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	<title>Diário de Bordo &#8211; Mundo por Terra</title>
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	<description>Duas voltas ao mundo de carro!</description>
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		<title>Diário de Bordo 67 &#8211; Brasil: Minas Gerais, Rio de Janeiro 2, São Paulo, Paraná e Santa Catarina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 03:02:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(09/12/2009 a 23/12/2009) Aproximadamente às 15:00h do dia 23 de dezembro de 2009, após 1.033 dias na estrada e a bordo de nosso querido Lobo da Estrada (Land Rover Defender 130)&#8230; &#8230; chegamos novamente em casa, em São Bento do Sul – SC. Essa viagem, que foi medida apenas nos 160.733 quilômetros que dirigimos por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">(09/12/2009 a 23/12/2009)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Aproximadamente às 15:00h do dia 23 de dezembro de 2009, após 1.033 dias na estrada e a bordo de nosso querido Lobo da Estrada (Land Rover Defender 130)&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">&#8230; chegamos novamente em casa, em São Bento do Sul – SC. Essa viagem, que foi medida apenas nos 160.733 quilômetros que dirigimos por terra (sem contar os kms por mar ou ar), nos rendeu uma gama incontável de fotos, filmagens, histórias, emoção, experiências, culturas, aventuras e amigos de nada menos que 60 países desse mundão afora, países que compreendem os 5 continentes: Oceania, Ásia, África, Europa e América.</p>
<p style="text-align: justify;">Lembramos ainda com detalhes, que quando botamos o pé na estrada (25/02/07) a ficha demorava a cair e era difícil de nos dar conta da magnitude que esse nosso projeto buscava. Quando completamos os 100 primeiros dias de viagem, o que já parecia ter sido uma eternidade, era duro de acreditar que representava menos que 10% do todo, ou seja, aquela imensidão de 100 dias, que jamais tínhamos experimentado em uma só viagem até aquela data, seria vivenciada em mais 9 vezes, continuamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, ao fim da Expedição Mundo por Terra, felizes, podemos dizer que os maiores objetivos traçados foram completamente alcançados e que as experiências vividas, essas sim, superaram as expectativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando algumas semanas no tempo, queremos dar continuidade ao nosso último diário de bordo, o qual terminou na borda entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais e de lá, todo o caminho que nos levou a calorosa recepção de nossos familiares e amigos em São Bento do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece que a cada km ao sul que dirigíamos, mais úmido e chuvoso o clima ficava. E a chuva nos acompanhou por boa parte do caminho, tanto fora como dentro. Na parte traseira de nosso carro (motor-home) uma única goteira vezes molhava nosso colchão, mas estava difícil de descobrir por onde entrava, pois a mesma, antes de vazar, percorria por dentro dos tubos metálicos da estrutura do carro. Na parte da frente (cabine), não tinha mais jeito. A água entrava em uma pequena cachoeira e quando fazíamos uma curva um pouco acentuada, ela nos dava um banho, quase que usual quando se trata de um Land Rover.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Minas Gerais visitamos primeiramente a linda e formosa Ouro Preto, cidade que no passado já foi chamada de Vila Rica; recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por D. Pedro I quando fora a capital de Minas Gerais; passou a se chamar Imperial Cidade de Ouro Preto e atualmente apenas Ouro Preto. O nome Ouro Preto deve-se ao fato de que seu ouro foi explorado pelos negros, pois se fosse pelos preconceituosos brancos, a cidade seria chamada Ouro Branco.</p>
<p style="text-align: justify;">A arquitetura e a importância histórica foi o que nos atraiu para lá, mas além disso, a sua disposição por entre a região montanhosa, faz da cidade um belo dum cartão postal. Conhecemos a cidade percorrendo suas antigas e íngremes ladeiras, visitando igrejas e museus, tendo como destaque a Igreja de São Francisco de Assis, obra de Aleijadinho.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra quem não conhece a história deste incrível artista, Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho (1730 – 1814), foi filho de arquiteto português com mãe escrava africana e mesmo com sua deficiência pela perda do uso de mãos e pés aos 30 anos, seguiu com a arte da escultura com um martelo e formão amarrados em seus braços. Além de escultor, Aleijadinho foi entalhador, desenhista e arquiteto na época do Brasil Colonial, tendo seu estilo relacionado ao Barroco e especialmente ao Rococó.</p>
<p style="text-align: justify;">De suas incontáveis obras, as que merecem mais destaques são as que contemplamos no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, com suas 66 estátuas em madeira representando a Via Sacra e os 12 Profetas, esculpidos em pedra sabão. Magnífico!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Além das igrejas de Ouro Preto e Congonhas, visitamos também algumas em Tiradentes, e apesar de não podermos mostrar em fotos seus interiores com tamanha beleza e detalhes, ficamos cheios de orgulho em saber que a riqueza histórica do Brasil está a altura de outras obras de destaque mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Por entre estas três cidades e em alguns outros trechos de nossa viagem por Minas, dirigimos pela Estrada Real, nome dado a qualquer via terrestre que na época colonial fazia parte do processo de povoamento e exploração econômica. A designação de Estrada Real (caminho oficial) se dava pelo fato de que esse era o único caminho autorizado para circulação de pessoas e mercadorias, sendo a principal via de transporte de nosso ouro para as terras internacionais. A abertura ou utilização de outras vias constituía o crime de lesa-majestade, provindo daí, a origem da palavra “descaminho”, com o significado de “contrabando”.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sentido ao estado do Rio de Janeiro novamente, relembramos ainda mais de nossa terra natal, ao cruzar por montanhas cheias de neblina e chuva, repletas das majestosas araucárias, até chegarmos em Visconde de Mauá, onde passamos 4 dias em férias totais, fazendo quase nada.</p>
<p style="text-align: justify;">No dia 18/12, rumamos ao Rio de Janeiro para o primeiro feliz encontro com parte dos familiares, para que dia 19/12, pudéssemos ir ao casamento do primo Pablo com Ana Paula. Ainda na sexta-feira, do aeroporto internacional Galeão, seguimos em uma caravana para Várzea Grande, pois o cunhado Hans havia organizado uma visita ao Haras Bandeirantes com seus lindos e impressionantes cavalos!</p>
<p style="text-align: justify;">No Rio, tudo foi show, com nossa sede em Copacabana e um belo e tradicional casamento carioca na Sociedade Hípica. Em meio a festa, quem apareceu pra alegrar ainda mais foi o Bloco Cordão do Bola Preta, um dos mais conhecidos blocos de carnaval do Rio.</p>
<p style="text-align: justify;">No domingo após o casório, um fato bem engraçado: levamos Pablo e Ana Paula ao aeroporto com seu próprio carro todo enfeitado, escrito no vidro traseiro “recém casados” e na volta, chamando mais atenção do que com o próprio Lobo da Estrada, de repente, um cidadão abre a janela de seu carro, tira suas duas mãos e nos faz aquele tradicional sinal de “se ferrou”, pra não representar em palavra pior. Hahaha, não podíamos mais parar de rir, é claro, pois não éramos as reais vítimas!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Do Rio, pegamos o caminho mais curto pra São Paulo, pela rodovia Presidente Dutra. De São Paulo, rumamos direto à Curitiba, fazendo uma parada em Aparecida para uma visita e um agradecimento à Nossa Senhora Aparecida. Em São Paulo, revimos um grande amigo de trabalho, o Léo, com seu filho Vitor. Em Curitiba, revimos outros grandes amigos, só que de aventura: Iguaçu e Silvia, Brick e Elaine com seus filhos, Avi (amigo israelense que nos ajudou com informações antes da viagem), Fer e Xande, Junior (fornecedor do Guincho Ekron de nosso carro), Mauro e toda turma. O dia terminou com uma grande festa. E aqui cabe um comentário importante: foi na casa do Iguaçu que ouvimos a primeira vez falar-se de “volta ao mundo de carro” e foi ali que a idéia surgiu, para mais tarde, também em Curitiba, se transformar em uma decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Dia 23 de dezembro de 2009 chegou. Um dia tão esperado, aquele que fez nossas perninhas tremerem, pois seria o dia em que nossas vidas mudariam novamente. Ao meio dia em ponto, nossos olhos brilharam e o coração bateu forte ao vermos nossos familiares e amigos, todos vestidos com a camiseta Mundo por Terra, no trevo de Pirabeiraba, 60km antes de SBS. Foram beijos e abraços em pessoas que não havíamos visto desde o casamento, no Rio; ou desde o último natal, na África do Sul; ou desde nossa partida, 25/02/07, há 1.033 dias atrás, em São Bento do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Na pastelaria Rio da Prata, comemos “O” pastel de palmito, para então subirmos a linda Serra Dona Francisca; cruzamos Campo Alegre e finalmente chegamos em nossa terra natal. Acompanhados por todos que nos receberam em Pirabeiraba, fizemos uma passeata no centro da cidade, com muitos comprimentos de amigos para então, terminamos numa festa na Associação Recreativa Leopoldo Rudnick, com muita música e chopp até as 8 horas da noite. Dali, a festa seguiu para o Gim com Bells e foi terminar somente na manhã do dia 26, quando tomamos o tradicional café da manhã na Padaria Fendrich&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>AGRADECIMENTO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nesta oportunidade, nós, Roy e Michelle, gostaríamos de agradecer imensamente a todos que ajudaram a fazer esta viagem uma realidade. Agradecemos a nossos familiares, apoiadores, amigos, companheiros de viagem, hospedeiros, amigos deste site que nem ao menos conhecemos pessoalmente, etc&#8230;, enfim, todos que de alguma forma nos mantiveram motivados e focados para terminar o que começamos. Nossa contrapartida a todo esse apoio, foi de fotografar, filmar, relatar e publicar tudo isso nesse site, para que vocês todos pudessem viajar conosco. OBRIGADO POR SUA COMPANHIA NESTA VIAGEM!!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>PLANOS FUTUROS</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Temos muitos sonhos e planos para o futuro, porém, acreditamos que esteja ainda um pouco cedo para descrevê-los, pois todos necessitam de apoio e mais informação para que possam tornar-se compromissos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas uma coisa gostaríamos de adiantar quanto ao nosso projeto cultural, que se tratava de um livro sobre as brincadeiras infantis dos países que passamos. O projeto acabou mudando um pouco de foco, primeiramente porque não tivemos nenhum patrocinador para que pudéssemos dar uma ênfase maior ao mesmo e segundo, que percebemos a existência de uma procura e interesse muito maior no dia a dia de nossa expedição Mundo por Terra, ao invés do projeto cultural Universo de Brincadeira. Então, caso um livro venha a tornar-se realidade, o mesmo terá como foco em nossa vivência, naquilo que realmente aconteceu conosco, dia após dia, com informações, emoções, contos, etc&#8230; mostrando também, como segundo plano, as crianças do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>BOLETINS PERIÓDICOS / NEWS LETTER</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A cada evento, acontecimento, planos e outros, queremos mantê-los informados, mas para isso, necessitamos de sua permissão para que possamos enviá-los e-mails ou correspondência!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Como nosso site ainda não está preparado para inscrevê-los via internet, solicitamos aos que possuem interesse em receber nossos boletins via e-mail, que mandem um e-mail a nós solicitando para tal e caso queiram receber uma possível correspondência, que nos enviem também seu endereço.</p>
<p style="text-align: justify;">Muito obrigado!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><strong>UM FELIZ E PROSPERO ANO NOVO!!!</strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;"><br />
</span></strong></p>
<p><strong>Álbum: Brasil_Minas Gerais</strong></p>
<p><strong>[flickr]set:72157627197465342[/flickr]</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Álbum: Brasil_Rio de Janeiro 2</strong></p>
<p><strong>[flickr]set:72157627072957237[/flickr]</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Álbum: Brasil_São Paulo e Paraná</strong></p>
<p>[flickr]set:72157631546318393[/flickr]</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Álbum: Brasil_Santa Catarina</strong></p>
<p><strong>[flickr]set:72157627073062795[/flickr]<br />
</strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 66 &#8211; Brasil: Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Dec 2009 07:12:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(21/11/2009 a 09/12/2009) Bahia, a terra da alegria! Descendo a costa nordestina, nosso próximo destino foi a Bahia. Este é o estado brasileiro com maior influência da cultura africana, seja na religião, culinária, música e no modo de vida. Da miscigenação entre o índio nativo, com o português colonizador e com o negro escravizado, resultou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>(21/11/2009 a 09/12/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Bahia, a terra da alegria!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Descendo a costa nordestina, nosso próximo destino foi a Bahia. Este é o estado brasileiro com maior influência da cultura africana, seja na religião, culinária, música e no modo de vida. Da miscigenação entre o índio nativo, com o português colonizador e com o negro escravizado, resultou uma cultura muito diversificada e um dos povos mais alegres e festivos do país. Foi nessa terra que nasceu o carnaval (posteriormente levado para o Rio de Janeiro com os negros migrantes em busca de melhores condições de vida) e também foi lá que inventou-se o Trio Elétrico com o ditado: “Atrás dele só não vai quem já morreu!”</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No norte da Bahia, borda com Sergipe, pudemos visitar um pedacinho do paraíso, que já foi até cenário da famosa novela Tieta do Agreste do autor baiano Jorge Amado. Estamos falando de Mangue Seco (o nome verdadeiro é Santa Cruz da Bela Vista), pequena vila de pescadores que devido às dificuldades de acesso, ainda permanece bastante intocada. Enquanto a maioria dos turistas chega de balsa, nós dirigimos cerca de 30km de praia, o que só é possível, quando a maré está baixa. Dividindo espaço conosco, nas ruelas estreitas da vila e nas dunas de areia branca e fina, estavam diversos buguies, que transportam os turistas de um lado pro outro com “muita emoção”.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passamos dois dias nas redondezas e, quando fomos sentar na sombra de um boteco a beira mar para tomar uma gelada, fizemos amizade com os donos do local, moradores da vila vizinha: Coqueiros. No final do dia, até fomos convidados para comer um cuscuz e um pedaço de bolo em comemoração ao aniversário de uma das filhas. Além dessa ótima experiência com os locais, foi nessa praia que presenciamos um espetáculo da natureza: os primeiros minutos de vida das tartarugas-marinhas, monitorado pelo PROJETO TAMAR.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Das sete espécies de tartarugas-marinhas existentes no mundo, cinco delas são encontradas no litoral brasileiro. Entre setembro e março, durante a noite, as fêmeas saem do mar para desovar nas praias de nosso litoral. Cada tartaruga pode desovar cerca de 120 ovos, os quais são enterrados na areia. Depois de aproximadamente 60 dias, dos ovos que desenvolveram-se e não foram comidos pelas raposas (seus maiores predadores terrestres), nascem as pequeninas tartarugas que, guiadas pela claridade da rebentação das ondas, seguem sozinhas para o mar. No mundo aquático elas encontram muitos outros predadores e estatísticas comprovam que de cada 1.000 ovos, somente 1 tartaruga irá chegar a vida adulta, sendo capaz de reproduzir-se. Uma curiosidade é que mesmo viajando milhares de quilômetros entre diversos países e até cruzando oceanos, no período de reprodução as tartarugas retornam às praias onde nasceram.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Para saber um pouco mais sobre o Projeto TAMAR, nos deslocamos para a Praia do Forte, onde situa-se uma das suas principais bases. Tudo começou nos anos 70, quando um grupo de estudantes de oceanografia percorreu as praias brasileiras realizando pesquisas. No percurso, eles acabaram percebendo que haviam muitas tartarugas mortas, principalmente por pescadores. Fotos e relatórios foram enviados às autoridades, já cientes da situação, e assim foi fundado o Projeto TAMAR (1980) que tem como objetivo proteger espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção. Porém, percebeu-se que os trabalhos não poderiam ficar restritos à Conservação e Pesquisas Aplicadas as tartarugas e sim, abranger também as comunidades costeiras, trabalhando com a Educação Ambiental e ajudando no Desenvolvimento Local Sustentável, de forma a oferecer alternativas econômicas que amenizassem a questão social, diminuindo a caça das tartarugas-marinhas para a sua sobrevivência. A ferramenta principal de trabalho é a criatividade em atividades que envolvem atualmente cerca de 1.200 pessoas. O TAMAR também protege outras espécies de vida marinha como o tubarão lixa, a raia, a enguia, o mero, etc&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Da Praia do Forte foi um pulinho até chegarmos em Salvador, cidade que também é chamada de “Roma Negra”, por ser a metrópole com maior percentual de negros localizada fora da África. Enquanto nas outras partes do Brasil os negros vieram em sua maioria da Angola, na capital baiana eles provêm da Nigéria, Togo, Benin e Gana). Foram 3 dias de folia na casa dos baianos Moacir e Cristina, os quais conhecemos através deste website e tornaram-se grandes amigos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A capital baiana é dividida em duas partes: a Cidade Alta e a Cidade Baixa, conectadas por diversas ladeiras e elevadores, como o histórico Elevador Lacerda. Salvador é conhecida por ter 365 igrejas católicas, uma para cada dia do ano. Apesar disso não ser verdade, são diversas as igrejas que sobressaem-se na paisagem da cidade. Um fato interessante das igrejas de Salvador é o sincretismo religioso, onde o catolicismo (de origem européia) convive junto com o candomblé (de origem africana), sendo um importante exemplo desta miscigenação religiosa a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A parte mais famosa da cidade é o chamado Pelourinho. A palavra pelourinho corresponde a uma coluna de pedra localizada normalmente ao centro de uma praça, onde eram castigados escravos através de chicotadas durante o período colonial. Com o fim da escravidão, este local da cidade passou a atrair diversos artistas e tornou-se um centro cultural e histórico.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em 1991, houve um grande investimento estatal na recuperação deste centro histórico baiano, quando melhorou a segurança, infra-estrutura para o turismo e restauração das edificações. Mas atualmente a região está um pouco abandonada e, a noite, suas ladeiras torna-se cenário para a prostituição e consumo de drogas. Isso é realmente uma pena, pois Salvador é mesmo uma cidade encantadora!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de visitarmos as principais atrações da primeira capital do Brasil, que foi também a maior cidade das Américas, rumamos ao interior do estado. Nosso objetivo era desbravar um pouco da Chapada Diamantina, que como o próprio nome diz, já foi um importante centro do garimpo de diamantes e de ouro. Apesar de ter sido delimitada a área do Parque Nacional da Chapada Diamantina, a serra da chapada abrande muito mais do que os domínios oficiais e de tanta água que abunda na região, tornou-se um oásis no meio da caatinga.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nosso portão de entrada foi a cidade Lençóis, que na época do garimpo era conhecida como a Capital do Diamante e de lá, partimos para visitar o balneário do rio Mucugezinho, com suas cachoeiras, lajeados, tobogãs e poços; o Morro do Pai Inácio (1.150m), um dos cartões postais e de onde é possível ter uma vista de 360 graus das serras e campos gerais da região; a Gruta da Pratinha, onde realizamos uma flutuação de 170m caverna adentro com uma visibilidade embaixo d’água de 60m; a Gruta Azul, que fica de uma cor azul-esverdeado quando a luz do sol incide dentro da caverna; a Cachoeira da Fumaça, que é a mais alta queda livre do Brasil, com 380m de altura, a qual acessamos por uma trilha de 6km (só de ida); e o incrível Poço Azul, onde é permitido nadar em suas águas com visibilidade parecendo infinita e onde foram encontradas ossadas de dezenas de animais, incluindo ossadas completas de preguiças gigantes (2m x 6m) de mais de 10 milhões de anos. Parecia que estávamos voando dentro da água, pois a profundidade, que parecia de apenas alguns metros, ultrapassava os 20m!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas o Brasil não é só praias, carnaval e paisagens exuberantes. Pra ser um Brasil realmente brasileiro, tem que ter FUTEBOL. E foi esse sentimento que nos fez mudar de planos e abrir mão da costa sul da Bahia para assistir um dos jogos da última rodada do Campeonato Brasileiro no Estádio Jornalista Mário Filho &#8211; Maracanã (ainda mais que os dois aqui são flamenguistas, hehehe). Cruzamos a Costa do Dendê, a Costa do Cacau e a Costa do Descobrimento com paradas apenas para dormir em postos de combustível. Em dois dias de muitos quilômetros rodados chegamos no estado do Espírito Santo. Aqui, a parada foi na capital Vitória, onde os amigos Marco Antônio e Beatriz nos receberam com uma Muqueca de Peixe Capixada de lamber os dedos. Reencontramos rapidamente mais amigos (Roberto, em Macaé e Roberto e Sueli em Niterói) pelo caminho, para finalmente chegarmos, com muita chuva, na cidade do Rio de Janeiro.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Fomos amparados na casa de nosso amigo Marcuxxx com sua irmã Ana Lídia e logo nos primeiros momentos na Cidade Maravilhosa, começamos a colher informações sobre o jogo de futebol, porem todos nos diziam que não conseguiríamos ingressos. A situação não estava nada fácil, pois todos os ingressos já haviam sido vendidos e os que poderíamos comprar, estavam na mão de cambistas, que pediam até 500 reais por um. Não desistimos e no domingo de jogo, fomos para a entrada do Maracanã tentar a nossa sorte. Comprar com os cambistas, nem pensar, pois os ingressos falsos estavam à solta. Conversa com um, conversa com outro e no jeitinho brasileiro conseguimos nossa vaga. O estádio possui atualmente uma capacidade para 92 mil espectadores, mas o público com certeza passou longe dos 100 mil e somente uma minoria, era do Grêmio.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Muitos falavam que o Grêmio iria entregar o jogo, mas não foi tão fácil assim, pois o jogo foi sofrido. Vimos a galera pular, calar-se quando a situação apertou e sentimos o estádio tremer quando o Flamengo derrotou por 2 a 1 o Grêmio e tornou-se pela sexta vez Campeão Brasileiro. É realmente um espetáculo que vale a pena participar.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe oooooh!</p>



