha – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Polônia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Ucrânia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Bielorrússia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Finlândia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Noruega – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Suécia – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Dinamarca – não precisamos de visto</p>
<p style="text-align: justify;">Países Baixos – não precisamos de visto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Veja também:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://mundoporterra.com.br/curiosidades/vistos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Vistos – Volta ao Mundo 1</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://mundoporterra.com.br/curiosidades/vistos-nas-americas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Vistos nas Américas</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://mundoporterra.com.br/novidades/passaportes-novos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Passaportes novos!</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="https://mundoporterra.com.br/utilidades/zona-schengen/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Zona Schengen</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Zona Schengen</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jun 2017 14:08:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Planejar uma viagem na Europa por um período superior a 90 dias ficou um pouco mais complicado nos dias atuais. Isso se deve ao surgimento da Zona Schengen em 2013, da qual 26 países europeus fazem parte e para toda esta área, nós, brasileiros, temos o direito de permanecer no máximo 90 dias. Eis os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Planejar uma viagem na Europa por um período superior a 90 dias ficou um pouco mais complicado nos dias atuais. Isso se deve ao surgimento da Zona Schengen em 2013, da qual 26 países europeus fazem parte e para toda esta área, nós, brasileiros, temos o direito de permanecer no máximo 90 dias. Eis os países da zona do Schengen: Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça e Liechtenstein.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos o porque dessa maior complicação: se viajarmos em qualquer outro continente do mundo, estaremos sujeitos às regras de visto de cada país. Um exemplo é na Ásia Central, onde obtemos 30 dias para o Cazaquistão, 30 dias para o Quirguistão, 60 dias para o Tadjiquistão e 30 dias para o Uzbequistão. Mesmo que temos que solicitar visto com antecedência para a maioria desses países, nossa permanência neles pode chegar a 150 dias ininterruptos. Já na Zona Schengen, mesmo que não precisamos fazer visto com antecedência, temos direito de apenas 90 dias para 26 países. Se divididos 90 por 26 temos, em média, apenas 3,46 dias para cada país. É preciso, então, estar muito bem planejado, se quisermos fazer viagens de períodos mais longos na Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nós ainda estamos em melhor situação, temos que dizer. Depois de muitas pesquisas na internet para saber como tudo isso funciona (os sites oficiais não deixam a regra muito clara), descobrimos que existem duas formas de se calcular essa permanência, a nova e a velha, e para brasileiros, assim como para os países Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, São Cristóvão e Neves, Maurício e Seicheles, usa-se a forma antiga, a qual permite maior permanência, dependendo como se planeja a viagem. Nós temos direito de permanecer 90 dias (contínuos ou não) em cada período de 180 dias, contados a partir da primeira entrada no território e esses 90 dias zeram após o vencimento do período de 180.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova forma de cálculo que outros países devem utilizar é baseada em 180 dias correntes, ou seja, todos os dias que se está na Zona Schengen deve-se olhar para trás para ver se nos 180 dias prévios, não se permaneceu mais do que 90. É importante notar que tanto na forma velha, como na nova, o dia de entrada e o de saída contam como dias de permanência, o que ajuda a gastar os poucos 90 dias no caso de múltiplas entradas.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, como essa regra se aplicou em nossa viagem?<br />
Que a verdade seja dita, nós temos mais sorte do que juízo, pois passamos a entender essa regra só quando já estávamos dentro do território Schengen. E o melhor – tivemos que fazer poucos ajustes para adequa-la ao que planejávamos antes. Da forma que estamos fazendo, cumprindo as regras na minúcia, viajaremos pelos países da Zona Schengen por mais de 160 dias. O segredo está em antecipar a primeira entrada para que os 180 dias comecem a contar o quanto antes. Nesse período deve-se ficar pelo menos 90 dias fora da Zona Schengen, a fim de não extrapolar o permitido e então, quando passarem os 180 dias de sua entrada, tudo irá zerar e você poderá ficar mais 90 dias dentro do segundo período de 180. Um pouco complicado, não é? Mas no final desse POST passaremos um link com uma calculadora que poderá lhe ajudar a fazer seu plano automaticamente.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2017/06/IMG_5683.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-7659" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/uploads/2017/06/IMG_5683.jpg" alt="Zona Schengen" width="3264" height="2448" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Segue como estamos procedendo:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Entramos na Grécia no dia 05/02/2017 e este país faz parte da comunidade Schengen. Foi nesse dia que nosso período de 180 dias passou a contar. Esses 180 dias irão caducar em 03/08/2017.</li>
<li>Saímos da zona Schengen no dia 24/02 para os países Albânia, Montenegro, Bósnia e Herzegovina e Croácia.</li>
<li>Em seguida entramos na zona Schengen na Eslovênia, no dia 19/03 e saímos no dia 25/03 para a Sérvia e Romênia.</li>
<li>Voltamos no dia 10/04 para a Hungria, Eslováquia, Áustria, Alemanha, República Checa e Polônia.</li>
<li>Saímos novamente do Schengen no dia 16/05 para a Ucrânia, que é onde estamos no momento.</li>
<li>Os próximos países Bielorrússia e Rússia estão fora do Schengen.</li>
<li>Quando entrarmos na Finlândia, que faz parte do Schengen novamente, teremos 21 dias remanescentes dos 90 que ganhamos para o primeiro período de 180, então, quando eles acabarem, sairemos para a Rússia por uma semana e quando voltarmos, já que será depois de 03 de agosto, quando os 180 caducam, ganharemos mais 90 dias novinhos em folha para usufruirmos na Noruega, Suécia, Dinamarca, Alemanha e Países Baixos. Uma coisa que não descobrimos em nossas pesquisas é se poderíamos estar dentro da Zona Schengen na transição dos dois períodos de 180. Por precaução iremos a Murmansk, Rússia, para estar fora do Schengen nesta transição e aproveitaremos para conhecer essa cidade que fica no extremo noroeste do país.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Vejam, como falamos anteriormente, as informações do Schengen ficaram claras para nós em sites não oficiais. O seguimento ao nosso plano tem um risco (muito reduzido em nossa opinião) de termos surpresas. Na tentativa de minimiza-lo nós enviamos, inclusive, contatos para embaixadas de países da Zona Schengen, mas não obtivemos respostas. Tomara que de tudo certo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem os links que nos ajudaram em nosso planejamento. Temos certeza que poderão ajuda-los também:<br />
<a href="http://www.schengen-calculator.com" target="_blank">www.schengen-calculator.com</a><br />
<a href="http://www.schengenvisainfo.com" target="_blank">www.schengenvisainfo.com</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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