<p>Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe oooooh!</p>



<p>Dá-lhe, Dá-lhe, Dá-lhe oooooh!</p>



<p>Mengão do meu coração!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Felizes da vida, fomos nos dias seguintes visitar um pouco dessa cidade carioca. Como todo mundo que vem para o Rio, visitamos o Cristo Redentor, monumento de Jesus Cristo localizado no topo do morro Corcovado, a 709m acima do nível do mar. Recentemente a obra foi votada como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno e não é por menos, não só pela estátua (maior estátua de Cristo), mas pela vista espetacular de todo o Rio de Janeiro que se tem lá de cima. Uma das principais vistas e cartão postal da cidade é a da Baía de Guanabara com o morro do Pão de Açúcar ao fundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Visitamos o berço da boemia carioca, o bairro da Lapa, também famoso pela sua arquitetura. Caminhamos pelo centro, coração financeiro da cidade, onde de um lado nos deparávamos com casarios históricos e do outro modernos arranha-céus. Vimos os Arcos da Lapa, a Catedral Metropolitana, o Teatro Municipal, o Cine Íris, a Biblioteca Nacional&#8230; mas uma das obras que mais nos encantou foi o interior do Real Gabinete Português de Literatura. Esse gabinete foi fundado em 1837 por um grupo de quarenta e três imigrantes portugueses, refugiados políticos, para promover a cultura entre a comunidade portuguesa. É a maior biblioteca de autores portugueses fora de Portugal e entre os cerca de 400.000 volumes, nacionais e estrangeiros, encontram-se obras raras como um exemplar da edição famosa de “Os Lusíadas” Luis de Camões (1572).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Do Rio de Janeiro, subimos a acidentada Serra dos Órgãos, onde encontra-se a famosa formação “Dedo de Deus”, um bloco rochoso de 1.692m em forma de uma mão fechada com o indicador erguido. Passamos por Teresópolis e finalizamos esse trajeto na Cidade Imperial, Petrópolis. Depois de Salvador, a capital brasileira foi transferida para o Rio de Janeiro, sendo que Petrópolis era o lugar de veraneio da família real. Aqui, visitamos o Museu Imperial, que mostra o quão luxuosa era a vida de Dom Pedro II.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deixamos o estado do Rio de Janeiro para conhecer um pouco das riquezas de Minas Gerais e, no próximo diário, chegamos ao fim de nosso expedição. Não percam os últimos quilômetros!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/12/IMG_1372-2.jpg" alt="" class="wp-image-393" title="Mapa diário 66"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Brasil_Bahia</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627197211552[/flickr]</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Brasil_Espírito Santo</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627197234162[/flickr]</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Brasil_Rio de Janeiro 1</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627197261308[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 65 &#8211; Brasil: Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas e Sergipe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 05:11:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(02/11/2009 a 21/11/2009) Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas e Sergipe… … foram os estados onde deixamos nossos rastros nas últimas semanas. O Pará e o Tocantins formam parte do norte do Brasil e os outros estados, já integram o nosso querido nordeste. Entramos no Pará pelo Rio Amazonas, o qual descemos numa balsa de [&#8230;]]]></description>
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<p>(02/11/2009 a 21/11/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas e Sergipe…</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">… foram os estados onde deixamos nossos rastros nas últimas semanas. O Pará e o Tocantins formam parte do norte do Brasil e os outros estados, já integram o nosso querido nordeste.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Entramos no Pará pelo Rio Amazonas, o qual descemos numa balsa de Manaus até Santarém. Esta cidade, localizada no encontro dos rios Amazonas e Tapajós, foi intitulada de “A Pérola do Tapajós”. Para entender o porque desse título, basta deslocar-se alguns quilômetros, sentido a um vilarejo chamado de Alter do Chão, para encontrar uma praia de rio pra ninguém botar defeito, com areia branca, águas mornas e límpidas, além de muitos, mas muitos lugares pra acampar e fazer um belo de um foguinho. Quem passar por essas bandas, não pode deixar de conhecer este lugar, que é o Caribe da Amazônia, e aproveitar para saborear um delicioso tucunaré!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Cansados de ver tanta água, botamos novamente o pé na estrada. Então, com indicação dos paraibanos que viajaram conosco na balsa, pegamos um atalho onde a estrada tinha asfalto somente em seus primeiros kms e cruzava uma floresta esplêndida com árvores a perder de vista. Mesmo assim no meio do nada, uma vez ou outra, a mata já possuía cicatrizes, clareiras enormes resultantes do desmatamento. Mas o curioso, por outro lado, foi o de ver que em boa parte dessas florestas está sendo feito o bom manejo florestal, ou seja, o corte seletivo das árvores, não colocando em risco, assim, a nossa Amazônia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Esta estrada que descemos, vindos de Santarém, caiu na BR-230 em Uruará e assim que cruzamos o trevo, a memória já clareou e veio a lembrança de quando James, Tico e eu (Roy) percorremos praticamente toda a Transamazônica a bordo de 3 Hondas Falcon 400cc. Isso foi há algum tempo atrás, quando cruzar essas bandas era um desafio que, em partes, quase nem motos passavam. Entretanto as coisas têm mudado muito por ali e hoje já é possível realizar o mesmo trajeto de carro. Mas mesmo com as mudanças, a poeira e os buracos ainda reinam na rodovia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A Rodovia Transamazônica (BR-230), que virou o sonho de jipeiros, motoqueiros, ciclistas e outros aventureiros, foi projetada no governo do presidente Emílio Garrastazu Médici (1969 – 1974) e pelas imensas proporções que sua construção impunha, era uma das chamadas “obras faraônicas”. Planejada para integrar melhor o norte com o resto do país, bem como conectar-nos ao Peru e Equador, a rodovia foi inaugurada no dia 30 de agosto de 1972, mas desde essa data, não sofreu maiores modificações ou melhorias, e por este estado de abandono, fora até rebatizada de “Transamargura” ou “Transmiseriana”. A Transamazônica começa na cidade portuária de Cabedelo, na Paraíba e se estende em 4.000 quilômetros até Lábrea, no Amazonas, sendo a terceira maior rodovia do país.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quanto a nós, de Uruará seguimos sentido leste, cruzando por Brasil Novo, Altamira, Anapu, Pacajá, Novo Repartimento e por último Marabá, onde as condições das estradas melhoram em muito. Entre Anapu e Pacajá, a cena foi de arrepiar e lembrar de imediato daquelas músicas do Sérgio Reis, que contam histórias dos boiadeiros transportando suas boiadas ainda da forma antiga. Eram quatro ou cinco boiadeiros com 1.112 cabeças de gado, os quais viajavam (média de 13km por dia) pelo sexagésimo sétimo dia e para chegar no destino, ainda faltavam cinco. Mas por estas bandas, essas cenas ainda são muito comuns e isso não significa que o progresso não tenha chegado. A razão é que para se transportar mais de mil cabeças de gado de caminhão boiadeiro, o custo ficaria completamente inviável.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O Tocantins cruzamos em poucos quilômetros, bem ao norte do estado e chegamos em Imperatriz do Maranhão, onde familiares da Michelle já nos aguardavam para uma visita. Ficamos por três ótimos dias, onde no aniversário de um cidadão aqui, passamos da cota na cachaça, quando queríamos experimentar um pouquinho de cada uma delas, as quais vêm de cada canto do país. Além de matar a saudade dos familiares, fizemos algo muito simples, mas que há muito tempo não fazíamos… um domingo de futebol na TV, enquanto as mulheres faziam feirinha na cidade.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deixamos Imperatriz para fazer um tiro longo, de quase 2.000km, seguindo pelas BRs 230, 316 e 232, rodando o Maranhão, Piauí e o Pernambuco. E para quebrar um pouco da monotonia da viagem, valeu a dica para visitarmos as belezas naturais de Riachão (sul do Maranhão), com cachoeiras e poços azuis cristalinos que já foram palco até de novela da Globo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mudando de saco pra mala, quando comparamos o Brasil com os outros países que passamos nesta viagem, dá para dizer que este está sendo um dos melhores países para se acampar, onde qualquer lugar é possível. Quando não achamos a barranca de um rio ou a sombra de um coqueiro a beira mar, paramos em postos de combustível que sempre possuem banheiros, chuveiros, cafézinho e segurança durante a noite. Mas também não foram poucas as vezes que simplesmente chegamos aos locais e pedimos um pedacinho de seu quintal para passar a noite e, sempre fomos muito bem recebidos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Já lá na costa nordestina, alguns anos após o descobrimento do Brasil, o figaldo português Duarte Coelho teria dito: “Oh, linda situação para se construir uma vila” e de acordo com esse mito popular, foi aí que Olinda, essa linda cidade, ganhou seu nome! De tão linda e preservada, Olinda foi a segunda cidade brasileira a ser declarada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade (UNESCO). Em seu agitado carnaval, o que Olinda tem de destaque são seus bonecos gigantes, que dançam pela cidade toda ao som do frevo, maracatu e outros ritmos originais do Pernambuco. A maior concentração da folia do carnaval é numa esquina de quatro ruas, com casas coloniais de todas as cores, batizada de Quatro Cantos. São muitas as coisas que se têm pra ver nesta cidade, mas o que não se pode deixar de fazer, é experimentar a tapioca que é vendida em tendas nas ruas, que pode ser servida com carne seca, camarão, queijo, côco ralado, etc&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Cruzamos Recife e rumamos devagar ao sul, aproveitando as praias paradisíacas que o nordeste tem a oferecer, além das pessoas que são amigáveis ao extremo, felizes e descontraídas, aquelas que prosperam muito mais que 100 anos de vida. Foram acampamentos e mais acampamentos em praias como Porto de Galinhas e Tamandaré (Praia dos Carneiros) no estado de Pernambuco; em Alagoas dirigimos pela Rota Ecológica, que é uma estrada pequenina, com vilarejos de pescadores e praias (Porto das Pedras, Tatuamunha, Praia do Toque, Praia do Riacho) que formam o paraíso. Passamos por Maceió, Praia do Gunga, Jequiá da Praia, Lagoa do Pau até que chegamos no importante Rio São Francisco e paramos para uma visita em mais uma encantadora cidade colonial, chamada Penedo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando cruzamos o Rio São Francisco pela BR-101 deixamos o Alagoas e entramos em Sergipe, que apesar da ótima recepção pelos radioamadores do estado, não tivemos quase tempo para explorá-lo. Dirigimos somente pelo interior e apreciamos aquelas lindas fazendas, com suas enormes casas coloniais, além das grandes plantações de cana de açúcar, que é uma das forças da economia do estado.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Bahia e parte do sudeste brasileiro ficará para nosso próximo diário de bordo, até lá!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_0488.jpg" alt="" class="wp-image-391" title="Mapa diário 65"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Brasil_Tocantins_Maranhão_Piauí</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627197070780[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Brasil_Pernambuco_Alagoas e Sergipe</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627072676363[/flickr]</p>
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		<title>Diário de Bordo 64 &#8211; Brasil: Roraima e Amazonas</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 09:11:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(13/10/2009 a 02/11/2009) Brasil, meu Brasil brasileiro! Como descrever nossas emoções ao voltar ao Brasil depois de 960 dias em terras estrangeiras. Se não podemos descrever, podemos pelo menos garantir que o coração batia muito forte e nosso sorriso ia de orelha a orelha. Nossa curiosidade para voltar ao Brasil era muito grande, pois depois [&#8230;]]]></description>
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<p>(13/10/2009 a 02/11/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Brasil, meu Brasil brasileiro!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Como descrever nossas emoções ao voltar ao Brasil depois de 960 dias em terras estrangeiras. Se não podemos descrever, podemos pelo menos garantir que o coração batia muito forte e nosso sorriso ia de orelha a orelha. Nossa curiosidade para voltar ao Brasil era muito grande, pois depois de termos conhecido tanto deste mundão, despertou-nos muito mais interesse de desbravar o nosso próprio país.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nossa chegada ocorreu pelo estado de Roraima, o qual é o mais jovem, mais isolado e menos povoado estado do Brasil. No começo os únicos habitantes dessas terras eram os índios, porém, com a descoberta de ouro e diamantes, muitos garimpeiros vieram para a região. Com uma grande quantidade de pessoas e de riquezas, Boa Vista (capital do estado de Roraima e única capital brasileira situada ao norte da Linha do Equador) começou a crescer. Ouvimos dizer que o aeroporto da cidade chegou a ser um dos três mais movimentados do Brasil (devido ao garimpo), junto com Rio de Janeiro e São Paulo. Se antes o garimpo foi importante, atualmente o que mais atrai as pessoas para a cidade é o fato de Boa Vista ser um lugar de oportunidades, com muitos empregos gerados por concursos públicos e espaço para qualquer tipo de negócio.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quem nos recebeu em Boa Vista foi o grande amigo Ricardo Loureiro, o Louras, que conhecemos na primeira passagem de nossa viagem pela Venezuela, durante o Venezuela Off-Road &amp; Adventure Festival 2007. Através dele, tivemos a oportunidade de conhecer os jipeiros do Jeep Clube de Roraima, sendo a Retífica Central o maior ponto de encontro desse pessoal, onde além de rolar muita conversa e churrasco, rola um trabalho pesado por parte do Elmer e do Seu Pedro na construção de um super 4&#215;4, digno do nome: Crocodilo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Através do amigão Paulo (PV8-DX), conhecemos também o pessoal do Clube dos Rádio Amadores, que no assunto são verdadeiramente ativos, se comunicando com o mundo todo. Fora os rádios, as antenas, o tambaqui também fez sucesso, preparado na casa do Edinho e da Andressa. Isso sem falar do banho no igarapé (riacho) de água cristalina que passa pelo jardim da casa deles.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os dias na capital roraimense passaram muito rápido e a hora de partir chegou. Esse cantinho norte do Brasil nos deixará saudades, mas se esse ditado for verdade: “Quem bebe d’água do Rio Branco volta para Boa Vista” &#8230; com certeza um dia iremos voltar.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Pé na estrada, agora rumo a Manaus pela BR-174. Quanto mais ao sul, mais a savana dava lugar a maior floresta tropical do planeta: a Amazônia. Chegando na capital, nos deparamos com uma cidade enorme localizada à margem esquerda do Rio Negro, onde residem atualmente 1,73 milhão de pessoas. Para estimular o desenvolvimento da região, esta foi transformada numa Zona Franca, a qual tornou-se um grande Pólo Industrial com um dos maiores PIB do país.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Rui Tiradentes foi quem nos deu todo o apoio nessa metrópole e ele conseguiu um lugarzinho para acamparmos junto aos carros usados na Concessionária da Mitsubishi. Não foi fácil de encarar o calorzão de 40 graus na cidade e como o sol nascia cedo, sem sombra, nosso carro esquentava muito e o jeito era levantar com os primeiros raios de sol e ir buscar abrigo no centro da cidade. Nessas idas e vindas desbravamos muitas coisas como: o centro histórico com o Teatro do Amazonas e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, ambos um produto das riquezas geradas pelo auge da borracha; o porto às margens do rio Negro; as praças cheias de vida e de locais disputando um lugar na sombra; o INPA &#8211; Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, onde visitamos um pequeno museu de curiosidades amazônicas e onde pudemos ver de perto os peixes-boi; e ainda participamos uma noite do Boi Manaus, festival que celebrou os 340 anos da cidade, puro carnaval manauense.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas o que queríamos mesmo em Manaus era desbravar a Amazônia, porém, estávamos um pouco desanimados devido aos altos preços cobrados pelas agências de turismo. Aí, com a indicação do Rui (nosso amigo) conhecemos Elen e Ribamar, do Ariaú Amazon Towers. Quando eles nos perguntaram o que queríamos e começaram a explanar sobre sua empresa, nós todos pensamos: “O que estamos fazendo aqui!”&#8230;  pois pela qualidade de seu trabalho, considerávamos aquilo impossível para nossos bolsos. Mas conversa vai, conversa vem e essa história terminou quando fomos gentilmente convidados para passar cinco dias no Ariaú Amazon Towers.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Esse hotel, que se encontra há cerca de uma hora e meia de barco subindo o Rio Negro, foi um dos pioneiros no meio da selva amazônica. Parte de sua história começou em 1982, quando o oceanógrafo Jacques Cousteau, em sua expedição pela Amazônia, fez uma declaração que soou mais como uma premonição: “Hoje, o mundo está ciente sobre guerras nucleares, mas essa ameaça irá desaparecer. A guerra do futuro será entre aqueles que defendem a natureza e aqueles que a destroem. A Amazônia estará no topo das discussões. Cientistas, políticos e artistas irão vir aqui para ver o que está sendo feito pela floresta”. Francisco Ritta Bernardinho deu ouvido as palavras de Cousteau e em 1986 começou a construir um pequeno hotel no meio da floresta, o qual transformou-se num grande complexo com cerca de 360 acomodações construídas sobre palafitas que já hospedaram celebridades de todo o mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Além de toda essa estrutura, o hotel nos ofereceu uma série de excursões pelas matas e rios. Como a época de chuvas ainda não chegou (começa em dezembro), os rios estavam em seus níveis mais baixos e todo o hotel estava fora d’água. Mesmo assim, o meio de transporte para todos os passeios não foi outro a não ser um barco. Pescamos piranha, que nos rendeu uma bela sopa; observamos diversos pássaros; caminhamos pela mata aprendendo um pouco sobre a fauna e flora, como algumas plantas medicinais e aonde encontramos comida, gorós, utilizados para a sobrevivência na selva; visitamos uma vila local e aprendemos um pouco como era extraída e produzida a borracha; visitamos a casa do caboclo Francisco, o qual nos mostrou o processo da mandioca e nos preparou uma tapioca com castanha-do-pará de lamber os dedos; fizemos focagem de jacaré; visitamos uma vila indígena, na qual os meninos, para tornarem-se adultos, devem colocar a mão numa ‘luva’ cheia de formigas venenosas e agüentar a dor sem chorar; fomos para uma praia de areias brancas e finas as margens do Rio Negro; e, para fechar com chave de ouro, nadamos com os botos-cor-de-rosa, sendo 10 ou 15, que foi uma experiência indescritível. Somos muito gratos a Elen e Ribamar, que nesses 5 dias, nos deram a oportunidade de mostrar que o Brasil não perde em nada para nenhum dos 60 países que visitamos nessa viagem.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Antes de termos ido para o Ariaú, já tínhamos antecipado alguns contatos, pois planejávamos descer de balsa o Rio Amazonas até Santarém. E com a ajuda do Rogério (Juca), que é natural de Rio Negrinho, conseguimos organizar tudo sem nenhuma dificuldade. Nosso carro embarcou no dia posterior a nossa chegada do meio da selva, o que nos deu tempo somente para assistir mais um espetáculo da Orquestra Filarmônica de Manaus.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A balsa que pegamos costuma subir o Rio Amazonas de Santarém a Manaus, carregando aproximadamente 200 cabeças de gado e em sua volta, para ajudar a cobrir os custos do retorno, carregam qualquer coisa, desde carros, ferro ou qualquer outro tipo de mercadoria. No sábado ao meio-dia, depois de um suador danado para colocar 11 carros e mais algumas toneladas de mercadorias na balsa, deixamos Manaus rumo a Santarém &#8211; Pará. Nosso carro entrou na estica e a traseira ficou alguns centímetros para fora do casco do barco. Podíamos apenas acessar nossa casa sobre rodas pela frente (cabine), porém a porta traseira tornou-se um camarote, de onde assistíamos o espetáculo do Rio Amazonas com toda a sua vida. Lá foi o lugar perfeito para apreciar o famoso “Encontro das Águas”, quando as águas escuras do Rio Negro juntam-se com as águas barrentas do Rio Solimões. Neste encontro, os dois rios correm lado a lado, sem misturar-se, por mais de 18km. Esse fenômeno ocorre devido à diferença das temperaturas, densidades e correntezas das águas dos dois rios. Enquanto o Rio Negro corre cerca de 2km/h a uma temperatura de 28°C, o Rio Solimões corre de 4 a 6km/h a uma temperatura de 22°C.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A viagem levou 42h, navegando numa média de 15km/h. Nossa tripulação foi muito gente boa e também tivemos a companhia de 12 animados nordestinos, vendedores ambulantes, que rodam pelo Brasil vendendo artesanatos de sua região. Quem aparecia de vez em quando eram os botos e também alguns pequenos barcos de pescadores. Dentre os peixes que estes locais vendiam, vimos o filé de um pirarucu, mas somente o filé, do tamanho de um cobertor, que pesava mais de 20 kg.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Ainda dentro da balsa, deixamos o estado Amazonas e entramos no Pará, com nosso próximo destino Santarém, Alter do Chão e em seguida um pedaço da BR 230, a famosa Transamazônica! E isto ficará para nosso próximo diário..</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_9052.jpg" alt="" class="wp-image-398" title="Mapa diário 64"/></figure></div>


<p></p>



<p>&nbsp;<span style="font-size: small;"><strong>Algumas Curiosidades da Amazônia:</strong></span></p>



<p>&nbsp;&#8211; Área total (grande Amazônia): 7.584.421km2 (inclui os países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana e Suriname). O Brasil possui 60% do total.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Amazônia Legal: 5.217.423km2 (inclui nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do estado do Maranhão).</p>



<p>&nbsp;&#8211; A Amazônia representa 7% da superfície total do planeta.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Estima-se no mundo um total de 19 milhões de km2 de florestas tropicais. A Amazônia possui 3.650.000km2 de florestas contínuas, a maior do mundo.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A Amazônia possui 11.000km de fronteiras internacionais.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Existem diversos tipos de mata entre os quais sobressaem as matas de terra firme, a várzea e os igapós.</p>



<p>&nbsp;&#8211; 78% dos solos de terra-firme são ácidos e de baixa fertilidade natural, contendo apenas uma fina camada de nutrientes.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Apresenta temperatura média de 26ºC e umidade relativa do ar acima de 90% durante todo o ano.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A quantidade anual de chuva na bacia amazônica é de 15 trilhões de m3.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Dessa quantidade, 50% a floresta utiliza para a sobrevivência, 25% é diretamente evaporada e 25% é escoada pelos rios.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Estudos recente mostram que a quantidade de carbono seqüestrado pela floresta é significativa e, portanto, a Amazônia deve ser interpretada como um filtro ecológico, pois reduz a quantidade de CO2 na atmosfera.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A Amazônia abriga cerca de 50% da biodiversidade mundial.</p>



<p>&#8211; Número de espécies de insetos: 2,5 milhões</p>



<p>&#8211; Número de espécies de pássaros e mamíferos: 2.000</p>



<p>&#8211; Número de espécies de plantas: no mínimo 40.000</p>



<p>&#8211; Número de espécies de peixe: 3.000</p>



<p>&#8211; Número de espécies de invertebrados: 128.843 somente no Brasil</p>



<p>&nbsp;&#8211; As últimas estimativas são que as florestas pluviais do mundo podem ter até 30 milhões de espécies de insetos.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Em uma única árvore da Amazônia foram encontradas mais de 80 diferentes&nbsp; espécies de formigas, o que representa o dobro das espécies de formigas existentes na Grã-Bretanha.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Os grandes insetos da Amazônia:</p>



<p>&#8211; maior besouro: 22cm</p>



<p>&#8211; maior mosca: 5cm</p>



<p>&#8211; maior percevejo: 12cm</p>



<p>&#8211; maior libélula: 15cm</p>



<p>&#8211; maior mariposa: 30cm</p>



<p>&#8211; maior cigarra: 9cm</p>



<p>&#8211; maior vespa: 7cm.</p>



<p>&nbsp;&#8211; As cerca de 3.000 espécies de peixe na Amazônia, representam 85% da América do Sul e 15% das águas continentais.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Estudos de pesca no estado do Amazonas mostram que apenas 36 das espécies são exploradas. 90% da pesca é representada nas 18 espécies, mas 61% é apenas de quatro espécies: tambaqui (18%), jaraquis (32%), curinatã (11%) e pacus (5%).</p>



<p>&nbsp;&#8211; A dificuldade para a entrada de luz pela abundância de copas faz com que a vegetação rasteira seja muito escassa na Amazônia, bem como os animais que habitam o solo e precisam desta vegetação. A maior parte da fauna amazônica é composta de animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50 metros. Não existem animais de grande porte, como nas savanas.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A flora do Estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais destacam-se andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.</p>



<p>&nbsp;&#8211; O rio Amazonas tem uma extensão de 6.868km, sendo considerado o mais longo do mundo, assim como em volume d&#8217;água. Possui também a maior bacia hidrográfica com 7 milhões de km².</p>



<p>&nbsp;&#8211; O volume de água na foz do rio Amazonas é de 100 a 300m3 por segundo, dependendo da época do ano. Considerando uma vazão media de 200m3 por segundo e o consumo de um indivíduo 100 litros de água/dia, uma cidade de dois milhões de habitantes seria suprida por apenas um segundo do rio.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Diz-se que a água ainda é doce mesmo a quilômetros de distância da costa e que a salinidade do oceano é bem mais baixa que o normal 150&nbsp;km mar adentro.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A quantidade de água do rio Amazonas representa cerca de 17% de toda a água doce líquida do planeta.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A profundidade média é de 40 a 50m, podendo atingir até 100m, próximo ao município de Óbidos.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Ao longo de seu percurso,&nbsp; maior rio do mundo recebe os nomes Tunguragua, Marañón, Apurímac, Ucayali, Solimões e finalmente Amazonas.</p>



<p>&nbsp;&#8211; O efeito das marés (pororoca) pode ser percebido&nbsp; até mais de 1.000km de distância do mar.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Rios cristalinos tendem a ter maior concentração de animais do que rios escuros, mas eles têm também mais mosquitos e vegetação mais densa, dificultando ver animais.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Rios sobem numa média de 10m na época chuvosa.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Na Amazônia, encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas, Mariuá com 1200, e Anavilhanas com 400, ambos situados no Rio Negro.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Cerca de 20 milhões de pessoas vivem na Amazônia, apresentando densidade demográfica de cerca de 4hab/km2.</p>



<p>&nbsp;&#8211; 62% vive na zona urbana e 38% na zona rural.</p>



<p>&nbsp;&#8211; No estado do Amazonas são descritas 64 etnias, contando com 120.000 indígenas nas aldeias e cerca de 50.000 indígenas desaldeiados (30 mil só em Manaus e arredores). Porém, no mínimo, 53 grupos ainda hoje nunca tiveram nenhum contato com a “civilização”.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Em média, durante todo o ano, o caboclo do interior usa 3,2horas/dia para a agricultura e&nbsp; 5,1horas/dia para o extrativismo (caça, pesca, coleta&#8230;).</p>



<p>&nbsp;&#8211; Calcula-se na Amazônia um área total desmatada de cerca de 660 mil km2, ou seja 17% da floresta original (somente 2% no estado do Amazonas). Na década de 80, em Rondônia, a taxa de desmatamento foi da ordem de 35 mil km2 por ano, equivalente a um campo de futebol (1 hectare) por 5 segundos.</p>



<p>&nbsp;&#8211; A maioria dos desmatamentos ocorre para proporcionar terras para pastagens e plantação de soja.</p>



<p>&nbsp;&#8211; Existem na Amazônia Legal 286 Unidades de Conservação (classificadas como de uso direto e indireto), com cerca de cem milhões de hectares, representando 19% da área total. Outros 110 milhões de hectares são reservados para as Terras Indígenas, 21% da Amazônia. Assim, cerca de&nbsp; 40% da região esta contemplada como Áreas Protegidas.</p>



<p><span style="font-size: small;"><strong>Alguns dos animais que vimos:</strong></span></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_4848.jpg" alt="" title="Onça Pintada"/></figure>



<p>&nbsp;</p>



<p><strong>Onça</strong>:&nbsp;a onça-pintada, também conhecida como jaguar, é um símbolo da fauna brasileira. Diferencialmente do leopardo, suas manchas são mais dispersas e numa roseta maior, tendo algumas delas pontos pretos no meio. Sua cabeça é proporcionalmente maior que o corpo. Um exemplar adulto alcança até 2,60m de comprimento e 70cm de altura, pode chegar a pesar 115kg e necessita 2kg de alimento por dia. Seu habitat preferido são as florestas, porém pode ser encontrada em planícies pantanosas e savanas, principalmente na beira d’água onde estão suas presas preferidas (antas, capivaras, tamanduás, macacos, jacarés e até sucuris). Suas patas curtas não são boas para longas corridas, mas lhe proporcionam grande força. Enquanto os outros grandes felinos matam suas vítimas mordendo-as no pescoço, a onça ataca diretamente na cervical ou no crânio, pois possui as mandíbulas mais fortes de todos os felinos e a segunda mais forte dos carnívoros terrestres, sendo capaz de perfurar até o casco de uma tartaruga.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_4630.jpg" alt="" title="Capivara"/></figure>



<p></p>



<p><strong>Capivara:</strong>&nbsp;encontrada em bandos na beira de rios e lagos é o maior de todos os roedores vegetarianos do mundo. Alimenta-se de capins e ervas, podendo pesar até 80kg. É uma excelente nadadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Ela se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores. Se não fosse por sua grande capacidade reprodutiva, estariam ameaçadas de extinção.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_8482.jpg" alt="" title="Peixe-boi"/></figure>



<p></p>



<p><strong>Peixe-boi:</strong>&nbsp;o peixe-boi da Amazônia é o menor dos peixes-boi existentes no mundo, com seu corpo arredondado alcançando um comprimento de até 3m e pesando até 450kg. Seu couro cinza é extremamente grosso, resistente e a maioria dos indivíduos possuem uma mancha branca na região ventral. Essa característica, juntamente com a ausência de unhas nas nadadeiras peitorais, ajuda a distingui-lo do peixe-boi marinho e do africano. São animais envergonhados e de hábitos solitários, raramente vistos em grupo fora da época de acasalamento. Alimentam-se de vegetações aquáticas e podem consumir até 10% do seu peso por dia. Nos seus mergulhos normais ficam de 1 a 5 minutos debaixo da água, mas quando em repouso, podem permanecer até 25 minutos submersos sem respirar. Os caboclos identificam nele 3 diferentes sabores de carne: bife, porco e peixe.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_7876.jpg" alt="" title="Boto vermelho"/></figure>



<p></p>



<p><strong>Boto vermelho:</strong>&nbsp;depois da expedição de Jacques Cousteau para a Amazônia, esse cetáceo foi erroneamente chamado de golfinho cor-de-rosa, porém ele é um boto e conhecido pelos ribeirinhos como boto vermelho. Acredita-se que os primeiros exemplares vieram do mar e devido a grande abundância de peixes adaptaram-se ao rio. Os machos podem atingir até 2,5m de comprimento e pesar 180kg, enquanto as fêmeas atingem até 2m e 100kg de peso. Apresentam um longo rosto, olhos pequenos e uma testa saliente. Os filhotes nascem cinzas e tornam-se rosados com a idade. Seus hábitos são diurnos e possuem um sofisticado sistema de radar, o qual os guia em águas com baixa visibilidade. São extremamente dóceis e aproximam-se facilmente do homem.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_5638.jpg" alt="" title="Macaco do cheiro"/></figure>



<p></p>



<p><strong>Macaco do cheiro:</strong>&nbsp;espécie de pequenos macacos diurnos, medindo cerca de 30cm de comprimento e natural da região amazônica. São frutívoros e insetívoros, também comendo moluscos e pequenos vertebrados. Obtêm a maioria da água nos alimentos e também obterão água em buracos de árvores e poças no solo. As interações sociais são centradas ao redor de um grupo de fêmeas dominantes, sendo os jovens cuidados por outras fêmeas além da mãe. Bandos podem ser de 12 a100 indivíduos, mas ocasionalmente chegam a 500. O macaco-de-cheiro prefere viver em coberturas de altura média em relação ao solo, mas ocasionalmente irá ao chão ou subirá em alturas maiores. Se em perigo, berra um grito agudo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/11/IMG_8292.jpg" alt="" title="Bicho preguiça"/></figure>



<p></p>



<p><strong>Bicho preguiça:</strong>&nbsp;animal de porte médio (de 3,5 a 6kg), corpo curto com membros compridos e dedos (dois ou três dependendo da espécie) com garras longas propícias para pendurar-se nos galhos das árvores. Sua pelagem comprida possui coloração cinza tracejada de branco ou marrom-ferrugem, podendo ter manchas claras ou escuras, proporcionando-lhe uma ótima camuflagem. O pêlo cresce em sentido diferente dos demais mamíferos, do ventre em direção ao dorso, devido ao fato da preguiça passar quase o tempo todo de cabeça para baixo. Possuem 8 a 9 vértebras cervicais, o que lhes possibilita girar a cabeça 270° sem mover o corpo. Alimenta-se dos frutos da Cecropia, conhecida como árvore-da-preguiça. Seus dentes em forma de uma pequena serra não possuem esmalte e estão sempre crescendo devido ao contínuo desgaste. Seus movimentos são sempre muito lentos e costumam dormir cerca de 14 horas por dia, de onde originou-se o seu nome. Apesar de lentas em terra, as preguiças são excelentes nadadoras. Na reprodução dá apenas uma cria e apenas a fêmea cuida do filhote. Raramente desce ao chão, apenas aproximadamente a cada sete dias para fazer as suas necessidades fisiológicas. O seu principal predador é a onça-pintada.</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Brasil_Roraima</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627071794293[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Brasil_Amazonas</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>[flickr]set:72157627072558227[/flickr]<br /></strong></span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Diário de Bordo 63 &#8211; Venezuela 4</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 05:10:19 +0000</pubDate>
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<p>(30/09/2009 a 13/10/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>A segunda parte de nossa viagem pela Venezuela foi marcada pela beleza da Gran Sabana&#8230;</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">&#8230;grande savana em português, que é um território ao sul do país de uma altitude acima dos 1.000 metros, repleto de uma natureza sobrenatural com lindas planícies, rios, cachoeiras e mais de cem Tepuys (montanhas com o topo plano sustentados por altas paredes verticais). Com tantas atrações que a Gran Sabana possui, a região já virou destino preferido dos turistas, mas também não é pra menos, pois é aqui que se situa o majestoso Monte Roraima e a maior queda d’água do mundo, o Salto Angel, com seus nada menos que 979 metros de altura. Infelizmente, o Salto Angel vai ficar para uma próxima, pois para se chegar lá, principalmente na época de chuvas, é necessário pegar primeiramente um avião, depois um barco e ainda fazer um trecho a pé, o que não é nada barato.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nós, ainda em companhia do casal de alemães Mike e Anne, dedicamos um bom tempo para a Gran Sabana, pois queríamos acampar as margens de algumas das inúmeras cachoeiras, bem como fazer a caminhada para o Monte Roraima. E por entre os diversos acampamentos e todas essas cachoeiras, incluindo a do interior de nosso carro que até parecia o Salto Angel quando chovia, fomos curtindo bons off-roads, muita fotografia e milhões de mosquitos borrachudos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em São Francisco de Yuruaní, pegamos algumas informações sobre o Monte Roraima e descobrimos que se apenas contratássemos um guia (o que é obrigatório) para fazer esta grande caminhada, o preço estaria dentro de nossa expectativa. Saímos da estrada principal e rumamos a Paraitepuy, último vilarejo possível de chegar-se de carro e onde inicia a caminhada. Paraitepuy abriga a tribo de índios Taurepang, sendo ela uma das 116 etnias de toda região.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Preparamos nossas mochilas e no outro dia partiríamos, mas Anne Christine amanheceu com febre e tivemos que postergar nossa partida. E foi enquanto esperávamos que uma história muito interessante e um pouco assustadora aconteceu, a menos de 150 metros de nosso acampamento. Foi assim: passou o primeiro índio, depois mais um, mais dez e quase a vila inteira. Não queríamos dar uma de bisbilhoteiros, então, apenas o que vimos naquele momento foi um senhor, ainda com vida, sendo socorrido por seus companheiros.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Imaginamos que aquele senhor ficara doente e morasse naquela direção&#8230; mas que nada, a história verdadeira nos foi contada quando alguns dos índios vieram nos perguntar se no dia anterior, no horário que chovia muito forte, havíamos visto ou ouvido algo anormal, já que estávamos ali tão perto. Esse pobre senhor, que faleceu depois de algumas horas, foi atacado por outros dois índios de uma outra etnia, que tiveram o intuito de simplesmente matar. Pelo que nos contaram, isso é um fato que acontece com certa freqüência e estes índios assassinos estariam dopados por uma droga que os antepassados utilizavam quando caçavam, para ficarem fortes e mais rápidos (O cumi, como ouvimos em uma conversa). O corpo de quem mata uma pessoa, após o ataque, é invadido por um espírito do mal, causando uma dor infernal no coração, músculos, juntas e esta, é somente aliviada quando o assassino bebe do sangue da vítima, livrando-se também do mal espírito.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Para nós, segundo eles, não existiria nenhum risco, pois não somos alvo dessa matança, mas uma coisa é certa, o facão passou a ficar mais perto, hehe, eu hein!!! Bom, até o próximo dia, quando começamos nossa pernada rumo ao Monte Roraima, os próprios índios da vila faziam patrulhas, cada um nas encostas de uma parte da mata, que segundo eles, os assassinos estariam por ali vagando, uivando como lobos e agindo como animais, possuídos pelo mal espírito. Impressionante!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Falando sobre a caminhada, o dia da partida foi o primeiro dos 5 planejados e com uns quilinhos a mais nas costas, dentre comida, barraca, equipamentos fotográficos e outros, esse dia foi bem cansativo e rendeu uns calinhos nos pés da Michelle. Segundo dia, em uma inclinação pequena, caminhamos quilômetros e mais quilômetros para subimos até 1.870 metros de altitude, tendo partido de perto de 1.000 metros. A segunda noite dormimos na base do paredão e por isso, o local é conhecido por acampamento base. Chegamos no topo do Monte Roraima pelas 12:00hs do terceiro dia, 2.875 metros de altitude, após uma subida muito puxada e inclinada, debaixo de chuva.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Já estávamos fascinados com essa montanha só pelo caminho até o topo, onde percorremos planícies, mata fechada, rios e cachoeiras, mas quando chegamos lá em cima, a paisagem mudou drasticamente e parecia que estávamos num outro mundo. As pedras tomavam conta, mas por entre elas, visitamos o vale dos cristais; as piscinas de águas cristalinas batizadas de jacuzis; fomos a La Ventana, que é uma espécie de janela natural na borda do paredão e pudemos contemplar sua flora, compostas de espécies únicas (metade dos 2.000 exemplares de plantas são encontrados somente ali), dentre elas algumas flores carnívoras. Nosso acampamento no topo foi no que os locais chamam de hotéis, que são cavernas naturais escavadas pelo tempo, onde acampamos protegidos da chuva. O visual de lá era de perder de vista.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O Monte Roraima possui algumas lendas e uma delas conta que foi ali que nasceu Macunaíma, filho do sol e da lua, índio guerreiro cheio de poderes, que se tornou herói dos Macuxis. Mas além destas lendas, o Monte Roraima possui curiosidades que são bem verdadeiras, como o Ponto Triplo, o qual infelizmente não visitamos devido ao tempo curto, mas é onde encontram-se as 3 nações: Venezuela, Guiana e Brasil.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quarto dia, quando nos pusemos de volta a mesma trilha que subimos, já sentíamos por não ter planejado a estada de mais um dia no alto do Monte Roraima. Mas como diz o velho ditado: “O que é bom, dura pouco”&#8230; tivemos que descer. Caminhamos morro abaixo cerca de 8h até o Rio Tek, para que no quinto dia, voltássemos a Paraitepuy.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E foi no momento em que partimos dessa vila indígena, agora com nossos carros, que as perninhas começaram a tremer. Não por termos caminhado tanto e as mesmas estarem doídas, mas pelo motivo de que nesse dia, após exatamente 958 dias, estaríamos voltando para a terra amada, o nosso Brasil. Estávamos muito felizes, mas tão felizes que muitos talvez nem entendessem! Ao mesmo tempo, aquele friozinho na barriga, pois isso indica que nossa viagem está em sua reta final.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando chegamos na borda, tudo estava fechado, tanto na Venezuela como no Brasil, pois os oficiais estavam em horário de almoço. Então, em conversa com um dos militares, negociamos nossa ida ao Brasil, cidade de Pacaraíma, só para almoçarmos em uma churrascaria e depois voltaríamos para a Venezuela novamente para regularizar nossos passaportes, para então cruzar oficialmente para o Brasil. Fizemos isso e lá na churrascaria do Negão, a apenas 1 km da borda, desfrutamos de uma Antarctica e do melhor churrasco dos últimos tempos, tudo em um atendimento de primeira.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E de repente ouvimos, ali, nesta churrascaria: &#8211; “Ei, vocês não são de São Bento?” “Lembram de mim?” Era o Eduardo, de Florianópolis, que vive a algum tempo na Europa, mas que há quase dois anos atrás cruzou conosco o passe mais alto em que já estivemos, o Thorung La Pass (5.416 metros de altitude), no Circuito Annapurnas, Himalaia, Nepal. Incrível, esse mundo é pequeno mesmo!!!</p>



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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/10/IMG_4702.jpg" alt="" class="wp-image-420" title="Mapa diário 63"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Venezuela 4</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627195817030[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 62 &#8211; Colômbia 2 e Venezuela 3</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:09:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(07/09/2009 a 30/09/2009) De volta ao continente sul-americano! Depois de quase trinta horas viajando (Londres – Madrid – Bogotá – Cartagena) colocamos os pés novamente em nosso querido continente. Chegamos em Cartagena de Índias já era quase meia-noite do dia 07/09/2009 e, assim que saímos do avião, o suor começou a escorrer, lembrando-nos que chegamos [&#8230;]]]></description>
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<p>(07/09/2009 a 30/09/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>De volta ao continente sul-americano!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de quase trinta horas viajando (Londres – Madrid – Bogotá – Cartagena) colocamos os pés novamente em nosso querido continente. Chegamos em Cartagena de Índias já era quase meia-noite do dia 07/09/2009 e, assim que saímos do avião, o suor começou a escorrer, lembrando-nos que chegamos novamente em terras tropicais.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Ansiosos pela chegada de nosso carro, começamos no dia seguinte a organizar os contatos para seu recebimento e ao contrário da maioria das cidades portuárias, Cartagena nos surpreendeu e foi muito agradável para ficarmos (mesmo que fomos roubados no primeiro dia, quando trocamos dinheiro no mercado paralelo e o mágico fez algumas notas simplesmente desaparecerem).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Esta cidade foi fundada em 1533 e tornou-se o principal porto espanhol em terras caribenhas. Com tantas riquezas passando por ali, logo passou a ser alvo de ataques de piratas e, para protegerem-se, os espanhóis construíram 11km de muralhas ao seu redor, além de diversas fortificações. Apesar de Cartagena ter expandido-se drasticamente e tornado-se o maior porto colombiano atualmente, a cidade antiga amuralhada modificou-se muito pouco e foi declarada Patrimônio Nacional e Cultural da Humanidade em 1986, pela UNESCO.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Aqui, reencontramos dois casais de amigos. Primeiro os austríacos Angelika e Martin, os quais conhecemos na Nova Zelândia, reencontramos na Áustria há uns dias atrás e que coincidentemente decidiram passar férias na Colômbia. E, por segundo, os alemães Anne Christine e Mike, que conhecemos no Irã e que já estão há quase um ano viajando pela América do Sul de carro. Nossos planos são de viajarmos por um tempo juntos até o Brasil&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E na companhia dos amigos, desbravamos esta cidade histórica com a qual é impossível não encantar-se. Percorremos ruelas entre uma belíssima arquitetura com balcões de madeira e fachadas coloridas; sentamos no banco de uma das diversas praças e assistimos a vida caribenha passar pelos nossos olhos; deixamos o corpo levar-se pelo cheirinho de café colombiano vendido pelos vendedores ambulantes em cada esquina; sentimos nosso coração pulsar no ritmo das batucadas e das danças locais que assistimos; e, no final do dia, sentamos no meio fio da calçada, com uma latinha de Club Colômbia na mão e jogamos papo pro ar. Não é pra menos que Cartagena é considerada a jóia do Caribe colombiano.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quanto ao navio que trazia o Lobo da Estrada, chegou três dias depois de nossa chegada e, em tempo recorde, conseguimos liberar o carro em um dia e meio, mas com muita correria do Roy e do agente que contratamos. A empolgação de revermos o Lobo era tanta que no dia seguinte já caímos na estrada, rumo a qualquer lugar onde pudéssemos acampar, fazer um foguinho e, de preferência, que isso fosse a beira mar. Anne, Mike e seu toyota já nos faziam companhia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passada rápida por Santa Marta, a cidade mais antiga de América do Sul e seguimos em busca de praias mais remotas, seguindo ao leste do país. Mas o que chamou nossa atenção neste trecho, foram as montanhas ao nosso lado direito, as quais pertencem ao Parque Nacional da Serra Nevada. São as montanhas “costeiras” mais altas do mundo, abrangendo os dois maiores picos colombianos: os gêmeos Simón Bolívar e Cristóvão Colombo, ambos de 5.770 metros. A Serra Nevada de Santa Marta, junto com diversos outros ecossistemas, dão a Colômbia o título de segundo país mais biodiverso do planeta. Além de uma grande abundância de vida selvagem, o local também abriga cerca de trinta mil indígenas, cujos descendentes deixaram diversos vestígios arqueológicos, como o Pueblito e a famosa Cidade Perdida, com seus terraços, sacadas e caminhos pré-hispânicos incrivelmente traçados no meio da floresta.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E por entre sombra, água fresca e um mar morno de ninguém botar defeito, fomos percorrendo as praias deste país, que apesar de sua má fama devido a suas guerrilhas e tráfego de drogas (maior produtor mundial de cocaína), possui pessoas especiais, extremamente amigáveis, acolhedoras e alegres por natureza. Não queríamos deixar a Colômbia!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando cruzamos a borda para a Venezuela, percebemos que pouca coisa havia mudado, desde os dois anos e meio atrás que estivemos por aqui. O presidente Hugo Chávez ainda trabalha forte na Revolução Bolivariana socialista, entretanto, o país sofreu poucas melhorias. Em nosso caso, o que nós esperávamos com boas lembranças, era o preço do combustível, que continua sendo o mesmo, baixíssimo, porém ficou mais barato com a desvalorização da moeda local nesses mais de dois anos. Agora, não necessitamos de um dólar para encher um tanque.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Já dentro da Venezuela, seguimos por uma estrada que contorna o maior lago da América do Sul, o Lago Maracaibo, em cujas águas foi descoberto, no ano de 1914, muito petróleo. A quantidade era tanta que em apenas seis anos de extração, a Venezuela tornou-se o maior exportador de petróleo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Ao sul desse lago, onde deságua o rio Catatumbo, ocorre um fenômeno muito interessante, o qual nos fez rodar kms e mais kms para contemplá-lo. Trata-se do Catatumbo, que são relâmpagos que acontecem frequentemente, mesmo que em noite completamente límpida (sem nuvens) e que clareiam a região. Existem várias hipóteses para explicar porque isso acontece, mas nenhuma delas é comprovada. A que possui mais fundamentos é baseada na topografia da região, caracterizada pela proximidade de um vasto lago ao nível do mar com montanhas andinas de 5.000m de altitude. Essa configuração dramática, não encontrada em nenhum outro lugar do mundo, ocasiona o encontro dos ventos frios que descem das montanhas com o ar úmido que evapora do lago resultando na ionização de partículas do ar produzindo os relâmpagos. Fizemos duas tentativas para apreciar esse espetáculo, porém, devido ao mal tempo, achamos que vimos somente os relâmpagos normais, de chuva mesmo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Na cidade de El Vigia começamos a subir os Andes venezuelanos e cruzamos um dos trajetos mais bonitos deste país. Apesar da estrada ser bastante movimentada, a paisagem compensou nossa passada por ali. Essa área é famosa por abranger vários picos que ultrapassam os 4.000 metros, incluindo o Pico Bolívar (maior da Venezuela, com 5.007 metros); o maior e mais longo teleférico do mundo, subindo a uma altitude de 4.600m; além do Pico El Águila, o ponto mais alto de estrada venezuelana, que fica aos 4.118 metros. Nas maiores altitudes, as vilas são inexistentes e a vegetação é quase rara, sendo a única formação vegetal que sobrevive às variações de temperatura é uma planta muito bonita chamada frailejones.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O próximo trajeto, de Trujillo a Boconó, foi uma aventura e tanto. Primeiro quando recebemos a visita de um grupo de venezuelanos em nosso pacato acampamento. Eles celebravam um aniversário e fizeram de nosso espaço o seu salão de festa, com muita bebida e música local. Segundo, que no dia seguinte, rodamos 44km em quatro horas de dura escalada e off-road. Partimos de 900m e subimos em estradas verdadeiramente íngremes, até os 3.179m, para depois descermos em marcha reduzida até 1.200m novamente, sempre beirando penhascos que como diz o Roy: “Se cair, o caboclinho morre de fome antes de chegar no fundo”.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No caminho a Caracas, ainda antes de Valência, paramos em uma Churrascaria, como ali dizia, onde coincidentemente quase 30 brasileiros trabalham. Encontramos vários deles e ainda utilizamos de seu estacionamento para fazer nosso acampamento. Isso até parece um sinal, de que o Brasil fica já aqui ao lado, hehe, friozinho na barriga!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mais alguns acampamentos após Caracas, seja ao mar ou nas barrancas dos rios, e veio a Ciudad Bolívar, que fica às margens do rio Orinoco, cujas águas dividem a Venezuela em duas regiões distintas: o norte colonizado e o sul, nosso próximo destino, onde localiza-se a ainda selvagem Grande Savana.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>



<p><span style="font-size: small;"><strong>TRAJETORIA DO DESPACHO DO CARRO DA HOLANDA PARA COLOMBIA</strong></span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/09/IMG_2426.jpg" alt="" class="wp-image-424" title="Mapa diário 62"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/09/IMG_2431.jpg" alt="" class="wp-image-425" title="Mapa diário 62"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"><span style="font-size: small;"><strong></strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Colômbia 2</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627066092369[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Venezuela 3</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>[flickr]set:72157627071208759[/flickr]<br /></strong></span></p>
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		<title>Diário de Bordo 61 &#8211; Países Baixos 1 e 2, Bélgica e Inglaterra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 14:09:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(15/08/2009 a 07/09/2009) Até parece que foi ontem, abril de 2007, que fazíamos nosso primeiro despacho do carro, da Venezuela para a Austrália… e agora já estamos entrando na Holanda, lugar de onde despacharemos nosso veículo pela quarta vez. Ainda com o Lobo em nossas mãos, entramos nos Países Baixos, que é assim denominado por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>(15/08/2009 a 07/09/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>Até parece que foi ontem, abril de 2007, que fazíamos nosso primeiro despacho do carro, da Venezuela para a Austrália… e agora já estamos entrando na Holanda, lugar de onde despacharemos nosso veículo pela quarta vez.</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Ainda com o Lobo em nossas mãos, entramos nos Países Baixos, que é assim denominado por localizar-se numa região de terras baixas. Este nome no plural surgiu da época em que esta área era formada por vários países que hoje são regiões e apenas uma delas, com grande importância histórica, é chamada de Holanda (apesar de muitas pessoas designarem o país inteiro por esse nome). Uma média de 450 pessoas por quilômetro quadrado faz deste país, um dos mais densamente povoados do mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Geograficamente falando, os Países Baixos possuem aproximadamente metade de seu território a menos de um metro ao nível do mar. Seu ponto mais baixo está em -6,76m e o de maior altitude somente a 321 metros positivos. Apesar de ser uma grande planície, seu povo possui uma tremenda paixão por esquis e snowboards, mas para isso, eles precisam se deslocar para as montanhas dos Alpes ou limitar-se às pistas de neve artificiais que existem por lá.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas de curiosidades este país está cheio, principalmente quando falamos de sua capital Amsterdã.  O espírito liberal que foi herdado da época da Idade de Ouro, fez das drogas e da indústria do sexo algo legalizado no país. Perambulando por Amsterdã, é muito comum deparar-se com os famosos Coffee-shops, lugares onde estranhamente não se vende café, e sim, drogas leves. E no Distrito da Luz Vermelha, prostitutas expõe-se em vitrines, igual a manequins em lojas de roupas. Vê-se também inúmeros bares com shows eróticos, cinemas pornográficos e até existe o Museu do Sexo. Nas sex-shops existem utensílios para todos os gostos, sem brincadeira, de qualquer forma, cor ou tamanho… é engraçado de ver como tudo isso é mostrada com tamanha naturalidade!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em Amsterdã, também, é incrível a quantidade de bicicletas que estão por todos os cantos. A cidade conta com uma população de cerca de 700.000 ciclistas para seus 750.000 habitantes. Cada ano, 80.000 bicicletas são roubadas e para isso, já existem até piadas que contam que quando alguém que tem sua bicicleta roubada vai a polícia para dar queixa, tem que preencher um formulário e nele, constam algumas perguntas como: Nome? Endereço? Características da bicicleta? Local do roubo? … e por último: Onde você roubou sua bicicleta?</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A aproximadamente 30km de Amsterdã, em frente ao velho Rio Reno (Hazerswoude), nossos grandes amigos Loek e Linda nos aguardavam em sua casa, a qual passou a ser nossa base nos mais de 10 dias que ficamos na Holanda. Conhecemos Loek em Mali quando ele viajava com aqueles caminhões MAN amarelos. Esta figura, de espírito mais jovem que nunca, circum-navegou o Continente Africano em 1968/1969 com um carro holandês 4&#215;2 chamado Daf, o qual não é mais fabricado atualmente. Fora isso, anualmente com os enormes caminhões, ele faz expedições pelo Deserto do Saara para distribuir donativos as cidades mais inacessíveis. Vejam seu web-site: www.hollandafricatour.nl</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quanto ao nosso carro, após termos aproveitado o arsenal de ferramentas do Loek para uma boa manutenção, colocamos-o num container de 20 pés, o qual, a bordo do navio CSAV Santos, irá cruzar o Atlântico em direção a Cartagena de Índias na Colômbia. Além dos dias gastos com carga, descarga e burocracias, o navio levará cerca de18 dias para cumprir o seu destino. Despachos de navio é uma tarefa de nossa viagem que sempre nos dá arrepios, pois os preços não são baratos, nem todo agente aduaneiro tem interesse ou conhece os procedimentos de nossa carga e, o mais difícil, é que quase nunca conseguimos um bom contato do outro lado do oceano que nos dê tranquilidade de um bom trabalho. Ficamos sempre com o coração apertado e ansiosos, em ter o Lobo em nossas mãos novamente!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No tempo em que o carro viaja, decidimos ficar pela Europa e voar para Cartagena somente uns 3 dias antes da chegada do container por lá. Então marcamos nossa passagem aérea para o dia 07/09/09. No fim de semana subsequente ao despacho, fomos a Bélgica visitar um outro casal que conhecemos em Mali, Veerle e Gert. No tempo que ficamos no país, visitamos Lier e Antwerp, duas cidades muito antigas, lindas, cheias de igrejas e torres de relógios com seus sinos que tocam música a cada 15 minutos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas ir para a Bélgica sem experimentar suas famosas cervejas não dá! Orientados por nossos amigos, pudemos saborear diversos dos mais de 450 tipos de cerveja existentes no país. Lá, o interessante não é beber cerveja somente para matar a sede, mas sim para degustar os diversos sabores e processos que elas são preparadas. Alguns tipos de cerveja, como as Trapist, só existem na Bélgica e estas cervejas fabricadas por monges são conhecidas por possuírem altos teores alcóolicos. É interessante também que para cada cerveja existe um copo específico.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Vale lembrar que o Brasil tem algo em comum com os belgas. A Imbev é uma companhia formada pela fusão das empresas Ambev (Brasil) e Interbrew (Bélgica) e essa companhia, após ter comprado a marca Budweisser (EUA), tornou-se a maior cervejaria do mundo. Em 2007, por dados da própria empresa, produziram 274 milhões de hectolitros, um número que é até difícil de imaginar. As nossas Brahma, Antarctica e Skol também fazem parte dessa ‘pequena’ empresa.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Agora falando em comida, os belgas possuem uma tradição que é a da fritura, através de seus Fritures espalhados pelo país. Lá, você encontrará tudo que for possível para aumentar o seu nível de colesterol, sem exagero. A batata-frita, segundo eles, é a melhor do mundo pois para chegar naquele ponto crocante, ela é fritada duas vezes, mergulhada em óleo quente. E eles disputam com os franceses o título de ter inventado as mundialmente famosas fritas. Ah, tem também os chocolates belgas, que são sem dúvidas uma delícia, huuuummmm.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Voltamos, então, novamente à Holanda para mais alguns dias inesquecíveis. De bicicleta, quando pedalávamos pelas vias asfaltadas específicas para ciclismo, vezes cruzávamos com barcos que navegavam nos canais, porém a uma altura superior à nossa!!! Que sensação engraçada, mas que tem explicação, pois um rio que desagua no mar não tem como ter seu nível a um metro abaixo do nível do mar. E, como a terra por aqui fica a um metro negativo, isso acaba acontecendo. A quantidade de canais e rios são tantas, que é possível de se ir à Amsterdã, Roterdã, ou muitas outras cidades, somente por água.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nós também tivemos a nossa noite de gala, quando fomos com Loek e Linda para a histórica cidade de Leiden, a bordo de um barco daqueles clássicos, regado a vinho e petiscos. A viagem começou exatamente em frente a casa onde estávamos e percorremos cerca de 15 quilômetros (ida) para ancorarmos em frente a um belo restaurante em Leiden, jantar e depois voltar pra casa a noite, com mais vinho. O dono do barco, o canadense Mark, nos disse que dentro daquele barco ele se sente a pessoa mais livre do mundo, pois este é um dos únicos lugares na Europa, que não existe regra. Por incrível que pareça, mesmo com a imensa quantidade de barcos que circulam por lá, não é necessário nem carteira para pilotar, documento do barco, ou coisa alguma… assim como não existem os postos policiais onde o cidadão está sujeito ao bafômetro! Foi muito legal!!!</p>



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<p class="has-text-align-justify">Seguimos viagem à Inglaterra, para nossa última semaninha na Europa e para completarmos o planejado de 60 países visitados em nossa expedição. Como fomos de ônibus, descemos para a Bélgica, França e de lá, cruzamos o Canal da Mancha. Esse canal é um braço de mar, parte do Oceano Atlântico, que separa a Ilha da Grã-Bretanha do norte da França, assim como o Mar do Norte do Oceano Atlântico. Mancha é derivado de Manche (francês), o que foi erroneamente traduzido por portugueses e espanhóis. Em francês, “manche” não quer dizer “mancha”, e sim, “manga”. E a forma que o cruzamos, foi através da mega-construção do Eurotunel ou Tunel da Mancha, um túnel ferroviário sub-marino de 50,5km, que atravessa o Canal da Mancha unindo a França a Inglaterra. E sobre essa obra magnífica, aí vai uma curiosidade: nos sete anos que levou para construí-la, a mesma foi escavada por ambos os lados, Inglaterra e França, e no dia que as escavações se encontraram, a 40 metros abaixo do fundo do oceano, possuíam um erro de menos de 2cm de precisão.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Fomos diretamente a Londres, onde também já tínhamos lugar para ficar, com nossos amigos Jennifer e Kinh, que conhecemos em Moçambique, na África. E como os dois possuem origem chinesa e vietnamita, comida asiática por esses dias foi o que não faltou. Tivemos até a sorte de ter sido convidados por uma família vietnamita para participar de um jantar que é uma tradição budista, onde primeiramente são feito oferendas aos antepassados com comida e dinheiro de papel.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Matamos um pouco a saudade de nossos acampamentos quando fomos ao sul da Inglaterra, em Sandbank, acampar e pescar (detalhe, nenhum dos dois era permitido naquele lugar); estivemos no carnaval de Londres, o qual nem parece ser na Inglaterra, quando só se vê jamaicanos; assistimos o espetáculo “Shall we Dance”; revimos dois amigos que fizemos na costa oeste Africana, Cris e Janet; e andamos, andamos, andamos, andamos pela cidade de Londres, percorrendo seus pontos turísticos. E Londres, nesse aspecto, é mesmo encantadora! Sua importância a nível mundial, no que tange ao setor financeiro, cultural, no entretenimento, na moda, artes, etc… ratifica seu status como “cidade global”. É nos arredores de Londres que fica Greenwhich, onde localiza-se o meridiano “0”, a partir do qual passam-se a contar os 360 graus de longitude da terra e cada 15 graus, uma hora no fuso-horário.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Então, chegou a hora… a de embarcarmos no avião sentido América do Sul e completarmos nosso giro pelo mundo, que aconteceu quando colocamos nosso pé em Bogotá – Colombia (dia 07 de setembro de 2009), cidade que cruzamos no nosso primeiro mês de viagem, março de 2007. Próximo diário, será sobre a nossa querida América do Sul!!!!! Até lá…</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Álbum: Holanda 1</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157631546325449[/flickr]<br /></strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Bélgica</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627195170828[/flickr]<br /></strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Holanda 2</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157631546182868[/flickr]<br /></strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Inglaterra</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627190657456[/flickr]<br /></strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>&nbsp;</strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 60 &#8211; Itália, França 2, Suíça, Áustria e Alemanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 09:08:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(13/07/2009 a 15/08/2009) Em dois anos e meio, cruzamos mais de cinqüenta países e neste trajeto, tivemos a oportunidade não só de conhecer esses lugares e seus povos, mas também de encontrar muitos outros viajantes que se aventuravam pelo mundo como nós. Alguns fizeram parte de apenas alguns dias de nossa expedição, outros, fizeram-nos companhia [&#8230;]]]></description>
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<p>(13/07/2009 a 15/08/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>Em dois anos e meio, cruzamos mais de cinqüenta países e neste trajeto, tivemos a oportunidade não só de conhecer esses lugares e seus povos, mas também de encontrar muitos outros viajantes que se aventuravam pelo mundo como nós.</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Alguns fizeram parte de apenas alguns dias de nossa expedição, outros, fizeram-nos companhia por semanas e todos tornaram-se grandes amigos. Talvez por questões financeiras, a maioria dos viajantes são oriundos da Europa e como estamos por aqui, no continente deles, achamos que seria uma oportunidade de reencontrá-los, reforçando nossa amizade.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Da França (final do último diário) entramos na Itália, com planos de dirigir pela costa até Genova. Mas o que não estava nos planos era que pegaríamos um congestionamento sem fim, fazendo-nos passar mais tempo no trânsito do que curtindo as belezas da costa italiana. O jeito foi mudar de idéia e pegamos a esquerda, rumo a Tourino.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Tourino não é o principal destino para apreciar as verdadeiras maravilhas da Itália, pois esta cidade (que foi a capital do país entre 1861 e 1864) é uma das principais áreas industriais do país, sendo, como exemplo, a sede da FIAT &#8211; Fábrica Italiana de Automóveis Turim. Mesmo assim, foi interessante sentir um pouco como é a vida dos italianos e presenciar uma mudança radical que está acontecendo na indústria automobilística européia: os carros estão ficando cada vez menores e econômicos. Nós é que sabemos o quão difícil é dirigir um carro grande em centros urbanos congestionados e o quão difícil é achar um lugar para estacionar.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Na seqüência de nossa viagem, o relevo começou a ficar cada vez mais montanhoso indicando que estávamos entrando na região dos Alpes (uma das maiores cordilheiras da Europa que inicia na França, cruza a Itália, Suíça, Alemanha, Liechtenstein e termina na Áustria e Eslovênia). O ponto mais alto dos Alpes e também da Europa Ocidental é o Monte Branco (Mont Blanc em francês e Monte Bianco em italiano) com seus 4.810 metros. Ele localiza-se na borda entre a Itália e a França, mas a localização exata do pico mais alto em relação à fronteira é um tema de grande controvérsia entre os dois países. Enquanto o cume coincide com a fronteira nos mapas italianos, nos mapas franceses ele está totalmente no território da França.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A primeira escalada do Monte Branco ocorreu em 1786 e um fato interessante é que as primeiras ascensões marcaram o local como berço e símbolo do alpinismo. Mas hoje em dia, para os menos aventureiros, um teleférico faz o percurso do centro da vila de Chamonix (uma das mais famosas estações de ski do mundo) ao cume da agulha do Midi, subindo em vinte minutos 2.812m. Cerca de cinco mil pessoas por dia sobem o monte por esse meio. Outra obra importante na montanha foi a construção (entre 1957 e 1965) de um túnel de 11.611m pelo seu interior, o qual tornou-se uma das maiores vias de comunicação entre França e Itália.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nos planejávamos cruzar o túnel do Monte Branco, porém, na cancela para pagamento do pedágio, descobrimos que nos custaria 44,00 euros e chocados com o preço, fizemos a volta e resolvemos contornar a montanha pelo Passe São Bernardo. Vezes, há males que vem pro bem, pois a paisagem desse passe era mesmo espetacular e a perderíamos se simplesmente tivéssemos cruzado pelo túnel.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nossa segunda entrada pela França foi com o objetivo de visitar nosso amigo Sylvain, que trabalha no cinema da estação de ski La Plagne. Nos intervalos do filmes, uns para o público e outros particulares para nós, visitamos grande parte do complexo da estação de esqui, que por sinal é muito bem planejada para receber os milhares de turistas. Conhecemos também diversas pessoas e era difícil de escapar dos freqüentes convites para tomar aperitivos no bar, parte do dia-a-dia francês.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em pleno verão, porém acima dos 2.000m de altitude, o tempo mudou e tivemos que enfrentar um frio danado, com direito até a muita neve à noite. No dia seguinte, com uma paisagem predominantemente branca, saímos em busca de uma raridade dos Alpes: o Edelweiss. Existem muitas lendas sobre essa flor aveludada&#8230; e muitos afirmam ser uma prova de amor quando um rapaz sobe os Alpes para buscá-la, passando por lugares perigos e arriscando-se por sua amada. Por ter sido muito coletada no passado, atualmente o edelweiss é uma planta protegida por lei.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Levando apenas belas fotos dos edelweiss que encontramos escondidos nas montanhas, pegamos a estrada rumo ao país vizinho. A Suíça é uma das economias mais ricas do mundo, no entanto não é membro da União Européia. Sua história é marcada pela neutralidade política perante as outras nações, sendo que desde 1815 o país não entrou em nenhuma guerra. Sua cultura é marcada pela diversidade lingüística com 4 línguas oficiais num país tão pequeno: Francês, Italiano, Alemão e Românico. O país é famoso não só pelo chocolate e queijo, mas também por ser sede de inúmeros bancos privados e organizações internacionais.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Entramos na Suíça pela parte francesa e cruzamos a parte alemã, mais ou menos de sudoeste a nordeste, até a Áustria. A paisagem deste país é caracterizada pelos altos Alpes (altitude média de 1.700m com 48 montanhas acima dos 4.000m de altitude) e pelos diversos lagos resultantes do derretimento das geleiras. As pequenas vilas que salpicam as montanhas e campos verdes são impecáveis, com suas casas cheias de detalhes em madeira e coloridas pelas típicas floreiras.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Infelizmente não pegamos um tempo muito bom quando estávamos por lá e não pudemos ver as montanhas mais altas. O jeito foi contentarmo-nos com os lagos, vezes confortáveis, vezes numa temperatura congelante!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em Zurich, aproveitamos nossa passagem para conhecer o Matt, seguidor de nosso website, e passamos “Um dia molhados em Zurich”. A chuva não nos deu chance e correndo de uma marquise para a outra, pudemos conhecer um pouquinho da maior cidade suíça.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Zurique é o centro financeiro da Suíça e uma das bolsas de valores mais importantes da Europa. Cerca de um quarto das atividades da cidade são ligadas ao setor financeiro, sendo que vários bancos possuem sua sede ali. Quem nunca ouviu falar dos bancos suíços, os quais são famosos por serem um porto seguro para os investidores devido a um auto grau de sigilo bancário e a uma moeda local muito estável. Apesar das exigências atuais da legislação, as regras de sigilo persistem e pessoas de outros países conseguem realizar negócios através de intermediários. Muitas vezes essas transações fazem parte do processo internacional de lavagem de dinheiro, fazendo a Suíça entrar para a “lista cinza” dos 38 paraísos fiscais. Com tanto dinheiro rolando num território tão pequeno, não é para menos que Zurich já foi considerada uma das cidades mais caras e com a melhor qualidade de vida do mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Um das grandes vantagens aqui da Europa é a falta de bordas entre os países. Essas fronteiras existem no papel, mas na realidade cruzamos de um país para o outro quase que sem perceber. Até para entrar na Suíça, país que não é pertencente a União Européia, não necessita-se mais de carimbo.</p>



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<p class="has-text-align-justify">Na Áustria tínhamos a intenção de visitar mais amigos&#8230; Nossa primeira parada foi na pequena cidade de Lauterach, numa região linda aos arredores do Lago Bodensee ou Constança. Nossa base foi a casa do Peter e da Karina, casal que conhecemos na Índia, e de lá desbravamos um pouco da área fazendo caminhadas pelos Alpes austríacos e andando muito de bicicleta (atividade muito comum na Europa). Foram seis ótimos dias que infelizmente passaram voando.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">De lá, passagem rápida pelas auto-vias alemãs, que são de graça (na Suíça e na Áustria é paga), e voltamos para o território austríaco nas redondezas de Salzburg. Essa cidade é o segundo maior destino do país depois de Vienna, não só pela sua bela arquitetura barroca ou por suas lindas paisagens, mas por sua grande contribuição histórica e por ter sido o local de nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart.</p>



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<p class="has-text-align-justify">A praça principal de Salzurg foi o ponto de reencontro com um casal austríaco que conhecemos há dois anos atrás, na Nova Zelândia. Angelika e Martim vieram especialmente de Vienna para nos encontrar e nos intervalos de nossas conversas sobre as experiências mundo afora, pudemos apreciar a cidade antiga dominada pelas impressivas torres e igrejas barrocas.</p>



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<p class="has-text-align-justify">Saindo um pouco do centro, vistamos também o Castelo Hellbrunn. Construído pelo bispo Markus Sittikus, esse castelo do século XVII tornou-se famoso por suas fontes de sacanagem e figuras movidas à força d’água. Jantando, ou mesmo andando pelos jardins do castelo, os hóspedes pomposos eram surpreendidos por jatos de água que os deixavam totalmente molhados.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Outro ponto muito visitado da região é a Caverna de Gelo em Werfen. Existem duas opções para chegar-se na sua entrada, de bondinho ou a pé. Nós escolhemos a segunda e escalamos cerca de 600m até lá, isso sem contar os 134m de escadarias dentro da caverna. Com um guia e sem permissão para tirar fotos, entramos no mundo subterrâneo enfrentando um vento congelante de quase100km/h na porta de entrada. Esse labirinto de mais de 40km apresenta temperaturas abaixo de 0°C o ano inteiro nos primeiros quilômetros de sua extensão. Isso provocou o congelamento da água infiltrada na caverna, formando-se em seu interior diversos tipos de precipitações de gelo, tão exuberantes quanto as formações rochosas (estalactites e estalagmites em forma de castelos, elefante e urso polar, além de diversos túneis que passam pelas camadas de gelo acumuladas por muitos anos).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Hora de despedir-se novamente e lá fomos nós para mais encontros e reencontros no país mais populoso da União Européia, a Alemanha, com seus 83 milhões de habitantes. Primeiramente visitamos o casal Klaus e Erdmuthe em Durach; depois seguimos para Monheim, onde o Roy reencontrou amigos das antigas (Peter, Karen e seus filhos Natascha e Thomas); em seguida fomos para Tübingen onde fomos recebidos pelos pais de amigos que fizemos no Irã (Rolf, Kornelia e Munique); em Stuttgart visitamos outros grandes amigos que fizemos na Nova Zelândia (Myriam e Mathias e o pequeno bebê que está para nascer); Preussich Oldendorf, onde o Roy fez um estágio e veio aprender alemão há mais de 10 anos atrás (Dieter, Briguite, Frank e Mônica); e por último, familiares relacionados aos nossos antepassados que imigraram da Europa para o Brasil (Simone, Dirk, Sasha, Sofie, Trudel, Margot e Erich).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Cada um deles queria nos receber da melhor maneira possível, com camas confortáveis e refeições com ingredientes que há tempo não faziam parte de nosso cardápio. Antes sentíamos falta de queijo, carne, cerveja, doces&#8230; mas agora com tanta comilança, essas eram as últimas coisas que queríamos ver na nossa frente, hehehe. Que ironia, hein? Mas assim é a vida, uma vez temos pouco, outra vez temos demais!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Na famosa região da Bavária visitamos cidades com construções típicas alemãs como Monheim e Nördlingen, alem da linda Tubingen, no Baden Wurttemberg. Presenciamos uma Schützenfest, Festa do Tiro, relembrando um pouco de nossa cidade que até hoje cultiva as tradições germânicas. Tomamos muita cerveja nos comuns “Bier Gartens” (jardins da cerveja). E, visitamos o bairro Weissenhof em Stuttgart, onde as primeiras obras modernistas de arquitetura foram expostas. Infelizmente, bem nessa parte da viagem, a nossa máquina fotográfica decidiu pifar e ficamos alguns dias fotografando apenas com nossa câmera reserva, até que decidimos pela compra de uma nova.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deslocando-se entre o sul e o norte, o que nos chamou a atenção foi a quantidade de geradores eólicos e painéis solares espalhados pelo país. O maior parque eólico e a maior capacidade de energia solar do mundo está instalado na Alemanha, produzindo energias renováveis que supriram 14% do consumo total de eletricidade em 2007.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">As estradas também nos chamaram a atenção e contrastam muito com aquelas que dirigimos nos países subdesenvolvidos. A Alemanha possui 12.174km de auto-estradas e 40.969km de estradas federais, o que torna este país o terceiro do mundo com a maior densidade de estradas por veículos no mundo. Ouvimos dizer, mas não sabemos se é mesmo verdade, que a Alemanha possui a mesma quantidade de carros que todo o continente africano.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deutschland é também é líder mundial na construção de canais fluviais e na cidade de Minden, pegamos um barco e tivemos a oportunidade de presenciar um pouco da complexidade deles, que possuem diversas eclusas e viadutos que passam por cima de estradas e rios outros rios.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No dia 15 de agosto deixamos o território alemão e seguimos para a Holanda, onde organizamos o despacho do Lobo da Estrada para a Colômbia. Nossa despedida do carro e as duas semanas na Europa sem ele, ficarão para o próximo diário!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Álbum: Itália</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627070691919[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: França 2</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627195580972[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Suíça</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627066266521[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Áustria</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627190768156[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Alemanha</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627190742124[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 59 &#8211; Espanha 1 e 2, Portugal, Andorra, França 1 e Mônaco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 04:07:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(24/06/2009 a 13/07/2009) São poucos os lugares no mundo que, em uma distância tão pequena, observa-se tamanha diferença social e de cultura&#8230; &#8230;como nos 14,4km do Estreito de Gibraltar, menor distância que separa a Europa da África. O Estreito de Gibraltar é uma separação natural entre estes dois continentes, bem como entre o Oceano Atlântico [&#8230;]]]></description>
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<p>(24/06/2009 a 13/07/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>São poucos os lugares no mundo que, em uma distância tão pequena, observa-se tamanha diferença social e de cultura&#8230;</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">&#8230;como nos 14,4km do Estreito de Gibraltar, menor distância que separa a Europa da África. O Estreito de Gibraltar é uma separação natural entre estes dois continentes, bem como entre o Oceano Atlântico e o Mar Mediterrâneo e possui este nome por estar frente a Gibraltar, cidade de um morro só, que está situada praticamente na Espanha, mas é de soberania do Reino Unido.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nós, quando cruzávamos de balsa este estreito, na verdade, já havíamos entrado em território da União Européia em Ceuta, que é a última cidadezinha lá do norte da África, pertencente a Espanha. E no cruze, que demorou apenas meia hora, apreciamos um pouquinho do imenso tráfego marítimo que acontece por ali anualmente, com mais de 85.000 navios.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Sem saber pra onde ir e sentindo-nos abatidos por aquele choque cultural, percebemos que teríamos que aprender tudo de novo, já que se viver em um carro na Europa seria totalmente diferente da África. Mas naquele dia mesmo, com um “hola, que tal?” (portunhol arranhado), pudemos utilizar o estacionamento de um posto de combustível para dormirmos, com direito a banheiros limpos e tudo, dignos de primeiro mundo!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A história do Reino da Espanha é a própria de uma nação européia, que vem desde o período entre a pré-história e a época atual. Após a sua adesão na comunidade européia, em 1986, a Espanha tornou-se um país extremamente industrializado, ocupando a 8ª maior economia mundial. Sua língua oficial é o castelhano ou espanhol mas possui, em comunidades autônomas distribuídas em seu território, outros idiomas co-oficiais, como o basco, catalão e o galego.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em nosso caminho para Málaga, cruzamos várias cidades litorâneas da Costa do Sol e a quantidade de turistas que freqüentavam o local, nos lembravam que estamos no verão europeu. Málaga é uma cidade interessante e bonita, com todas suas construções em estilo espanhol, mas o que mais se destaca, é que foi a cidade natal de</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Pablo Picasso e ainda é possível de ver onde ele nasceu e viveu parte de sua vida.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deixamos a costa e passamos repentinamente a subir montanhas, relevo que dá a Espanha o título de segundo país mais montanhoso da Europa (perdendo apenas para a Suíça). E por entre lindas e extensas plantações de olivas, chegamos em Granada e pudemos admirar de longe a famosa Alhambra, fortaleza e palácio de nasrida, bem como outras riquezas históricas, tudo fruto da tripla influência muçulmana, judia e cristã.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passamos a rumar a oeste, sentido Portugal e no caminho, na grande cidade de Sevilha, vimos este cartaz, que dizia:</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/07/IMG_2319.jpg" alt="" class="wp-image-431" title="Cartaz"/></figure></div>


<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">É claro que não iríamos perder esta tourada, ainda mais que o preço era 5 vezes menor que o indicado por nosso livro guia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A tourada é um espetáculo típico da Espanha, Portugal e França e dos países da América Latina, como México, Colômbia, Peru, Venezuela e Guatemala. Esta tradição consiste na lide de touros bravos através de diferentes formas e técnicas, variando de país para país.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A que pudemos assistir, na Plaza de Touros de la Maestranza de Sevilha foi muito legal, apesar das cenas fortes dos 6 touros, que após todo o ritual da lide, foram mortos pela espada do toureiro.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Entramos em Portugal por uma bela e bem tradicional cidadezinha litorânea chamada de Vila Real de Santo Antônio e para nossa alegria, todos falavam português, hehe. Lembrávamos muito das nossas cidades brasileiras, como São Francisco, Parati, Antonina dentre tantas outras, com aquela arquitetura simples, colorida, sem eira nem beira.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas Portugal também tem montanhas e do topo de uma delas (Foia) avistamos Sagres, a pontinha sudoeste do país, que antes das expedições marítimas era considerada o fim do mundo. Naqueles tempos ninguém sabia que após aqueles mares, existiria um continente chamado América.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Portugal, apesar de ser bem desenvolvido, mantêm-se um país muito tradicional, o que é percebido nas pessoas e pequenas cidades, como Santa Clara – A Velha e outras, principalmente quando se viaja no interior. O que é fato, também, é que o país está entre os 20 no mundo com melhor qualidade de vida.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A capital Lisboa é encantadora e é, também, uma das três cidades do mundo que possui o Cristo Redentor (outras são Rio de Janeiro no Brasil e Lubango na Angola). É interessante o sentimento que temos quando perambulamos por suas ruas e ruelas, admirando impressiva arquitetura e imaginando a vida como era a pouco mais de 500 anos atrás! Nos dias que ficamos por lá, tivemos como base a casa de nossos amigos Rui e Cristina, os quais conhecemos quando viajávamos pela Namíbia e que nos receberam muito bem, com direito a bacalhau e tudo!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas como nosso tempo era curto, tínhamos que seguir viagem e no caminho de volta a Espanha, ainda conhecemos duas cidades lindas e de grande importância histórica que foram Sintra e Évora.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Novamente na Espanha, quanto mais ao norte nos dirigíamos, antes o sol nascia e mais tarde ele se punha, nos dando horas e mais horas de dia claro para aproveitar cada momento aqui na Europa. Mas por outro lado, claro, o dias ficavam mais cansativos e pelo que tudo indica, é por isso que o espanhol aproveita bem a sua siesta. O comércio geralmente fecha para o almoço as 14:00h e só volta as 17:00h.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Uma cidade pequena e que nos impressionou muito foi Segóvia, com suas muralhas, castelos, catedrais e um aqueduto, que foi construído durante os séculos I e II, no reinado de imperadores romanos. O que resta ainda hoje possui 29 metros de altura e 728 de longitude, tudo feito com blocos de granito. Para seus arcos, as pedras foram cuidadosamente anguladas para que em sua disposição ficassem auto-portantes.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Enfim Barcelona!!! A capital do modernismo que além de seu futebol colossal, onde já jogaram figuras como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Maradona e outros, foi a cidade onde viveu e trabalhou Antoni Gaudí, o tão admirado arquiteto catalão que buscava suas inspirações para suas grandes obras na natureza.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A mais expressiva destas obras e que tivemos a oportunidade de visitar é a Templo Expiatório da Sagrada Família, indescritível construção que este arquiteto não vira acabada, nem nós, pois a obra que começou em 1882, será concluída somente em 2020. Gaudi idealizou sua estrutura como se fosse uma floresta, com um conjunto de colunas arvorescentes divididas em diversos ramos. Ao final da obra, o templo contará com 18 torres, sendo sua maior, dedicada a Jesus Cristo e esta terá nada menos que 170 metros de altura. Como uma tentativa de descrever a grandeza desta construção, estima-se que seu coro poderá levar 1.500 cantores, 700 crianças e 5 órgãos. Ao final da construção, prevê-se que a parte mais antiga já terá início a restauração.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Outras obras que firmavam seu estilo próprio foram as casas Batlló, Milá e o parque Güell as quais nos deixam ainda hoje surpresos pela ousadia, imaginem então em sua época, há mais de 100 anos atrás.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em vez de cruzarmos da Espanha diretamente para a França, resolvemos fazer um pequeno detour e subimos as altas montanhas dos Pirineus para conhecermos o Principado de Andorra, país próspero devido o crescimento do turismo e por seu status de paraíso fiscal. Lá, deixamo-nos contaminar com seu povo, que atualmente é listado como tendo a maior expectativa de vida do mundo, 83.52 anos em média.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O país é lindo, com suas montanhas nevadas e construções típicas, com muita pedra, madeira e flores sobre as janelas. Quando cruzamos sua única cidade e capital, Andorra la Velha, por acaso soubemos que o Tour de France estaria passando por aqui nos próximos dias.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Esta corrida já acontece desde 1903, e tem o objetivo de percorrer em bicicletas distâncias superiores a 3.000km no período de três semanas. Seu prestígio hoje é de ser um dos mais importantes eventos ciclísticos e os times que participam, fazem um perfeito trabalho de equipe, utilizando dos melhores ciclistas do mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nas montanhas, acima de 2.000 metros de altura, ao lado de uns 50 motorhomes que também aguardavam ansiosos pela passagem dos ciclistas, montamos nosso acampamento e como ainda tínhamos um tempo de espera, fomos caminhar num pasto aberto, atrás de uns cavalos da raça Bretão. Eram quase 30, lindos, fortes, enormes na verdade!!! A aproximação foi bem devagar, com receio que eles iriam fugir&#8230; mas que nada, não sabemos se já vimos animais tão dóceis em toda vida. No final da brincadeira, já estávamos deitados na grama com os potros ou até mesmo com eles em nosso colo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Logo o Tour de France passou, envolvendo muita, mas muita gente, entre patrocinadores, carros de apoio, carros alegóricos, os ciclistas e espectadores e nós os assistimos tudo de camarote. Muito legal!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nossa primeira passagem pela França foi devagar, quase parando, com os congestionamentos nas cidades litorâneas do Cotê D’azur (Costa Azul). Também chamada de Riviera Francesa, esta região é considerada uma das áreas mais luxuosas, caras e sofisticadas do mundo, então, desta vez, não é pro nosso bico.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Por fim, entramos em um território de 2 quilômetros quadrados que possui a maior densidade populacional. Trata-se do Principado de Mônaco, segundo menor país do mundo e sede de um GP de Formula 1, que foi vencido por Ayrton Senna do Brasil somente nos anos de 87, 89, 90, 91, 92 e 93. Sua fama foi tão grande que Ayrton passou a ser conhecido por “rei de Mônaco”, dando a ele até o direito de quebrar protocolo, quando diversas vezes deu banho de champagne na família real.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mônaco é um país de um clima vibrante e intenso. E isso se dá ao fato, talvez, de vezes estarmos dirigindo em um circuito de F1; ou encontrarmos pelas ruas inúmeras Ferraris, Rolls-Roys e outros; pelos barcos milionários ancorados frente ao cais; ou mesmo pela arquitetura e localidade da cidade, que esbanja beleza e riqueza pra todos os lados.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando saímos de Mônaco, andamos por mais alguns quilômetros na França e exatamente na borda com a Itália, ao lado de diversos outros motorhomes, paramos para passar mais uma noite e tentar fazer um back-up de tudo o que vimos nesses últimos dias aqui na Europa. Haja espaço em nossos discos rígidos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Até a próxima!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/07/IMG_2384.jpg" alt="" class="wp-image-433" title="Mapa diário 59"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Espanha 1</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627190898206[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Portugal</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157631546185700[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Espanha 2</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627195210086[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Andorra</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627066310533[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: França 1</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627066299285[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Mônaco</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627066292915[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 58 &#8211; Marrocos</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 06:07:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(01/06/2009 a 24/06/2009) A mistura de uma sociedade conservativa e liberal, de um povo secular e islâmico, de um meio rural e urbano, de uma tradição árabe e berbere, de uma necessidade de fazer dinheiro e hospitalidade, faz do atual Marrocos um país de contrastes! Os primeiros habitantes conhecidos do Marrocos foram nômades que possuíam [&#8230;]]]></description>
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<p>(01/06/2009 a 24/06/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>A mistura de uma sociedade conservativa e liberal, de um povo secular e islâmico, de um meio rural e urbano, de uma tradição árabe e berbere, de uma necessidade de fazer dinheiro e hospitalidade, faz do atual Marrocos um país de contrastes!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os primeiros habitantes conhecidos do Marrocos foram nômades que possuíam um parentesco distante com os egípcios. Então chegaram os fenícios, depois os romanos, que chamaram aqueles nômades de ‘berberes’, querendo dizer bárbaros. Em seguida vieram os bizantinos e por último os árabes (no século VII) difundindo o islamismo. Os berberes assumiram o controle no século XI e governaram, não só o Marrocos e reinos vizinhos, mas também a parte sul da península ibérica. A França tomou o controle em 1912 e cedeu à Espanha uma porção de terra no extremo norte. Porém, sobre pressão tanto pelos marroquinos como pelos países aliados, a independência começou a ser negociada e foi adquirida em 1956.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Na década de 70, quando o Marrocos estava altamente endividado, seus governantes viram uma oportunidade no país vizinho ao sul, rico em minérios e principalmente fosfatos, e aclamaram aquele território. Em 1975, invadiram os limites do Saara Ocidental com a chamada Marcha Verde, constituída de 350.000 voluntários desarmados. A Espanha, com grande influência na região, evitou o conflito e conduziu a assinatura de um acordo em que eram satisfeitas as ambições marroquinas. A Argélia e a Mauritânia também entraram no conflito de interesses e apesar das terras atualmente serem ditas marroquinas, essa questão ainda não está bem resolvida.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Vindos de 520km de puro deserto, entramos em mais deserto, mas agora com uma estrada perfeita. Devido aos ventos fortes que vinham do Oceano Atlântico e as diversas paradas policiais querendo controlar todos os nossos passos neste território instável, foram necessários 5 dias para cruzarmos os mais de 1.500km do sul do Marrocos (anteriormente Saara Ocidental). Nessa quase uma semana na estrada, encontramos cidades monocolores, onde homens enchiam os cafés e as mulheres eram malmente vistas. Passamos também por diversas vilas de pescadores, os quais pescavam em penhascos de 30m de altura e cruzamos planícies intermináveis, onde uma vez ou outra apareciam dunas enormes perdidas no meio do nada. A solidão foi quase cem por cento do tempo a nossa companheira, só indo embora quando dividíamos a estrada com um dos diversos Land Rovers antigos que encontramos no caminho.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegando na cidade costeira de Agadir nos deparamos com um gigante, as Montanhas Atlas! Essas montanhas, que cruzam diagonalmente o Marrocos da costa atlântica até o norte da Argélia (quase 1.000km de extensão), formam a maior cadeia montanhosa do norte da África e têm como o seu ponto culminante o Jebel Toubkal  (4.167m). Não é por menos que na língua berbere as Montanhas Atlas são chamadas de ‘Idraren Draren’, ou seja, Montanha das Montanhas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A maioria das vilas berberes, com suas construções de barro, situam-se penduradas montanhas abaixo, enquanto que as margens dos rios e riachos no fundo dos vales são tomadas por terraços irrigados que aproveitam cada gota d’água de uma região predominantemente seca. Já as partes mais altas, onde não encontra-se água facilmente, são inabitadas. Os únicos que aventuram-se por essas bandas são os pastores com seus rebanhos de ovelhas e dromedários.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Diversos vales serpenteiam ao longo das montanhas, sendo que os mais famosos são o Dadès Gorge e o Todra Gorge. No primeiro, penhascos retorcem-se de uma maneira extraordinária e paredões brotam do leito de um pequeno rio. Já no segundo, a parte mais impressionante é quando o vale estreita-se a apenas alguns metros de largura e os paredões de pedra avermelhados sobem até 300m de altura. Mais ao norte da cadeia, as montanhas são cobertas por florestas de cedros centenários e noutras, durante o inverno, são estações de ski.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">É possível passar dias e mais dias nas altitudes do Marrocos, dirigindo acima dos 2.000m,  caminhando pelas diversas trilhas, assistindo o movimento local ou procurando fósseis e cristais, os quais são muito comuns na região. Os acampamentos nessa parte também são os melhores, seja na beira dos rios cristalinos ou no alto das montanhas com as melhores vistas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Intercalando com nossos ziguezagues nas montanhas, visitamos também diversas cidades marroquinas. Marrakesh possui o maior souq (mercado tradicional) do país e uma das praças mais movimentadas da África, a Djemaa el-Fna. Todos os dias ao entardecer, essa praça é invadida por acrobatas, encantadores de serpentes, curandeiros, músicos, dançarinos, contadores de história, barraquinhas de comida vendendo cabeças de cabra ou o prato nacional chamado de tajine ( feito com carne e vegetais ao bafo, cozidos lentamente num prato tradicional de barro)&#8230; mas achamos que esse espetáculo tornou-se muito comercial, deixando de ser uma realidade local e tornando-se coisa pra turista ver. Ouvimos tanto falar de Marrakesh e apesar de sua beleza, modernizada pelo dinheiro do turismo, acabamos nos decepcionando um pouco.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A magia que faltava em Marrakesh, encontramos em cidades como Taroudannt, cercada por uma muralha ainda impecável, e também em Ouarzazate, com sua cidade antiga linda e famosa, por ter sido o cenário de vários filmes como: O Gladiador, Lawrence das Arábias e Jesus de Nazaré. Mas foram Fés e Chefchaouen com suas medinas (cidades antigas) que ficamos encantados mesmo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Fès é a maior cidade medieval islâmica do mundo que ainda é habitada. Sua medina, fundada no século IX e declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1981, possui milhares de ruas estreitas que cruzam mercados, bazares, lojas, restaurantes, pequenas fábricas, mesquitas e residências escondidas atrás de cada esquina. Andar por ali é extremamente confuso e é impossível de não se perder, o que faz parte da diversão! São tantos sons, cheiros, pessoas, que não dá pra descrever o que acontece num dia naquelas ruelas, isso que nem sabemos o que se passa por detrás das paredes. Um exemplo disso são as tanneries, fabriquetas rudimentares onde trabalhadores processam o couro de cabra, vaca e camelo por míseros 4 dólares por dia de trabalho. Se os vendedores das lojas de couro não nos levassem para os terraços de suas lojas, jamais saberíamos da existência das tanneries no meio da medina.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chefchaouen, localizada ao norte do país, é uma das cidades marroquinas mais bonitas, tendo sua medina com edifícios azuis e brancos, um prazer para os olhos. Aqui também dá para se perder, não só nas ruelas, mas em adjetivos para descrever a sensação de estar ali.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de tantas montanhas e cidades, já estávamos com saudades do Deserto do Saara. Dirigimos, então, rumo ao sudeste do país onde encontra-se o Erg Chebbi, um campo de dunas formadas pela movimentação das areias pelo vento. Nossa intenção por lá era de realizar um de nossos sonhos: andar de camelo! E foi o que fizemos&#8230; numa caravana de 5 camelos, entramos 6km nas dunas até um acampamento de tendas onde passaríamos a noite no deserto. O extrovertido guia berbere animou nossa noite com muita música e piadas. Embebedados pelo whisky marroquino (chá verde com hortelã), à meia-noite deixamos as tendas para escalar uma duna de mais de 200m de altura e quando voltamos, cansados de andar na areia fofa, dormimos a céu aberto. No outro dia cedinho, acordamos com os primeiros raios de sol e vimo-nos inseridos num cenário alaranjado fascinante. Pena que sempre chega a hora de voltar!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Rumamos agora para o norte e nosso destino foi as Montanhas Rif, situadas ao longo da costa do Mediterrâneo. Aqui não foi a paisagem que marcou nossa viagem, mas sim um encontro de perto com os marroquinos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Tínhamos acabado de sair duma cidadezinha onde compramos pão, quando um carro passou ao nosso lado abanando e com uma barra quadrada marrom na mão do passageiro. Pensamos que havíamos esquecido a carteira, a qual possuía o mesmo formato e cor. Quando paramos o carro, descobrimos que não era nossa carteira e os dois marroquinos vieram falando: “Hashish, Hashish!” Demorarmos alguns segundos até entender que o que nos ofereciam era maconha. Explicamos que não fumávamos, mas mesmo assim nos convidaram para tomar um chá em sua casa ali perto, então, aceitamos. No começo ainda insistiram para experimentarmos ou para tentarmos ajudá-los com contatos para comprar e transportar as paradas, porém quando viram que não iriam conseguir nada com a gente, tudo se transformou e a barreira que nos separava dos verdadeiros marroquinos foi quebrada.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Copos e mais copos de chá, com direito a passeio pela plantação de hashish e tudo. Juntou quase toda a familiarada, homens com homens reunidos na sala de TV e mulheres com mulheres, ensinando a Michelle a fazer o típico couscous marroquino. Isso provou mais uma vez que a hospitalidade islâmica é 100%. (Infelizmente, a pedido de nossos amigos, as fotos foram censuradas de nosso site). Acabamos passando a noite ali mesmo e noutro dia quando partimos, com os olhos mais atentos, percebemos que tudo o que se plantava na região era maconha. E na beira da estrada mesmo, bem na cara dura.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Pesquisando mais a fundo, descobrimos que a maior parte da droga consumida na Europa é produzida no Marrocos (80% das 3.000 toneladas fumadas todo ano) e segundo o relatório de 2005 do Centro das Nações Unidas contra a droga e o crime, representa 31% da produção mundial. Porém o kif, marijuana, maconha, hashish, ou seja lá como for chamada, é uma tradição marroquina que data desde o século XVI. Somente na década de 70, com a explosão da demanda européia, que a droga passou a ser produzida para exportação. Atualmente ela é ilegal no Marrocos, mas nada que uma molhadinha na mão da polícia não resolva, como disseram nossos amigos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Dali, mais um pulinho e já estávamos as margens do Mar Mediterrâneo e quando soubemos que a tarifa das balsas que cruzam para a Europa iria dobrar (alta estação), não pensamos duas vezes e compramos nossos tíquetes. Somente a alguns metros da borda é que deu aquele friozinho na barriga e nos demos conta que, após 11 meses e 9 dias, a aventura na África havia acabado.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Cruzamos a fronteira sem muito esforço e, de tão fácil, quase que sem carimbos de entrada para a Espanha. Entrando em Ceuta (território no extremo norte africano que pertence a Espanha), um clima no ar nos dizia: “Bem vindos ao primeiro mundo!!!”</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>



<p><span style="font-size: small;"><strong>MAPA MARROCOS</strong></span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/07/IMG_9440.jpg" alt="" class="wp-image-466" title="Mapa diário 58"/></figure></div>


<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><span style="font-size: small;"></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"> <strong>MAPA ÁFRICA</strong></span></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/07/IMG_9438.jpg" alt="" class="wp-image-465" title="Mapa diário 58"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"><span style="font-size: small;"> <strong></strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Marrocos</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>[flickr]set:72157631546527891[/flickr]<br /></strong></span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Diário de Bordo 57 &#8211; Mauritânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 08:06:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>
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					<description><![CDATA[(23/05/2009 a 01/06/2009) Entramos num país onde metade de sua extensão, que é de mais de um milhão de quilômetros quadrados, está coberta pelas areias do Deserto do Saara. A Mauritânia, oficialmente chamada de República Islâmica da Mauritânia, localiza-se ao noroeste da África e faz fronteira com Senegal, Mali, Argélia e Marrocos. Por estar situado [&#8230;]]]></description>
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<p>(23/05/2009 a 01/06/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>Entramos num país onde metade de sua extensão, que é de mais de um milhão de quilômetros quadrados, está coberta pelas areias do Deserto do Saara.</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A Mauritânia, oficialmente chamada de República Islâmica da Mauritânia, localiza-se ao noroeste da África e faz fronteira com Senegal, Mali, Argélia e Marrocos. Por estar situado no circuito entre Paris (França) – Dakar (Senegal) e dentro do Deserto Saara, o país sediou diversas vezes parte do espetáculo do rali mais perigoso do mundo, o Rally Paris-Dakar. Após 29 anos de sucesso, em 2008, a corrida foi cancelada devido à ameaças terroristas terem sido anunciadas neste país&#8230; forçando os organizadores a transferir o Dakar para a América do Sul, o qual teve seu primeiro episódio em 2009.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A baixa densidade populacional, uma das mais baixas do mundo, foi percebida assim que cruzamos a borda vindos de Mali, pois ali já dirigíamos no Saara e a areia tomou conta do cenário, tanto nas dunas como no ar, devido as grandes tempestades de areia. Quando vez ou outra cruzávamos com as vilas, debaixo de um calor de 47 graus centígrados ou mais, ficávamos boquiabertos em ver como o ser humano consegue viver em condições tão extremas de seca e calor. E como se isso não fosse suficiente, a areia fina que deve entrar em todos os cantos da casa, torna a ação de qualquer paninho inútil. Em nosso caso, quando acampávamos a noite, sonhávamos com aquela história de que o deserto é quente durante o dia e frio durante a noite, o que, na verdade, não passou de ilusão, principalmente porque estamos em pleno verão!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nouakchott, capital do país, é uma cidade litorânea e a brisa que vem do mar ajuda a baixar a temperatura. Nos dias que ficamos lá para refrescar, aproveitamos para nos deliciar com frutos do mar provenientes desta costa que é muito rica em pesca. Mas o mercado do peixe desta cidade é que é coisa fora de sério, onde milhares de pessoas dentre pescadores, vendedores, carregadores e inclusive ladrões de peixe, fazem de sua vida diária um legítimo espetáculo. E isso funciona mais ou menos assim: em meio a colorida multidão, os barcos vindos do alto mar descarregam seus peixes através de carregadores, que por sua vez, carregam o peixe em caixas sobre suas cabeças. Estes, quando não filam uns peixinhos de sua própria caixa, colocando-os nos bolsos de suas jaquetas, são saqueados pelos ladrões de peixes, que estão ali, na cara dura, somente com esse propósito. A retirada dos barcos da água também é legal, quando o barco é rodeado por homens que seguem um canto dando um ritmo ao trabalho, pra não desperdiçar força na hora errada. Enfim, ver o tumulto nas bancadas onde o peixe é vendido e ver os milhares de pequenos peixes partindo em carros literalmente caindo aos pedaços é algo que não dá para deixar de registrar. Nouakchott é isso, é o mercado do peixe.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Da costa, adentramos novamente ao deserto, agora com o propósito de visitar alguns dos oásis que faziam parte das importantes rotas do comércio trans-saara. Estas vilas estavam situadas estrategicamente entre o Mar Mediterrâneo e a África Sub-Saariana e muitas delas tornaram-se famosas não só pela sua história, mas também devido a sua arquitetura e ao seu cenário exótico. Chinguetti, uma das mais famosas por estar situada na borda com imensas dunas do deserto, está ameaçada pela invasão da areia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Para nós que gostamos de nos isolar na natureza em nossos acampamentos, a Mauritânia foi um dos melhores países da costa oeste africana. Em qualquer canto desse deserto sem fim é possível de achar um lugar de um visual intenso para parar o carro, preparar um chá africano e após a janta, contemplar as estrelas do lugar mais especial, o teto do Lobo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas nossos dias por esse país passaram rápido, pois devido estarmos em época de eleições, ganhamos somente 10 dias de visto. Quando chegou o sétimo dia, tínhamos uma decisão importante a fazer: para ir ao Marrocos, poderíamos voltar de Atar até Nouakchott e dirigir ao norte costeando o Atlântico até as proximidades de Nouadhibou ou, opção bem mais interessante, cruzar em puro deserto, sem estradas, guiados apenas pelo GPS e por um trilho de trem, rumando também sentido Nouadhibou. Bom, se cruzássemos o deserto, dirigiríamos apenas uns 520km sem estradas, quando por Nouakchott seriam uns 1.000km por estradas asfaltadas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A vontade de encarar o deserto era grande, mas os recentes problemas mecânicos somado a alguns probleminhas atuais do Lobo, poderiam resultar em um problemão, caso nosso carro pifasse em meio ao nada. Descobrimos então de um holandês que mora em Atar há 7 anos e que além de boas informações, possui uma mecânica, onde poderíamos fazer um breve chek-up no carro. Dito e feito, oitavo dia foi de oficina e os próximos, nono e décimo, seriam tempo suficiente para alcançar a borda pelo deserto.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Com o carro quase zero bala novamente, partimos de Atar e rumamos ao norte, por péssimas estradas, onde encontraríamos o trilho de trem e acabariam as estradas. Após Choum, assim que caímos no deserto, bateu aquela famosa sensação do quão pequeno somos diante dessa natureza, que se não for tratada com respeito, pode simplesmente nos engolir, num piscar de olhos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nos primeiros quilômetros, a primeira encalhada, ainda usando calibragem alta para a areia. Foi hora de cavar, esvaziar os pneus, catar uns capins secos e lá fomos nós, após outra meia horinha de viagem, para a segunda encalhada, exatamente quando tentávamos cruzar em dunas. Mais um pouco de trabalho e os pneus perderam ainda mais pressão, indo agora para 1 bar nos dianteiros e 1,2 bar nos traseiros.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quanto ao terreno, vezes ficava duro e liso e era quando progredíamos em nosso odômetro, mas quando as dunas apareciam, parecia que não acabavam mais e a media horária caía totalmente. Nosso objetivo era de ultrapassar a metade daqueles 520km, pois próximo dia, além de muito deserto, ainda teríamos que lidar com a burocracia de fronteira para não termos problema com o visto. Em certa parte do trajeto, seguindo a informação do GPS, rumamos ao sul, deixando em mais de 10km o trilho de trem para trás. E se arrependimento matasse&#8230; caímos em uma região de camel grass, que é o terror para os pilotos de um Paris-Dakar, principalmente motos, pois são pequenos montes de areia (entre 50cm e 100cm) que se formam ao redor de capins e que estão a menos de metro um do outro. Isso dava vontade de chorar, principalmente porque não acabavam mais&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A noite chegou e para isso, já estávamos estacionados propositalmente ao lado do trilho do trem, pois queríamos muito vê-lo passar, já que esse trem possui a fama de ser um dos mais longos do mundo, podendo alcançar 2,5km de comprimento. O trem passou três vezes em nossa frente e desta vez, pelo que contamos, estava com cerca de 130 vagões.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Último dia de permissão para ficarmos no país, o terreno melhorou em certas partes, mas também cruzamos muitas dunas, camel grass e outros tipos de terreno e foi logo após o meio-dia que botamos o pé no asfalto novamente e dali, poucos quilômetros ao norte, já estávamos deixando a Mauritânia para entrar no Marrocos, um de nossos grandes objetivos aqui do Oeste da África. Nos vemos lá!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/06/IMG_7673.jpg" alt="" class="wp-image-470" title="Mapa diário 57"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Mauritânia</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157631545775472[/flickr]</p>
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		<title>Diário de Bordo 56 &#8211; Mali 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2009 09:05:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(12/05/2009 a 23/05/2009) No leste de Mali, o cenário monótono do Sahel transforma-se numa paisagem dramática com mais de 20 rochas brotando no meio da planície em forma de mesas ou agulhas, algumas com até 600m de paredão. A região, chamada de Vale dos Monumentos de Mali, está na lista dos melhores lugares para escalada [&#8230;]]]></description>
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<p>(12/05/2009 a 23/05/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>No leste de Mali, o cenário monótono do Sahel transforma-se numa paisagem dramática com mais de 20 rochas brotando no meio da planície em forma de mesas ou agulhas, algumas com até 600m de paredão.</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A região, chamada de Vale dos Monumentos de Mali, está na lista dos melhores lugares para escalada técnica no continente africano. Mesmo não sendo um escalador, vale muito a pena visitar a região e sentir-se pequeno frente a tamanha grandeza dessas montanhas. Apesar de o massivo Hombori Tondo, com seus 1.155m de altitude, ser o ponto mais alto do país, a montanha que mais chama a atenção é “A Mão de Fátima”. Ela possui esse nome pois assemelha-se com a mão da filha do profeta Maomé (a mão de Fátima é um símbolo que representa proteção no islamismo).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Acampamos uma noite por ali e de manhãzinha, para nossa surpresa, fomos surpreendidos por uma tempestade de areia, que de uma hora para outra, fez a montanha quase sumir a luz do dia. Com visibilidade baixa, rumamos ao oeste, onde no caminho localiza-se o delta interno do Rio Níger, que serpenteia pelas planícies formando diversos canais e lagoas, até chegarmos na importante cidade portuária de Mopti.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mopti foi construída em três ilhas conectadas por diques e, por esse motivo, é conhecida por alguns como a &#8220;Veneza de Mali&#8221;. A importância desta cidade cresceu na época dos franceses devido ela possuir a localização estratégica, na junção do Rio Bani com o Rio Níger. Durante a época seca, estação atual, as águas estão no seu nível mais baixo e as ilhas deixam de ser ilhas e seu porto deixa de ser tão movimentado. Mesmo assim, os pequenos barcos táxis, chamados de pirogues e as grandes pinasses, com seus toldos e bandeiras coloridas, trazem e levam passageiros e todos os tipos de mercadorias o dia inteiro.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Sentados numa das vendinhas às margens do porto, experimentamos um saboroso peixe frito e participamos de uma rodinha de chá com o povo. Essas rodinhas são o passatempo predileto dos malianos durante os dias quentes e uma oportunidade para socializar com os amigos. Eles chamam de “Chá Africano”, porém somente o jeito de se fazer é mesmo africano, pois o chá é o verde da China. São usadas duas chaleiras bem pequenas (uma para ferver e outra para misturar com o açúcar) e apenas dois copos (do tamanho certo, número oito) que passam de mão em mão em três rodadas. A primeira, como nos disseram, é chamada de morte, pois o chá é bem forte e amargo; a segunda, quando geralmente adiciona-se hortelã ou gengibre, chama-se vida, pois é um pouco mais fraco, porém ainda amargo; a terceira quando o chá é mais doce e suave, é chamada de amor. No preparar o chá, quem opera as chaleiras tenta fazer tudo em um processo bem demorado, cheio de enfeites e frescuras, que é para dar espuma e consistência ao chá&#8230; e principalmente, para manter os amigos por mais tempo. Quem toma primeiro são os mais velhos, depois as mulheres, visitas, homens e por último as crianças.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de nos embebedarem de tanto chá, os locais conseguiram nos convencer a fazer um passeio de pirogue pelas redondezas de Mopti. A nossa única condição foi que deveria ter muito chá, hehehe. Fomos deslizando pelas águas do Rio Bani até o seu encontro com o Rio Níger e depois caminhamos um pouco pelos bancos de areia onde homens arrumavam seus barcos, crianças brincavam e as mulheres lavavam roupa. Para finalizar, nada melhor do que um banho refrescante nas águas do terceiro maior rio da África.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Dali, a estrada nos levou para Djenné, a qual é considerada a cidade mais bonita do Sahel e famosa pela sua arquitetura de adobes em estilo sudanês. Mas o principal atrativo de lá, é a Grande Mesquita de Djenné, o maior edifício de lama do mundo. Essa mesquita foi construída em 1220, reconstruída em 1907 e em 1988, junto com o centro histórico da cidade, foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A primeira cidade estava originalmente localizada há 2km de sua presente localização, num sítio chamado de Djenné-Djeno ou Djoboro. Escavações arqueológicas comprovam que Djenné-Djeno foi fundada em 200 a.C e desenvolveu-se como um grande complexo urbano muralhado em 850 d.C. Em 1400 d.C o local foi abandonado por razões desconhecidas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passamos 3 dias em Djenné, esperando para ver o importante mercado local que acontece todas as segundas-feiras. Assim como acontecia há 100 anos atrás,  ainda hoje, diversas charretes com pessoas de toda a região fazem uma peregrinação comercial para a cidade. Bambaras (80% da população maliana), bozos (pescadores que vivem ao longo do rio Níger), songhays, tuaregs e fulanis encontram-se aqui para ganhar os poucos trocados que garantem a sua sobrevivência nas inférteis e árduas terras de Mali. Eles espalham suas mercadoria na praça principal em frente a grande mesquita e transformam a cidade numa mistura de cores, sons e odores nos mais variados tipos de mercadorias.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Claro que aproveitamos para reabastecer nossa despensa com todas aquelas especiarias (amendoim, tâmaras, cebola seca, chá verde e de hibiscos, etc.) e assim, continuamos nossa viagem passando por estradas secundárias que hospedam outras camufladas e tradicionais vilas em barro. Neste trecho, furamos nosso terceiro pneu de toda a viagem e de tardezinha, em nosso acampamento, recebemos uma inesperada visita de mulheres de uma tribo da redondeza, chamada Fulani.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegando em Bamako (capital do país), fomos direto providenciar nosso visto para a Mauritânia. E na salinha de espera, dividimos lugar com um grupo de holandeses que fazem parte de uma expedição chamada Holland Africa Tour. A frota é composta por um caminhão 4&#215;4, um 6&#215;6 e um 8&#215;8, sendo que este último já participou como carro de apoio do Rally Paris-Dakar, na década de 80. O objetivo de suas viagens pela África é, além da aventura, de levar doações para as vilas de difícil acesso, como aquelas que estão no meio do deserto. Para saber mais detalhes desse pessoal, acessem www.hollanafricatour.nl.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Como os holandeses estavam indo para o mesmo destino que nós, decidimos viajar juntos até a borda da Mauritânia e no caminho, ambos tivemos nossas experiências com esses expressivos caminhões. O Roy na boleia do 6&#215;6 e a Michelle de carona no 8&#215;8, contemplando de uma visão panorâmica. Mas o momento mais emocionante desta viagem, foi quando paramos para descansar nas proximidades de uma pequena vila, onde um senhor fazia uma corda utilizando fio de saco de batata e as mulheres, com seus muitos filhos, nos assistiam curiosos. Neste momento, como parte de seu trabalho pela África, nossos amigos trouxeram algumas doações e surpreenderam os locais dando-as de presente. Roupas para as mulheres, brinquedos para as crianças, canetas pra todo mundo e 3 belas cordas para aquele simples senhor, que ficou sem reação ao ver o que havia ganho. Ver a alegria dessa gente foi de encher os olhos de lágrimas!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nesse dia nosso objetivo era dirigir até a borda e puxamos o tranco até tarde da noite. Carimbamos nossa saída de Mali e acampamos em frente ao posto da aduana, cansados dos quilômetros rodados. Foi somente no outro dia de manhã que nos demos conta de onde estávamos e que já pisávamos nas areias do Deserto do Saara.</p>



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<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">PS 1 – Um dos produtos comercializados em grande escala aqui na costa oeste africana são as Kola Nuts (Castanhas de Kola), extraídas de uma árvore muito cultivada na borda da floresta tropical. Antes da chegada do café, do chá e do tabaco, por conter cafeína, a kola era a principal droga não alcoólica na região, um desestimulador de apetite e um estimulante suave usado na receita original da coca-cola. Pode ser encontrada em 3 variedades: vermelho escuro, rosa e amarelo, sendo a última a melhor e mais cara. Quebra-se em pequenos pedaços e mastiga-se para extrair seu líquido amargo (que na nossa opinião é horrível). Dar e receber kola nuts é uma forma tradicional de demonstrar amizade por alguém.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">PS 2 – Gostaríamos de relembrar a todos que vem nos acompanhando de conferirem nossa localização no Google Maps, que pode ser acessado clicando-se na nossa atual localização do Nós Estamos. Vale a pena entrar lá e ver as extraordinárias fotos aéreas (na coluna Satélite) do maior deserto do mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/05/IMG_6054.jpg" alt="" class="wp-image-475" title="Mapa diário 56"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Mali 2</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627186929860[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 55 &#8211; Nigéria 2, Benin, Burkina Faso e Mali 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2009 10:05:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(29/04/2009 a 12/05/2009) Que rumo tomaremos? Niger ou Benin. Os fatores que geralmente nos fazem decidir qual rumo tomar são: distâncias, atrações, condições das estradas, custo de combustível, custo de vistos, segurança do local, clima e, no último caso, se o país tem boa cerveja (barata) ou não!!! Estávamos nós e um casal de ingleses, [&#8230;]]]></description>
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<p>(29/04/2009 a 12/05/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Que rumo tomaremos? Niger ou Benin.</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os fatores que geralmente nos fazem decidir qual rumo tomar são: distâncias, atrações, condições das estradas, custo de combustível, custo de vistos, segurança do local, clima e, no último caso, se o país tem boa cerveja (barata) ou não!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Estávamos nós e um casal de ingleses, Cris e Janet, na frente da embaixada do Niger em Kano, debaixo de um sol que superava em muito os 40 graus centígrados. Queríamos partir para o Niger naquele mesmo dia, mas a situação parecia que não favorecia, pois o visto simplesmente triplicou de preço e mesmo assim, após uma semana de aguardo, a resposta do serviço consular do Niger ainda não havia chegado.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em questão de segundos, mudamos de planos. Decidimos então que para não perder tempo e economizar uma graninha quanto aos vistos, iríamos para Benin, pois tanto um país como outro, seriam apenas de trânsito. Mas o que mais pesou nesta decisão, acreditamos, foi a informação de que no Benin a cerveja é boa e barata, o que nem sempre acontece nos países muçulmanos, hehe.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Foram dois dias de viagem até a borda da Nigéria com Benin, sem nada de muito especial, além de que nos perdemos dos ingleses. Por sorte, exatamente no primeiro posto de controle militar do Benin, quando tentávamos nos entender no francês com os militares, o Cris e a Janet apareceram, vindo por outro caminho.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Para entrar no Benin é possível comprar um visto de trânsito de 48 horas na própria borda. Com o que não contávamos, é que na borda que entramos não existe imigração nem aduana e todos nos mandavam seguir para a próxima cidade para registrar o carro e o passaporte.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passou o primeiro dia, o segundo, e quando as 48 horas já se excediam, conseguimos carimbar nossos passaportes na prefeitura de Parakou, sem ter que comprar visto algum. Deduzimos que aquele carimbo não nos tornava legal no país, mas pelo menos nos ajudaria a mostrar na fronteira de saída, que tivemos a boa intenção de fazer tudo certinho. Quem sabe eles nos deixem sair!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Como curiosidade, o Vodun (ou o Voodoo, como é mais conhecido) é originário deste país e foi trazido por escravos para a ilha do Caribe e América do Norte. Essa é uma religião que cultua os antepassados, marcados pela música, dança e muita comida. Na cerimônia, os participantes entram em transe, incorporam o loas e, além disso, comem animais sacrificados. Apesar do Vodun ser uma religião reconhecida formalmente, já foi marginalizada no passado por ser voltada a magia negra. Essa religião, também, influenciou muito a cultura brasileira, misturando-se com outras culturas, as quais passaram a ser conhecidas como Candomblé Jeje (Bahia) ou Tambor de Mina (Maranhão e Amazonas).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No caminho para o norte, uma surpresa interessante. Presenciamos, ao longo da estrada, uma arquitetura única nas casas de adobe em formato de castelos. A tribo Somba que vive ali, passou a construir assim como forma de proteção, quando no passado, eram caçados e comercializados como escravos com os portugueses. Até a década de 70, essa tribo acabou ficando totalmente intocada e nessa época que foram redescobertos, andavam totalmente nus, o que já mudou bastante nos dias de hoje. O que nos marcou bastante, são os traços fortes que desenham o rosto deste povo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Na borda do Benin com Burkina Faso, algumas discussões entre os oficiais da imigração quando viram que não tínhamos visto e nem, tampouco, um carimbo oficial de imigração. Mas para não nos causar problemas, nem para eles, decidiram carimbar nossa saída sem muita hesitação.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Burkina Faso (anteriormente chamado de Alto Volta) é um país sem litoral que faz fronteira com seis nações e se situa no Sahel, faixa de terra que cruza a África de oeste a leste, Atlântico ao Mar Vermelho, com limitações ao norte com deserto do Saara e ao sul com as terras mais férteis. Com uma densidade demográfica alta, onde 80% da população vive da árdua agricultura (devido ao desfavorável clima), o país está como um dos mais pobres do mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Por aqui também tivemos uma breve passagem, sendo em sua maioria na capital Ouagadougou (esse nome é gostoso de pronunciar&#8230; &lt;Uagadugu>), onde aproveitamos para botar as coisas em ordem e relaxar na piscina de um hotel que também cede suas facilidades aos “overlanders” de graça. Quando ficamos a par dessas informações, pode ter certeza que estaremos batendo nosso cartão por lá, hehehe, mas não é só nós, pois ali estavam mais quatro carros: dois Land Rovers 130 franceses similares ao Lobo, a Toyota de nossos amigos ingleses e um caminhão Mercedes 4&#215;4 enorme, da Espanha.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">De Ouagadugou, mais alguns kms ao norte e finalmente chegamos em Mali, país tão esperado por nós. Não queremos com isso desprestigiar Benin e Burkina Faso, países que somente cruzamos, mas como estamos com nosso programa um pouco apertado, somente mais dois meses para esse restinho de África, queríamos gastá-lo todinho ao deserto do Saara, nos países Mali, Mauritânia, “Saara Ocidental” e Marrocos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mali, para nós, principalmente quando baixamos as primeiras fotos em nosso computador, foi caracterizada por sua distinta cor, o marrom. E é assim em tudo, nas estradas, montanhas, planícies, vilas com suas casas de barro, etc&#8230; Nesse lindo monocolor, as vilas são identificadas nas montanhas e planícies, somente pelos olhos mais atentos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegamos nestas terras já com um rumo certo, o Vale Dogon, que se localiza bem no centro do país (ainda Sahel) e se insere ao longo de um despenhadeiro de 150km de comprimento, com altitudes que podem variar em até 600 metros. Os primeiros dogões que aqui chegaram, por volta de 1300 d.C., já encontraram vestígios de outras civilizações mais antigas!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Hoje existem quatro lugares, nesta escarpa, onde os povos moravam ou ainda moram. Nas planícies baixas bem a borda do paredão ficam as casas abandonadas dos antigos dogões; nas planícies baixas abaixo das bordas do paredão ficam as casas atuais, dos recentes dogões; nas planícies altas moram atuais dogões, que se distanciaram dos outros (há mil anos atrás) por não aceitarem o islamismo imposto; e no paredão&#8230; sim, lá no meio do paredão, em cavernas ou saliências na pedra, são encontradas as casas do povo Telem, que hoje são somente ruínas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O Povo Telem (pessoas pequenas, muitas vezes citados como pigmeus), não existe mais e muito pouco sabe-se sobre eles. O que se sabe é o que citamos a pouco, que eles construíam suas casas nos lugares mais inacessíveis possíveis do paredão, lugares onde até a chuva e o sol têm dificuldades de penetrar. Os dogões acreditam que os Telem podiam voar para atingirem suas casas, mas historiadores acreditam que eles usavam cordas ou trepadeiras para escalarem (preferimos a idéia dos dogões, hehe).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os Dogões possuem uma cultura bastante complexa e dura para nós. Até hoje ainda são feitas circuncisões nas meninas e, por incrível que possa parecer, nos meninos também, mesmo que o governo de Mali proíba tal prática. Para eles, as crianças antes da circuncisão não possuem um gênero definido, ou seja, somente após tal ritual, eles definem o seu sexo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A sua arquitetura também é muito interessante. Os dogões atuais, que constroem suas vilas abaixo das vilas de seus ancestrais, usam a madeira, o barro e o adobe para fazerem pequenas casas, que parecem ser de 2&#215;2 metros. No meio da vila, existe uma construção chamada de togu-na, que é o local onde os homens mais velhos se reúnem e discutem sobre assuntos comunitários. Interessante é que o togu-na possui telhado bem baixo, forçando todos a permanecerem sentados, o que diminui qualquer possibilidade de uma discussão maior ou briga. As mulheres, além de não serem autorizadas a entrar no togu-na, devem permanecer em uma construção na periferia da vila quando estão em seu período de menstruação, pois esse é o período para eles, que é considerado impuro.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nós percorremos muitos quilômetros por estradas bem precárias, tanto na parte alta como na parte baixa e encaramos tamanho calor, dia e noite, que somente foi superado com tamanha beleza do local, que está na lista dos mais importantes sítios para o turismo de Mali.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Daqui nossa viagem continua, cada vez mais ao norte, cada vez mais ao Saara, o que nos deixa muito ansiosos!</p>



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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/05/IMG_5495.jpg" alt="" class="wp-image-854" title="Mapa diário 55"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Nigéria 2</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157631545767951[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Benin</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627191081500[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Burkina Faso</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627070647903[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Mali 1</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627066526221[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 54 &#8211; Camarões e Nigéria 1</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 05:04:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(11/04/2009 a 29/04/2009) Da floresta tropical ao deserto! Os portugueses chegaram à costa oeste da África durante o século XV, porém, a malária os impediu de desbravarem as novas terras encontradas. Foi somente no final da década de 1870, quando grandes quantidades de quinino (droga anti-malária) tornaram-se disponíveis, que eles começaram a conquista do território [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>(11/04/2009 a 29/04/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Da floresta tropical ao deserto!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os portugueses chegaram à costa oeste da África durante o século XV, porém, a malária os impediu de desbravarem as novas terras encontradas. Foi somente no final da década de 1870, quando grandes quantidades de quinino (droga anti-malária) tornaram-se disponíveis, que eles começaram a conquista do território batizado de “Camarões”, devido as grandes quantidades deste fruto do mar encontradas na embocadura do Rio Wouri. Quatorze anos mais tarde, a totalidade do território camaronês e alguns territórios vizinhos tornaram-se uma colônia alemã, a qual foi dividida entre o Reino Unido e a França após o final da Primeira Guerra Mundial. Camarões conseguiu sua independência somente em 1960.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Vindos do Gabão, chegamos na borda de Camarões no dia 11 de abril de 2009. Tínhamos a informação de amigos que poderíamos fazer o visto na borda, mas sempre ficamos ansiosos pra confirmar se isso é verdade ou não. Pra nosso alívio, recebemos um sim do oficial confirmando que o visto poderia ser feito ali mesmo e depois de algumas horas, estávamos oficialmente dentro de um novo país.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Dirigimos sentido a capital Yaoundé por uma estrada de asfalto novinha, mas mesmo assim, nossa viagem custava a render. Era um posto policial, militar, de segurança, de aduana, blábláblá, atrás do outro. Quase nenhum carro local era parado, somente nós!!! Muitos nos paravam por curiosidade e logo nos deixavam partir, porém, outros nos paravam com interesse em conseguir alguma coisa ou de achar alguma desculpa para nos arrancar uma propina. Teve um que veio se achando o chefe e pediu o seguro obrigatório contra terceiros (que não tínhamos). Demos o cartão do seguro do Brasil, escrito em português e vencido desde 2006 e não é que deu certo! Outro olhou para os adesivos colados no carro e teve a cara de pau de dizer que tínhamos que pagar uma taxa de publicidade. Outro veio cumprimentar o Roy e os dois, sem dizerem uma palavra, acabaram disputando uma queda de braço e depois caíram na gargalhada. Descobrimos que o importante é cair na brincadeira deles, pois assim eles até esquecem de checar os documentos ou pedir alguma coisa. Foi assim por todo o país com uma parada atrás da outra, mas quando pegamos o jeitinho da coisa, já nem parávamos mais.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Tínhamos três compromissos em Yaoundé: primeiro, fazer o visto da Nigéria que foi o mais caro de todos em nossa viagem; segundo, arrumar o diferencial que estava roncando, porém, aqui não existem as peças que precisamos e terceiro, visitar o Parque Nacional Mfou, o qual resgata, do comércio ilegal de animais, diversos tipos de macacos, baboons, mandarils, chimpazés e gorilas, que juntos somam 200 primatas. Numa visita guiada de cerca de duas horas, pudemos observar essas interessantes criaturas de perto e não poderia ser pra menos, que os chimpanzés e gorilas foram a grande atração.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O DNA dos chimpanzés é extremamente similar ao DNA humano, fazendo-os nossos parentes mais próximos no mundo animal. Estudos apontam que eles se separaram do tronco do nosso ancestral comum por volta de 4 a 7 milhões de anos atrás e que compartilham de 98 a 99,4% de nosso DNA. Devido a sua grande inteligência, são capazes de usar ferramentas, se reconhecem no espelho (únicos animais com essa habilidade) e têm a capacidade de aprender certos tipos de linguagens, como a dos sinais. O mais incrível é que também são capazes de passar ensinamentos de uma geração para outra, como por exemplo técnicas para extrair cupins de seus cupinzeiros utilizando-se gravetos; uso de pedras para quebrarem sementes e frutos duros; dentre outros.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Fomos recebidos pelos chimpanzés do berçário com aquela gritaria: “Uh uh uh uh ha ha hahahaaaaaaa!” Eles pulavam, corriam, batiam palmas para nós&#8230; não paravam um segundo de fazer macaquices. O tempo que passamos com os adultos não foi muito longo, pois dois machos estavam impacientes com a nossa presença. Para nos intimar, o enorme chimpanzé demonstrava sua agressividade e força correndo de um lado para outro, batendo com sua mão na cerca e berrando muito alto.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os gorilas ali ao lado, nossos segundos parentes mais próximos, foram quem nos surpreenderam. Pareciam homenzões malhados, que mesmo com seu tamanho e força, não passavam nem perto de nos intimidar, como fez o chimpanzé. Sentados, com seus olhares penetrantes e tranqüilos, ficavam nos observando e imitando cada movimento nosso. A sensação era tão boa que poderíamos passar horas ali, olhando-os e eles nos olhando; olhando-os e eles nos olhando; até que não sabíamos mais quem estava visitando quem, ali no parque, hehe&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No mundo, existem dois tipos de gorilas: os gorilas-da-montanha, que habitam as florestas montanhosas acima dos 2.200 metros de altitude e os gorilas-do-ocidente, que moram em florestas densas e pântanos das terras baixas até ao nível do mar. E esses gorilas, além de enfrentarem os problemas da destruição das florestas e da caça indiscriminada, tiveram sua população dizimada pelo vírus da ebola, doença que pode resultar numa extinção ecológica muito rápida. Quanto aos chimpanzés, existem atualmente 150.000, quando há um século atrás havia aproximadamente dois milhões.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Por esse e outros motivos, o que o Parque Nacional Mfou está fazendo é uma coisa incrível e para saber mais sobre eles, ajudar ou ser um voluntário, acessem o site www.cwaf.org.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Seguindo ao centro-oeste do país, por sugestão de outros viajantes, resolvemos dirigir por estradas que circulam algumas montanhas verdes, ao norte da cidade de Bamenda. Nosso plano, após completarmos este circuito, era de irmos até ao extremo norte de Camarões, mas com os problemas mecânicos que estávamos tendo, não estávamos muito confortáveis. Vendo no mapa que ali ao lado havia uma borda para a Nigéria, resolvemos estudá-la mais de perto, pois não sabíamos de suas condições. Pegamos informações com locais e por sorte, encontramos um casal de viajantes vindo em sentido oposto, comprovando que era possível cruzarmos para a Nigéria por ali mesmo. O único alerta foi sobre as estradas: “ Muito ruins!!!”</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Descemos dos 1.700m até 350m de altitude e no vale, fora o cenário, o que mais nos marcou nessa região foi o povo extremamente simpático que encontramos pelo caminho, onde todos sorriam e nos davam as boas vindas. Porém, em uma parte da estrada que era de pura lama, alguns locais nos convidaram para desviarmos aquele trecho pelo meio de suas vilas, o que nos causou ainda mais problemas. Num ato de olhar para trás, quando as crianças, felizes da vida, escalavam em nosso carro, enroscamos em um cepo enorme que estava bem no meio do caminho. Putz, que coisa, entortamos a barra de direção e também o amortecedor da direção.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Então, com as rodas desalinhadas, problemas no diferencial, amortecedores traseiros no mico e ainda assim carregando nas costas a nossa casa, o Lobo da Estrada cruzou a pior de todas as estradas (superando até aquela da Angola). Com muito suor, devido ao calor e umidade, tivemos que praticamente escalar buracos, erosões e pedras em um morro de um super acentuado aclive e declive. As únicas pessoas que encontramos por lá foram lenhadores serrando um tronco de mogno no meio da trilha, obstruindo nossa passagem, e uma Land Rover 109, comprovando que isso não é terra pra qualquer carro. Mas quanto as fotos que tiramos, da vontade de chorar, pois através delas, sério mesmo, parece que foi fácil, hehehe.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de praticamente 10h e míseros 100km dirigidos, entramos na Nigéria, porém, ainda demoraram alguns quilômetros para termos um sinal de que a estrada iria melhorar. Rostos diferentes e com diversas cicatrizes (ouvimos dizer que as cicatrizes servem para diferenciar as tribos) nos olhavam curiosos, muitos como se fosse a primeira vez que estivessem vendo um homem branco. Na imigração, os oficiais perguntavam de onde estávamos vindo e ficavam surpresos com a nossa vinda por aquela estrada. Próximo dia, nosso maior desafio foi encontrar a aduana, pois somente na terceira cidade, Makurdi, que conseguirmos encontrar o escritório para oficializar a entrada do nosso carro em território nigeriano.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O contraste com os últimos países que havíamos cruzado aconteceu quando deixamos a área remota da borda e começamos a entrar na verdadeira Nigéria, o país africano mais populoso. Desmatamento, lixo, nuvens de poluição saindo dos carros, tumulto e mais tumulto.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O que mais nos chamou a atenção foi ver as enormes filas de carros e motos que se aglomeravam na frente dos postos de combustíveis que estão abertos. Existem muitos postos, mas nem todos possuem combustível para se vender, o que é irônico neste país que é riquíssimo em petróleo. A correria e desespero é tanta que seguranças controlam a ordem e carregam em suas mãos barras de ferro para bater nos veículos que não respeitam a fila. Não existem muitos carros a diesel, mas o que faz a fila demorar para nós também, é quando os locais, que vendem combustível na beira das estradas, abastecem seus galões + galões somando mais de 200L.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A capital Abuja não é nada de interessante, uma cidade moderna e vazia, construída para carros e não para a convivência das pessoas. Somente ricos moram lá e ouvimos dizer que os pobres não são autorizados a entrar e só podem comercializar seus produtos nos subúrbios. Chegamos a noite e nos dirigimos ao Hotel Sheraton (que chique né?), mas o nosso quarto foi o jardim dos fundos, onde eles permitem viajantes como nós, de acamparem sem qualquer custo. Nossa missão na capital era requisitar o visto para o Niger, que depois de alguns dias de espera, conseguimos organizar para pegarmos no consulado nigeriano em Kano, já nas proximidades da borda.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Para ter uma experiência inteiramente africana, não poderíamos deixar de experimentar a malária e a escolhida foi a Michelle. Quando viajamos pela costa leste da África, estávamos tomando remédios preventivos, porém, por não ser aconselhado tomá-los por períodos tão longos, resolvemos parar e aqui na costa oeste, a única prevenção que estamos tendo é tentando evitar as picadas do milhares de mosquitos que existem. Para o caso de pegarmos os tais dos plasmodios, temos como segurança os auto-testes e um bom remédio para tratamento da doença.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deixando Abuja, cruzamos o Platô de Jos, acima dos 1.200m, para pegar o último arzinho fresco antes de chegarmos em Kano, quase na borda com o Saara. Os muçulmanos agora são a maioria, as mesquitas e mercados municipais são cada vez mais freqüentes e o calor beira os 45˚C durante o dia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando fomos no Consulado do Niger para pegar nossos vistos, eles ainda não haviam sido autorizados e além disso, queriam nos cobrar três vezes mais do que pagaríamos em Abuja. Indignados com os preços absurdos, decidimos buscar rotas alternativas para seguirmos ao norte e é bem provável, que para o próximo diário, teremos mais mudanças de planos&#8230; até lá!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4722.jpg" alt="" class="wp-image-840" title="Mapa diário 54"/></figure></div>


<p></p>



<p>&nbsp;</p>



<p><span style="font-size: small;"><strong>Alguns dos primatas que vimos em Camarões:</strong></span></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4164.jpg" alt="" title="Putty-nosed"/></figure>



<p></p>



<p>Putty-nosed:&nbsp;Facilmente reconhecido pelo seu nariz branco contrastando com a sua face preta. Vivem em grupos de 12 a 30 fêmeas que defendem um território acompanhadas de um único macho. Comem frutas, sementes, flores, folhas e invertebrados. A dieta do macho consiste em 58% de frutas e 30% de folhas, enquanto que a alimentação das fêmeas consiste em 76% de frutas e somente 12% de folhas.</p>



<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4159.jpg" alt="" title="Mona"/></figure>



<p></p>



<p>Mona:&nbsp;Possuem uma pelagem colorida: costas avermelhadas, barriga branca, metade superior da face é cinza com uma marca branca na testa, sobrancelhas pretas, nariz rosado, pelagem em torno do rosto amarelada com uma listra preta dos olhos até as orelhas, bochechas amarelas e lábios brancos. Seu corpo pode medir de 32 a 53cm e seu longo rabo de 67 a 90cm, sendo que os machos são maiores que as fêmeas. Vivem em grupos de até 50 indivíduos, principalmente para protegerem-se dos predadores. Quando ameaçados, congelam-se como uma estátua e voltam a se mexer somente quando o perigo passa. Esses barulhentos macacos alimentam-se principalmente de insetos e folhagem, armazenando sua comida em bolsas situadas nas bochechas.</p>



<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4119.jpg" alt="" title="Red-capped mangabey:"/></figure>



<p></p>



<p>Red-capped mangabey:&nbsp;Habitantes das florestas densas passam a maior parte do tempo no chão com seus rabos sobre as costas, mas podem ser encontrados em até 40m de altitude nas árvores onde são excelentes saltadores. Os machos são maiores e mais pesados que as fêmeas. Vivem em grupos de 14 a 37 indivíduos, muitas vezes separando-se para procurarem por comida. Comem principalmente frutas, mas podem comer também folhas, cogumelos, castanhas, formigas e insetos. Infelizmente foram intensivamente caçados em Camarões.</p>



<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4252.jpg" alt="" title="Chimpanzé"/></figure>



<p></p>



<p>Chimpanzés:&nbsp;seus corpos são cobertos por uma pelagem grossa de cor marrom-escuro, com exceção do rosto, dedos, palmas da mão e plantas do pé. Vivendo em grupos de 5 até 100 indivíduos, os chimpanzés adultos podem medir de 1,30m (fêmeas) até 1,60m (machos) e na maturidade pesam entre 40 e 70 kg, entretanto possuem uma força muito superior à humana. São animais de hábitos diurnos, terrestres e arborícolas. São primatas quadrúpedes, ou seja, locomovem-se utilizando os pés e as mãos, simultaneamente, para andar e correr, além de serem capazes de escalar, pular e ficarem suspensos. Além disso, ocasionalmente, podem se locomover de forma bípede, como os humanos. Eles passam cerca de 7h/dia procurando por comida, comendo cerca de 300 tipos diferentes de plantas e frutas, porém suas comidas preferidas são formigas, bananas, cana de açúcar, cenoura e mamão. Gostam de subir no topo das árvores e geralmente dormem por lá. Os filhotes são desmamados com aproximadamente três anos de idade, mas geralmente mantêm uma relação próxima com sua mãe por vários anos a mais. A puberdade é alcançada com a idade de oito a dez anos e sua duração de vida é de 45 anos.</p>



<p>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4184.jpg" alt="" title="Gorila"/></figure>



<p></p>



<p>Gorila:&nbsp;são endêmicos das florestas tropicais do centro da África. Os machos medem entre 1,65 a 2,00m de altura e pesam entre 170 e 250kg, enquanto as fêmeas possuem a metade do peso dos machos. O gorila é o maior primata atualmente, sendo capaz de levantar até 2 toneladas com os dois membros anteriores. Geralmente locomovem-se em quatro patas sendo que as suas extremidades anteriores são mais longas que as posteriores, semelhantes a braços e utilizadas também como ponto de apoio ao caminhar. A gestação dura oito meses e meio e normalmente a próxima gestação só ocorre três ou quatro anos depois do nascimento, tempo este que os filhotes convivem com a mãe. A maturidade sexual é atingida entre 10 e 13 anos e a esperança de vida oscila entre os trinta e cinqüenta anos. Sua dieta alimentar é, em grande parte, herbívora, uma vez que alimentam-se de frutas, folhas, brotos, mas também os insetos compõem o seu cardápio. Todos os gorilas compartilham o mesmo tipo sangüíneo, o tipo B, e assim como os humanos, cada indivíduo possui uma impressão digital única.</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Camarões</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627187173782[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Nigéria 1</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>[flickr]set:72157627191090996[/flickr]<br /></strong></span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Diário de Bordo 53 &#8211; Rep. Democrática do Congo, Rep. do Congo e Gabão</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 12:04:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(31/03/2009 a 11/04/2009) RDC, Congo e Gabão&#8230; Vindos da Angola, quando fomos legalizar nossa documentação para um novo país, o RDC, nossos documentos simplesmente sumiram de nossas mãos por umas 3 pessoas diferentes, as quais falavam apenas francês e nos deixaram pra trás sem qualquer explicação. Mas após alguns minutos, tudo voltou como tinha que [&#8230;]]]></description>
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<p>(31/03/2009 a 11/04/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>RDC, Congo e Gabão&#8230;</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Vindos da Angola, quando fomos legalizar nossa documentação para um novo país, o RDC, nossos documentos simplesmente sumiram de nossas mãos por umas 3 pessoas diferentes, as quais falavam apenas francês e nos deixaram pra trás sem qualquer explicação. Mas após alguns minutos, tudo voltou como tinha que ser, Carnet de Passage de Douanes (documento do carro) carimbado, assinado e uma de suas páginas destacadas; carteiras de vacinação contra a febre amarela devolvida e passaporte também carimbado, porém, utilizando uma página novinha, as quais estamos economizando arduamente para os demais tantos vistos que ainda temos pela frente aqui na África. É bem provável que tenhamos que renovar nosso passaporte mais uma vez em algum dos próximos países.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">RDC ou DRC em inglês é a abreviatura de República Democrática do Congo que é assim chamado para se distinguir do país vizinho República do Congo. Uma outra forma para o diferenciar é pelo simples nome Congo Kinshasa, devido a sua capital Kinshasa, quando seu país vizinho leva o nome de Congo Brazzaville.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Como resultado de sua localização ao equador, a chuva por aqui é ponto forte e as tempestades acontecem na maior freqüência do mundo. O tamanho do país, que é o terceiro maior da África, somado a toda essa água, fazem com que o RDC sustente a segunda maior floresta tropical do planeta, perdendo somente para a Amazônia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Além da África e da América (Amazônia), ainda existem as florestas tropicais Indo-Malaio e todas juntas, mesmo com as tentativas de destruição por parte dos seres humanos, somam 17 milhões de quilômetros quadrados, o que corresponde a 20% do planeta, que ainda está razoavelmente coberto por vegetação.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Infelizmente o RDC possui uma das mais sangrentas histórias. A segunda guerra que o país presenciou, “Segunda Guerra do Congo”, começou recentemente (1998) e devastou o país, envolvendo ainda 7 outros exércitos estrangeiros. Com uma lista de mortes de 5,4 milhões de pessoas, que foi a maior quantidade desde a segunda guerra mundial, essa guerra no Congo vezes era considerada como a Guerra Mundial Africana.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Para quem assistiu o filme Hotel Ruanda, mesmo que esse filme foi gravado no país vizinho, pode entender um pouco do que vem acontecendo, pois Ruanda entrou no RDC em 1996 a procura dos Hutus (refugiados no Congo) responsáveis pelo massacre de 1994 em Ruanda, que exterminou milhares de Tutsis. Essas milícias de refugiados Hutus, logo, aliaram-se com o exercito congolês e em contra-partida, os Tutsis formaram uma milícia contra o RDC, suportados por vários países, incluindo Ruanda e Uganda. Com tantas idas e vindas, tentativas de acordos de paz que sempre eram quebrados, até hoje, infelizmente, os conflitos ainda acontecem e a intensidade das violências sexuais que o país vive hoje, são as maiores do mundo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em nosso caso, como cruzamos o oeste do país onde a situação está calma, não tivemos más recordações, muito pelo contrário, pois os 300km rodados e os três dias que passamos por lá, deixaram uma imagem de um povo hospitaleiro e simpático.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A República Democrática do Congo, a República do Congo, o Gabão e muitos dos próximos países de nosso itinerário são de colonização francesa ou belga, tendo o francês como língua oficial e única forma do entendimento entre os próprios africanos locais, que falam incontáveis diferentes línguas e dialetos. Para nós, que malmente sabemos cumprimentar em francês, existem prós e contras. Os contras são quando não podemos nos fazer entender, e as pessoas, muitas vezes, não tem a paciência nem a vontade de falar com quem não fala a língua francesa. Um dos prós, cabe as situações em que a polícia nos para, pede documentos, seguros e outros, que por vezes fazemos-nos desentendidos e somos liberados sem qualquer necessidade de propina, cigarro ou gasosas!!! Pra falar a verdade, temos dois livros que nos dão uma noção de francês, mas frequentemente, quando não entendemos a forma da pronuncia dessa língua complicada, os jogamos para trás e rapidinho voltamos ao português, bem mais fácil.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nossa despedida do RDC foi quando pegamos uma muvuca na balsa que cruza o Rio Congo saindo de Kinshasa sentido Brazzaville, capital da República do Congo. Foram horas de espera, pois devido a complicada compra de passagens, correria para carimbar o passaporte/ Carnet de Passage e ainda fugir dos aproveitadores, perdemos a primeira embarcação. Além do aglomero dos locais ao nosso redor, presenciamos (já na balsa) a brutalidade, que ainda está no sangue desse povo, dos policiais nos inocentes passageiros, que apanhavam com cordas e talas por simplesmente estarem lá.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passamos o fim de semana no Hippo Camp, Brazzaville, hotel de um francês que oferece as facilidades básicas de graça, o que atrai muitos viajantes como nós. É hora de recarregar nossas baterias e descarregar as do Lobo com a geladeira que fica 100% do tempo ligada. Neste hotel, conhecemos um casal de alemães, viajando em um Caminhão Mercedes, dois motoqueiros (um argentino e um espanhol) e um casal Landeiro (ele inglês e ela do Zimbábue). Esses últimos quatro, pelo que contaram, vieram da costa do Congo e pegaram estradas muito precárias, médias baixíssimas e ainda barreiras impostas por locais com seus facões, que quando não paga, não passa. Mas a dificuldade foi tanta que, segundo eles, os locais até esqueceram de cobrar pedágios e passaram a ajudar nas desencalhadas!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nosso caminho foi outro, com asfalto em parte e areião em outra. Mas nosso maior desafio nesse país foi o de encarar as super precárias oficinas, em terra de ninguém, para tentar achar um problema no carro. Acreditamos que um crescente barulho no diferencial foi causado pela entrada de água, o qual deixou o óleo muito fraco e pode ter danificado os rolamentos. Na verdade, o problema ainda existe, pois segundo informações, o único país que teremos as peças sobressalentes a disposição será a Nigéria e até lá, ainda tem chão. Nessas horas, parece que as estradas ruins são até melhores, pois vezes esquecemos que o carro está com problema quando o barulho das panelas é maior, hehe.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegamos em mais uma borda, desta vez entre a República do Congo e o Gabão e ali perdemos algumas horas tentando convencer os oficiais da imigração a carimbarem nosso Carnet de Passage que devia ter sido carimbado há 40 ruins quilômetros atrás pela aduana. Uma ligação e umas canetas de brindes foram necessárias, até que o problema se resolveu e ali mesmo, entre os dois países, passamos mais uma noite acampados.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os primeiros europeus a chegarem nas terras gabonesas foram os portugueses, no século XV, batizando-as de Gabão, uma espécie de casaco, cujo formato lembrava o do estuário da foz do rio Komo. E como de costume por parte dos portugueses, eles tornaram a costa do Gabão um entreposto de escravos&#8230; e em certa feita, no ano de 1849, franceses capturaram um navio de escravos e os libertaram na embocadura do rio Komo, local onde surgiu Libreville, cujo significado é “A cidade livre”, hoje capital do país. Apesar dos portugueses terem sido os primeiros, foi a França que assumiu o protetorado do território entre os anos de 1839 e 1841. A independência do Gabão, assim como a dos outros dois Congos, aconteceu em 1960.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Como curiosidade, o presidente gabonês atual, El Omar Bongo Ondimba é um dos chefes de estado que por mais tempo comandou um país, que em seu caso, chega a quase quatro décadas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Viajando por estas estradas com florestas tropicais, vezes, cruzávamos por vilas que em um ponto nos chamaram a atenção. Geralmente em tambores e bancadas, estendem-se ou penduram-se animais silvestres mortos, como veados, roedores, macacos, jacarés, tartarugas, etc&#8230; e isso tudo é fruto da caça indiscriminada destes animais (estima-se que 10.000 gorilas são morto por ano, fora as outras espécies). Essa crise tem crescido principalmente em função das baixas condições de vida dos povos, que dependem da caça para a própria sobrevivência, mas também, sustentam o consumo de carnes exóticas em mercados e restaurantes das grandes cidades. Essas coisas são muito difíceis de registrar, pois as pessoas das vilas se sentem constrangidas quando nos vêem com nossa máquina fotográfica, então, teve uma vez que usamos o pretexto de encher a caixa d’água de nosso carro só para ter a oportunidade da foto de dois macacos à venda ali ao lado.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No Gabão pegamos estradas boas e estradas ruins que inclusive nos levaram novamente ao hemisfério norte quando cruzamos a linha do equador. Grandes rios nos acompanharam e além disso, aquela simples emoção de estar em terra de elefantes e gorilas fascinava, sabendo que a qualquer momento algum desses gigantes poderiam aparecer em nossa frente&#8230; , quem sabe para o próximo diário!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_4108.jpg" alt="" class="wp-image-837" title="Mapa diário 53"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: República Democrática do Congo</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627187322588[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: República do Congo</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627187301086[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Gabão</strong></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>[flickr]set:72157627065666647[/flickr]<br /></strong></p>
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		<title>Diário de Bordo 52 &#8211; Namíbia 3 e Angola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mundoporterra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 08:04:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(05/03/2009 a 31/03/2009) Angola, um país que não verá a crise mundial! Ainda na Namíbia, visitamos o renomeado Parque Nacional Etosha, chamado de “The great white place of dry water” – O grande lugar branco da água seca, devido localizar-se num salar formado por um lago que secou há milhões de anos atrás. Com as [&#8230;]]]></description>
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<p>(05/03/2009 a 31/03/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Angola, um país que não verá a crise mundial!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Ainda na Namíbia, visitamos o renomeado Parque Nacional Etosha, chamado de “The great white place of dry water” – O grande lugar branco da água seca, devido localizar-se num salar formado por um lago que secou há milhões de anos atrás. Com as chuvas que não paravam de cair, a planície do Etosha estava praticamente debaixo d’água e quando comprávamos nossas entradas, não fomos estimulados pela atendente que disse que nessas condições, não veríamos nenhum animal. Que bom que neste mundo existem pessoas sinceras&#8230; mas quem disse que ela estava certa? Além da paisagem estar belíssima com tanta água, vimos animais de dar com o pé como zebras, gnus, springboks, oryx, jackals, girafas e impalas da cara preta, as quais são endêmicas da região. Também vimos uma hiena preguiçosa; três leões machos, famosos por serem um dos maiores leões da África; pela primeira vez o rinoceronte preto, que está em perigo de extinção e, xanananã&#8230; quando estávamos a procura de mais leões, encontramos duas chitas (a mãe e um filhote).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">As chitas estavam longe de nós e só com a cabeça aparecendo no meio do capim. Ficamos um tempo as olhando no binóculos e estávamos pensando em seguir a procura de outros animais, quando as duas levantaram. Estava um calor de rachar e elas pareciam impacientes. O Roy empolgado começou a falar que elas estavam indo caçar, pois não haveria outro motivo para estarem andando nesse calor por nada. Ninguém acreditou, mas ele começou a insistir numa mistura de brincadeira, sonho e intuição. Resolvemos esperar e as duas chitas começaram a ir em direção ao grande grupo de veados a nossa esquerda. Aproximaram-se aos poucos, sumiram no mato e depois reapareceram do lado dos veadinhos. Tudo isso aconteceu durante cerca de uma hora. De repente a mãe desapareceu no mato novamente e depois de alguns segundos era veado correndo pra tudo que é lado e a Chita foi atrás, numa corrida lenta, escolhendo a sua presa. Escolha feita, foi um disparo que os metros que a separavam do escolhido diminuíram drasticamente que até foi difícil de acompanhar (as chitas podem atingir 105km/h). Quando faltavam apenas alguns centímetros para as garras da felina encostarem no springbok, o veado, esperto, mudou o seu rumo e quebrou as pernas da bichinha, já sem fôlego para continuar. Um dia do caçador e outra da caça!!! A mãe cansada caminhou sentido ao filhote que assistia a aula de longe e que veio consolar a mãe com suas lambidas. E nós, de olhos arregalados e coração na mão, seguimos viagem.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Passada rápida em Grootfontein para dar uma olhada no maior meteoro que já caiu na Terra e Rundu, no extremo norte da Namíbia, foi nosso destino e local de última tentativa para conseguir o visto angolano. Fomos super bem recebidos na embaixada e em 5 minutos já estávamos preenchendo os formulários e deixando os passaportes para pega-los em dois dias. Passado esse tempo, antes de irmos na embaixada, fomos no banco e quando esperávamos na fila, veio um homem e furou a nossa vez (coisa normal aqui na África). Não deixamos por menos e fomos cutucar o indivíduo e dizer para ele voltar para a fila, mas óbvio que ele fez cara feia e nos ignorou. Depois de algum tempo, nos demos conta que o cara era o tal angolano da embaixada que nos deu o visto. Na hora bateu o desespero!!! Só falta, agora, depois de tudo estar certo, o homem desistir de nos dar o visto por causa do mal entendido. Fomos para a embaixada rezando e no final, não é que o conseguimos! Foi até difícil de acreditar que depois de tantas tentativas frustradas foi tudo tão fácil. Apenas dois dias de espera, sem precisar de uma carta convite e obtivemos visto de turismo para 30 dias&#8230; somente tivemos que pagar o dobro do preço e “sem recibo”, é claro.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Entramos em terras angolanas no dia 14 de março e após cruzarmos a muvuca da borda, voltamos a dirigir do lado direito da estrada, coisa que não fazíamos há muito tempo. Foram várias as vezes que nos pegamos andando na contramão, mesmo que estivéssemos dirigindo em nosso lado original (como no Brasil).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Angola está reconstruindo seu país após 27 anos de Guerra Civil disputada entre os seus principais partidos: o MPLA, partido do governo liderado por José Eduardo dos Santos, e UNITA, o partido de oposição sob a liderança de Jonas Savimbi. As Nações Unidas estimam que mais de 1,5 milhões de pessoas perderam suas vidas na batalha e 4 milhões foram internamente deslocadas. A guerra terminou somente em 2002, com a morte do líder do partido de oposição e com o conseqüente aumento do poder do MPLA, com José Eduardo dos Santos no poder até hoje. Há quem diga que o país está mais para uma ditadura do que para uma república. Eleições já eram para ter acontecido no ano passado, foram postergadas para esse ano e pelo que tudo indica, não irão acontecer novamente. Falar mal do governo abertamente, nem pensar, pode resultar em morte.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A longa guerra civil causou grandes danos políticos e sociais no país. 70% da população vive abaixo da linha da pobreza e metade está desempregada e mesmo assim a Angola é o país que mais está crescendo economicamente no continente africano. Isso deve-se ao país ser o segundo maior produtor de petróleo e exportador de diamantes da África sub-saariana. Com tanto dinheiro rolando, tudo está em reconstrução e muitos investimentos externos estão sendo feitos, incluindo do Brasil. O maior desafio é conter a descontrolada corrupção e a falta de transparência do governo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">As estradas angolanas são famosas como sendo as piores da África, mas há quem diga que são as piores do mundo. Em 2001, num total de 51.429km de estradas, apenas 5.349km eram pavimentadas, o resto&#8230; é um buraco do lado do outro e alguns são crateras largas o suficiente para engolir o carro inteiro. Não é uma tarefa fácil dirigir nesse país e mesmo os carros 4&#215;4 designados para tais situações, vão além de seus limites. Mas o futuro promete e com a ajuda dos chineses, a rede rodoviária angolana está sendo aos poucos construída e pavimentada.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Então, nosso progresso rumo a Lubango começou lento, com cada roda em um buraco diferente. Uma hora ou outra apareciam tanques e carros de guerra abandonados na beira da estrada, mostrando-nos que a guerra foi uma realidade. Andar pelas redondezas desbravando, nem pensar, pois ainda existem muitas minas terrestres. O governo estima que existam 80.000 sobreviventes de explosões de minas e anualmente, acontecem cerca de 800 mortes ou lesões sérias.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Lubango está localizada no Platô da Leba a uma altitude de 1.700m, sendo a cidade de maior altitude em Angola. Distingue-se por ser uma das três cidades do mundo a possuir uma estátua gigante do Cristo Redentor guardando de braços abertos a cidade a seus pés. Os outros dois estão no Rio de Janeiro e em Lisboa. Ali perto também visitamos um lugar chamado Tundavala, o qual é um paredão de 1.300m de altura despencando sobre um imenso vale de deixar pra trás muitos cânions que já visitamos. As vistas lá de cima são magníficas e se cair ali, morre de fome antes de chegar no chão, hehehe. Pra seguir para a costa, tivemos que descer o platô ziguezagueando pelas curvas ao lado do precipício. Foi coisa espetacular mesmo, que não esperávamos ver na Angola.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Devido a corrente marítima fria de Benguela e também ao deserto do Namibe ao sul, a costa sudoeste, da borda com a Namíbia até Luanda, é árida ou semi-árida, um desertão mesmo. Dirigimos por areias fofas por uns 60km para o sul costeando o Oceano Atlântico. Encalhamos (segunda vez que tivemos que usar o highlift jack – macaco de alta elevação – e as sandtracks – pranchas de aço), coletamos moluscos na praia, tivemos um encontro com os golfinhos surfando e brincando nas ondas, encontramos diversos ossos gigantes de baleia, dirigimos por entre cânions escultóricos, nos deparamos com welwitchias gigantes (aquelas plantas que falamos no diário anterior) e no final do dia deu até para jogar uma linha no mar. Outra vez fomos surpreendidos pela natureza, pois jamais imaginávamos que existia um deserto por lá.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Voltamos a boléia e às estradas ruins, mas que pelo menos já estão em reconstrução. Visitamos as praias das redondezas de Benguela e Lobito, porém o país carece de estrutura para o turismo e nem conseguimos ter acesso ao mar para vê-lo de perto. Seguimos até a capital Luanda pela costa e por incrível que pareça, por uma rodovia novinha em folha. Os angolanos não acostumados a dirigir em estradas tão boas, pisam no acelerador e os acidentes, na maioria gravíssimos, são muito comuns.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Pertinho da capital, visitamos o Miradouro da Lua, chamado assim pela semelhança com o terreno lunar. Também passamos ao lado do Museu da Escravatura de onde partiam os navios negreiros que levavam escravos angolanos para o Brasil.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O navegador português, Diogo Cão, foi o primeiro a chegar em Angola pela foz do rio Zaire ou Congo (extremo norte). Foram estabelecidas relações cordiais entre os portugueses e os soberanos do Reino do Congo, com intensas trocas comerciais, mas esta relação foi quebrada quando os portugas iniciaram a ocupação e administração da orla costeira através do estabelecimento de várias capitanias. Paralelamente, devido as necessidades de mão-de-obra nas terras brasileiras, iniciou-se o comércio de escravos que se manteve até o século XIX, quando Sá da Bandeira conseguiu aprovar em Portugal a abolição da escravatura. Depois de muita luta contra o domínio português, os angolanos conseguiram sua independência no dia 11 de novembro de 1975. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer oficialmente a independência de Angola. Em seqüência dessa data, começou a sofrida e quase que interminável Guerra Civil.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Enfim, Luanda! Assim que chegamos na cidade (por pouco não encontramos o Papa), nos deslocamos ao Clube Naval que recebe os viajantes que conseguem ingressar em território angolano e os deixa ficar de graça em suas instalações. No estacionamento do clube, ao som de músicas brasileiras que tocavam num restaurante da vizinhança, pudemos contemplar a melhor vista da cidade, que tem tudo para ser uma das mais bonitas da África. Na “moderna” Luanda, os casarios portugueses na beira-mar dividem cenário com os modernos prédios ao fundo, salpicados por quase centenas de andaimes de novos prédios sendo construídos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A cidade foi planejada para abrigar em torno de 300.000 habitantes, que hoje, segundo dados imprecisos, já passa dos 3 milhões. A beleza e tranqüilidade é transmitida só de longe, pois estar no meio do centrão não é coisa fácil. Enquanto vendedores ambulantes e pessoas simples batalham nas ruas pela sua sobrevivência, carrões novos e de última geração (Hummers, Land Cruisers da Toyota, BMWs, Mercedes, etc.) desfilam no meio da pobreza. Com vidros fechados e ar condicionado no máximo, isolam-se da realidade de seu país. Lixo, tem em todos os cantos e em grande quantidade, prédios abandonados, trânsito desorganizado e muito, mas muito congestionamento.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Luanda é a cidade mais cara do mundo para se viver e no país inteiro tudo é muito caro, incluindo a comida que é importada em sua maioria. Um pão de forma = 4 dólares, 1.5L de guaraná antártica do Brasil = 5 dólares, camping = 20 dólares/pessoa, restaurantes = 30 dólares/pessoa no mínimo, aluguel de uma casa boa com 2 quartos = 15.000 dólares pra cima, só o combustível que é barato.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Pelo breve contato que tivemos com o povo angolano, pudemos encontrar pessoas alegres, simpáticas e receptivas. Ouvimos dizer que eles não gostam muito de brancos, principalmente portugueses, mas têm um carinho especial pelos brasileiros, devido a nossa cultura ser muito consumida por eles (música, novelas, literatura e futebol). Eles até tentam falar com o nosso acento e muitas gírias do Brasil podem ser escutadas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Por lá também, tivemos o prazer de conhecer o brasileiro Mário, de Presidente Prudente – SP, que mora em Luanda e trabalha para uma construtora também brasileira. Fomos convidados por ele para comer uma picanha e tomar uma Nova Schin em sua casa na companhia de mais 7 brasileiros. Também conhecemos pessoalmente um casal de sul-africanos, Mari e Charles, que por contato de outros amigos propuseram-se a nos ajudar com a Carta Convite para conseguir o visto angolano. Nem precisamos da carta, mas valeu a pena, pois no fim pudemos conhecer essas duas pessoas queridas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de cinco dias, resolvemos seguir viagem, só que demorou um pouco para realmente sentirmos o vento entrando pela janela. Primeiro, levamos quatro horas e meia para cruzar o congestionamento de Luanda. Geralmente pedimos para o GPS nos guiar pelo caminho mais curto, porém nem sempre ele nos leva para os melhores lugares e terminamos no meio da vila e consequentemente no meio de um tumulto da pezada. Vencido o congestionamento, agora foi a vez de enfrentar quase uma hora e meia na fila do posto de combustível para abastecer. Que sufoco! Quando finalmente caímos na estrada, não tínhamos nem feito 60km, o carro começou a fazer um barulho estranho e o motor superaqueceu. Paramos o carro na hora e já com o capô aberto não tínhamos a menor idéia do que estava se passando.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando vimos que não havia água no radiador, o enchemos e aos poucos, a temperatura voltou ao normal. No caminho de volta pra Luanda, após poucos quilômetros, o marcador pulou para o vermelho novamente. Descobrimos então que uma mangueira d’água havia se rompido, mas como podíamos concerta-la ali mesmo, ficamos felizes, pois não precisaríamos voltar para aquele caos que é Luanda. 10km adiante, mais um superaquecimento e agora o desespero pegou, pois estamos num país caro, com mão-de-obra desqualificada, quase final de sexta-feira e tínhamos data para entrar e sair da República Democrática do Congo (nosso próximo destino).</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No outro dia de manhã bem cedo voltamos para Luanda. A concessionária da Land Rover estava fechada no sábado, mas tivemos a sorte de achar 3 irmãos mecânicos que entendiam muito de Land. Descobrimos que o superaquecimento causou a queima da junta do cabeçote e tivemos que desmontar o topo do motor. Ainda bem que o cabeçote não empenou e nenhum outro dano foi causado ao coração do Lobo da Estrada. 3h da tarde já estávamos deixando Luanda novamente, agora para não voltar mais.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Foi no norte que o bicho pegou, pois caímos na pior estrada te todo o percurso até agora. Foram 165km de sofrimento, num total de 10h dirigidas em dois dias. Nossa média não passou dos 16km/h e nossa velocidade máxima foi de apenas 52km/h. Nas baixadas cruzávamos poças d’água que de tão fundas, seriam uma barreira para veículos sem snorkel. Nas subidas, aí que era a pior parte, pois as águas da chuva conseguiam formar profundas erosões. O suor escorria não apenas pelo esforço, mas também devido ao calor e alta umidade no ar. A noite, de tão cansados nem tínhamos vontade de comer.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Cruzamos diversas vilas no meio do nada, onde os locais ficavam surpresos em ver um carro por lá e o mais legal é que podíamos nos comunicar em português com eles. Numa delas, nos distraímos abanando para eles, caímos num buraco e quase tombamos. Uma das rodas dianteiras já estava no ar. Aí ocorreu um episódio que comprova uma das grandes características africanas. Pedimos ajuda para o pessoal que literalmente rodeou nosso carro, mas eles falaram que ajudariam só se pagássemos. Mas o engraçado é que quando vêm um carro e principalmente um branco, todos estendem suas mãos pedindo comida, dinheiro e acham que temos a obrigação de dar sem nada em troca e quando chega a hora de eles ajudarem ao próximo, nem se mobilizam. Pegamos nossa pá, cavamos para uma das rodas traseiras nivelar com a outra e caímos fora, tristes com essa realidade.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Fora as condições da estrada, dois novos problemas apareceram: vazamento de ar (turbo) e água (radiador), que ocorreram devido a má montagem do motor após a troca da junta do cabeçote. Entretanto, de metro em metro, fomos vencendo os desafios e chegamos sãos e salvos na borda com o República Democrática do Congo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/04/IMG_3768.jpg" alt="" class="wp-image-834" title="Mapa diário 52"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Namíbia 3</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627065414011[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Angola</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157631545760840[/flickr]</p>
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		<title>Diário de Bordo 51 &#8211; Namíbia 2</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 14:03:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(09/02/2009 a 05/03/2009) A Namibia possui uma das menores densidades demográficas do mundo!!! Chegamos então na esquina do vento, Windhoek, a pacata e aconchegante capital da Namíbia. Não tínhamos muito o que fazer por aqui, mas mesmo assim, em função daquele visto famoso para a Angola, acabamos ficando na cidade por mais de uma semana. [&#8230;]]]></description>
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<p>(09/02/2009 a 05/03/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify"><em>A Namibia possui uma das menores densidades demográficas do mundo!!!</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegamos então na esquina do vento, Windhoek, a pacata e aconchegante capital da Namíbia. Não tínhamos muito o que fazer por aqui, mas mesmo assim, em função daquele visto famoso para a Angola, acabamos ficando na cidade por mais de uma semana. Foram idas e vindas, umas com um restinho de esperança, outras totalmente frustradas… e no final, mesmo que com os angolanos podemos falar a mesma língua, recebemos mais um “não” em português.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas por outro lado, este tempo em que ficamos na capital foi muito legal. Fomos muito bem recebidos por Alex, Trudi (filha de nossos amigos sul-africanos Berno e Mandi), Jessica e Nikita. Além das belas noites em que cozinhávamos algo bem tradicional, fizemos um acampamento de fim de semana nas belas montanhas que rodeiam o Gamsberg Pass e isso com direito a chuva, daquelas que a Namíbia há anos não tinha mais visto. Chovia forte, muito forte, em quase todos os dias e a água, que dificilmente é absorvida pelo solo, fazia encher aqueles rios secos e sem pontes, dificultando em muito o deslocamento pelo país.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Naquele mesmo dia, quando voltávamos do acampamento, fomos surpreendidos por um caminhão boiadeiro bem carregado, que quando nos cedeu pista para passarmos, simplesmente atolou no que parecia uma areia movediça. Passamos horas tentando rebocá-lo, mas somente tivemos sucesso quando descarregamos todo o gado, ali mesmo na estrada.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Voltamos novamente a estrada na companhia dos sul-africanos Benard e Hilda e dos motoqueiros Claudio (Suíça) e Ruth (Áustria) e fomos sentido a Costa do Esqueleto, que compreende o deserto que costeia o Atlântico do centro para o norte do país. O lugar é assim chamado devido a grande quantidade de naufrágios (assim como esqueletos de baleias), alguns até bem recentes, como o que fotografamos em Swakopmund que ocorreu em 2004. O motivo dá-se as dificuldades de visibilidade causadas pela forte neblina.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Swakopmund, segunda maior cidade da Namíbia, é considerada por muitos uma cidade mais alemã do que a própria Alemanha. E é fácil de entender, pois o alemão aqui ainda é muito falado, além da arquitetura e das belas tortas que são facilmente encontradas nas melhores padarias. O turismo local vem crescendo e a cidade, devagar, está se tornando uma capital de esportes radicais, com surf, paraquedismo, aventuras off-road em motos ou quadriciclos, sand-board, etc. Mas também, não é pra menos, pois a poucos quilômetros dali localiza-se a Duna número 7, que com seus 383 metros de altura é conhecida como a maior duna do mundo. E lá, nada melhor que uma chapa de eucatex pra deitar o cabelo duna abaixo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Um fato muito curioso que pudemos presenciar nesse deserto é a existência de massivas ossadas de cavalos, que aparecem e desaparecem devido a ação dos ventos sobre a areia. Apenas recentemente esse mistério foi desvendado, quando foi achado um telegrama datado de 15 de maio de 1916, enviado pelo Ministério da Defesa (Johannesburg) para a Casa do Parlamento (Pretória), que continha a informação de que 1.695 cavalos e 944 mulas, pertencentes a Força de Defesa Sul Africana, foram mortos em novembro de 1915 por estarem infectados por uma certa doença. O telegrama ainda conta que uma suposta medicina que remediaria essas mortes teria sido enviada via navio, da Cidade do Cabo para Swakopmund, mas que no meio do caminho, esse navio afundou e o remédio chegou 10 dias atrasado, quando já era tarde.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Swakopmund possui mais uma coisa que não poderíamos deixar de mencionar! Em uma galeria de cristais, está exposto o maior cristal do mundo, com 3 metros de largura, 3,5 metros de altura e nada menos que 14,1 toneladas. Além disso, outros cristais e pedras semi-preciosas são expostas, sendo todas achadas na região, muito rica neste aspecto.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Domingo foi dia de pescaria em Henties Bay. Enquanto nosso amigo Bernard tentava seu tubarão de 100kg, nós nos contentávamos com uns peixinhos que iriam pra panela a noite. Na verdade, desde que partiu pra sua viagem pela África, Bernard já planejava sua pescaria em Henties Bay, que é uma praia famosa entre profissionais da pesca esportiva do tubarão. E para pescá-lo, tudo se difere de uma pesca normal, a começar pela isca, que tem que ser grande e uma parte específica de algum outro tubarão pequeno. A sobra da isca, finca-se em uma estaca exatamente onde as ondas batem na areia, pois, cada vez que a onda bater ali, irá levar um gostinho de sangue… o que atrai os sanguinários. Mas pela isca ser muito pesada, primeiro lança-se ao mar o chumbo, o qual deverá fixar-se na areia, especialmente nos poços mais fundos que são reconhecidos pelo quebrar das ondas. Após o chumbo ancorado, a isca irá deslizar até o local por um sistema parecido a uma mola, a qual é fixada a linha. Quanto a beliscada, dizem os profissionais, não precisa se preocupar que você vai saber quando é hora de fisgar o peixe. Apesar de que não tivemos a oportunidade de fotografar um, tubarões enormes são tirados destas águas, mas lançados ao mar novamente, por se tratar de uma pesca esportiva.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Deixamos a costa e rumamos para Spitzkoppe, região montanhosa que não passa dos 1.800 metros de altitude, mas que é de um visual surreal, pois simplesmente brota da planície em incontáveis formas de uma coloração avermelhada sem igual. Por dois dias, acampamos, fizemos caminhadas, apreciamos pinturas rupestres, banhos em piscinas naturais, etc… mas o que tirou mesmo o fôlego foi o primeiro amanhecer, quando o sol parece que incendiou o granito vermelho e fez daquele momento algo impressionante. Infelizmente o espetáculo durou menos de 10 minutos, pois as nuvens já esconderam o sol novamente.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Daqui, nosso destino era sempre norte e nossa próxima parada estava planejada para o Brandberg, região montanhosa que hospeda o maior pico da Namíbia. Até que conseguimos cumprir o planejado, mas no caminho, um grande desvio… pois demos de cara com um rio totalmente intransponível com suas fortes águas que vinham embaladas das montanhas. Tomamos o desvio, por estradas secundárias e ali, nesses 150km extras, o céu praticamente despencou em água. Por sorte, encontramos uma parte daquele mesmo rio com uma boa base em concreto, o que nos deu a possibilidade de encarar a travessia.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No Brandberg, estávamos somente nós, Claudio, Ruth, Bernard, Hilda e mais alguns litros de cerveja, champanhe, vinho, etc… para celebrarmos nossos exatos 2 anos na estrada. Foi a festa que estávamos precisando mesmo, pra afogar as mágoas com as ótimas cervejas da Namibia. O difícil foi, no outro dia, caminhar naquele calor com tamanha ressaca, para contemplar as artes rupestres que datam de 2.000 a 5.000 anos atrás, e que tem a White Lady como principal pintura. Aliás, o Brandberg por si só, contém milhares de pinturas rupestres feitas pelos Bushmens.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Outro lugar de tamanha ou ainda mais importância para a história da Namibia está localizado em Twyfelfountein, nome dado pelo colonizador europeu D. Levin e que traduz “fonte duvidosa”, pois a água que ele conseguia utilizar da fonte, não era suficiente para sua demanda. Lá em Twyfelfountein, ao invés de pinturas, os desenhos são escavados na superfície da pedra e que mesmo expostos as intempéries da natureza, sobrevivem há mais de 6.000 anos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Se 6.000 anos de idade já fica difícil para acreditar, imaginem então 250 milhões de anos atrás!!! Não foram nem 50km que tivemos que dirigir e já estávamos nas Florestas Petrificadas da Namíbia. Não tinha nenhuma árvore ainda de pé, hehehe, mas de verdade, pudemos até sentir com nossas próprias mãos, trocos dos mais variados, preservados pela ação da petrificação e que estão lá até hoje, com seus anéis de crescimento, nós e qualquer outra característica da madeira. Neste mesmo sítio arqueológico, tivemos também a oportunidade de conhecer a Welwitschia  Mirabilis, planta endêmica que pode viver entre 500 e 600 anos e cujo maior espécime mede 1,4  metros de altura e 4 metros de diâmetro. O mais velho exemplar foi datado de 2.000 anos de idade, quando ainda estava vivo. Pode???</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Vamos deixar aqui um pensamento, que Dr. Giesecke colocou:</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">“The length of a human life is too short to truly enjoy the full extent of natural processes. The best we can do is stand there and wonder.” (<em>A duração da vida humana é muito curta para realmente testemunhar o processo completo da natureza. O melhor que podemos fazer é olhar e nos maravilhar com essas belezas.</em>)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegamos em Opuwo e aqui já é Kaokoland, inóspito noroeste da Namíbia que hospeda uma das tribos mais lindas e intocadas da África, os Himbas. E pra fugir de qualquer experiência turística, decidimos encarar estradas terciárias, que adentram nas matas onde ainda existe muito animal selvagem, especialmente o elefante do deserto, que se diferencia um pouco dos normais por possuir longas pernas e por ser mais agressivo. Rodamos quilômetros e mais quilômetros por lá, a velocidades abaixo de 20km/h, mas o que vimos e sentimos valeu cada unidade de energia utilizada. Visitamos lá no meio do nada duas vilas Himbas, onde fomos muito bem recebido por ambas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os Himbas são um grupo étnico de aproximadamente 20.000 a 50.000 pessoas, que vivem na região do Kunene, formalmente Kaokoland. Nômades, pastores de gado e cabras, são relativos de outra etnia chamada Herero, e que falam ambos a mesma língua. Os homens usam poucas roupas, mas as mulheres são famosas por cobrirem-se por uma mistura de gordura, ocre e ervas para protegerem-se do sol e que as dão uma coloração acentuadamente avermelhada. A mistura também simboliza a riqueza do solo vermelho e o sangue, que representa a vida. De uma forma encantadora, as mulheres também fazem tranças em seus cabelos e os cobrem com exagerada quantidade da mistura do ocre.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Apesar de os Himbas viverem em árduo clima desértico, eles manejam para manter suas tradições e estilo de vida. Membros relacionam-se em uma estrutura tribal baseada na descendência bilateral. Este sistema de descendência bilateral é somente encontrado em poucos grupos no oeste da África, Índia, Austrália e Polinésia e é considerado pelos antropologistas, vantajoso para grupos que vivem em ambientes extremos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Encantados com as experiências no Kaokoland, aproveitamos ainda para subir até o extremo norte para apreciar primeiramente a Epupa Falls e posteriormente a Ruacana Falls, ambas situadas na divisa entre os países Namíbia e Angola. Sentados apreciando aquela magnitude, as vezes pensávamos: Angola, tão perto, tão longe, hehehe!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Não percam nosso próximo diário de bordo, o qual já possui, talvez uma das melhores vivências que tivemos em toda a África, em se falando da Vida Selvagem!!!</p>



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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/03/IMG_2953.jpg" alt="" class="wp-image-826" title="Mapa diário 51"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Special thanks goes to Supa Quick and Bridgestone from South Africa, for the supply of new Bridgestone tyres for our car.</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Agradecimento especial para Supa Quick e Bridgestone da Africa do Sul, pelo fornecimento de novos pneus Bridgestone para nosso carro.</em></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/03/Supa_Quick_2.jpg" alt="" class="wp-image-828" title="Supa Quick"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/03/Bridgestone_area_isolation.jpg" alt="" class="wp-image-827" title="Bridgestone"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: Namíbia 2</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157631545854580[/flickr]</p>
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		<title>Diário de Bordo 50 &#8211; África do Sul 2 e Namíbia 1</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 03:01:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(18/01/2009 a 09/02/2009) As vezes precisamos correr riscos&#8230; Foram exatamente duas semanas na Cidade do Cabo nos preparando para a costa oeste africana. Arrumamos o alternador pela quinta vez, compramos peças sobressalentes para o carro, estocamos o máximo de comida que conseguimos fazer entrar nos armários, compramos remédios e testes para malária, porém, nossa principal [&#8230;]]]></description>
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<p>(18/01/2009 a 09/02/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>As vezes precisamos correr riscos&#8230;</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Foram exatamente duas semanas na Cidade do Cabo nos preparando para a costa oeste africana. Arrumamos o alternador pela quinta vez, compramos peças sobressalentes para o carro, estocamos o máximo de comida que conseguimos fazer entrar nos armários, compramos remédios e testes para malária, porém, nossa principal tarefa que era fazer o visto de Angola, não conseguimos realizar. Infelizmente os angolanos gostam de complicar e dificultar a entrada de estrangeiros em seu país e nossa solução, ou única saída, seria seguir viagem sem o visto angolano e fazer a última tentativa na Namíbia, mesmo sabendo que lá eles também não emitem vistos para estrangeiros.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Os aborrecimentos com essa história complicada de vistos logo foram atenuados pela alegria que sentíamos de finalmente estarmos vendo nosso carro rumando para onde a bússola aponta, norte. Os dois últimos dias na África do Sul foram de muita quilometragem pela inóspita e desértica região oeste, famosa pelos seus tapetes de flores selvagens na primavera, mas cuja monotonia na atual época do ano, só é quebrada uma vez ou outra, pelos verdes vinhedos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Dia 02 de fevereiro chegamos na fronteira com a República da Namíbia. Nem foi preciso gastar muito tempo para cruzarmos a borda mais fácil do mundo e termos diante de nós o famoso Deserto da Namíbia, fazendo-nos sentir pequenos em frente a sua tamanha imensidão. O que acentua ainda mais a sensação de liberdade e de solitude por aqui é o fato de um território tão grande ser habitado apenas por uma população de 2,04 milhões de habitantes, concentrados sobretudo no norte e na zona da capital Windhoek.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">O português Bartolomeu Dias, em 1846, foi um dos primeiros europeus a explorar a costa sudoeste africana, mas a região não foi reclamada para a coroa portuguesa. Na seqüência, a Alemanha passou a controlar o território até a sua derrota na Primeira Guerra Mundial, quando a União Sul-Africana obteve o mandato para administrar aquele território, como sua colônia. Em 1966, a SWAPO (South-West Africa People’s Organisation), um movimento que lutava pela independência, lançou uma guerrilha contra as forças sul-africanas ocupantes, mas somente em 21 de março de 1990 que a Namíbia alcançou a sua independência tornando-se um dos países mais novos da África.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Já no sul do país, fomos visitar o Cânion do Rio do Peixe (Fish River Canyon) o qual é o maior cânion do continente africano e o segundo maior do mundo, possuindo 160km de comprimento, mais de 27km de largura e podendo atingir 550m de profundidade. Pode-se fazer uma caminhada de 85km seguindo o leito do rio por 5 dias, porém, devido as altas temperaturas que ocorrem na região nessa época do ano, não é permitido realizá-la. Tivemos que nos contentar de ver esse gigante apenas dos mirantes que também não foi uma má opção, pois as vistas são de ninguém botar defeito. O mais difícil foi agüentar o sol de rachar em nossas cabeças e quando estávamos relaxando debaixo da sombra do mirante principal, chegou um casal que nos ofereceu mangas para comer. A partir do momento que dissemos sim, fizemos amizade com os sul-africanos Hilda e Bernard, que haviam deixado a sua cidade natal, a Cidade do Cabo, há apenas uma semana atrás para uma viagem de lua-de-mel pelo continente africano.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Naquela mesma noite, quando acampávamos juntos, descobrimos que seguíamos na mesma direção e decidimos viajar em comboio até Windhoek. Bernard é afixionado em pesca e por tão preparado que ele está para tal, podemos dizer que ele é um pescador profissional. E devido a essa paixão, em vez de seguirmos ao norte, decidimos voltar a borda com a África do Sul e passar um dia pescando no Rio Orange. Rolou até competição entre os casais de quem pegava o maior peixe e a Hilda ganhou o troféu, enquanto que nós dois tivemos que pagar uma cerveja para a dupla vencedora, mesmo tendo pego a maior quantidade de peixe.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Por estradas de chão mais macias do que asfalto, fomos adentrando no deserto até o pequeno vilarejo de Aus, cujas redondezas abrigam os cavalos ferais da Namíbia. O termo ferais caracteriza os cavalos domesticados que acabaram tornando-se selvagens. Não sabe-se há quanto tempo os 150 eqüinos (população que já atingiu 280 indivíduos) vivem na área de aproximadamente 350km<sup>2</sup> em torno de uma fonte artificial de água. Existem várias teorias de como os cavalos ferais foram parar ali, mas acredita-se que eles descendem da cavalaria alemã abandonada durante a invasão sul-africana em 1915. Outros aclamam que eles originam-se do estábulo do nobre alemão Barão Hans-Heinrich von Wolf. Dizem que quando o barão voltou a Europa para lutar na Primeira Guerra Mundial, ninguém cuidou do estábulo e após a sua morte, os cavalos fugiram para o deserto. Outra versão, diz que eles são oriundos de cavalos que estavam sendo transportados por um navio que afundou nas redondezas quando ia da Europa para a Austrália.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Seguindo viagem para a costa, o único abrigo do vento que encontramos no caminho foi uma estação de trem abandonada. Opa, lugar perfeito para passar a noite! Enquanto nossos amigos preparavam potjiekos para a janta, uma das comidas típicas da África do Sul, contemplávamos o deserto no pôr-do-sol enquadrado pelas janelas e portas da casa. Quando caiu a noite, banhados pela luz da lua que entrava pelos buracos no telhado e cobertos pelas milhares de estrelas, nem deu para sentir medo de assombração.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A base da economia namibiana está na extração e processamento de minerais, sendo o quarto maior exportador de minerais não-combustíveis da África e o quinto maior produtor de urânio do mundo. Outro mineral muito encontrado na Namíbia é o diamante. Em 1908, o primeiro exemplar foi achado na região de Lüderitz e desde então começou a sua exploração. Contam os fatos, que nem era preciso muito esforço para extrair os diamantes, os quais eram coletados na superfície da areia em grandes quantidades. O maior diamante do mundo chamado Cullinan provém dali. Devido a esses fatos, o número de pessoas vindo para a região em busca dessa preciosidade era tão grande, que o governo alemão teve que proibir o acesso livre a área. O seu acesso é proibido até hoje e quem transpassar os limites pode ser processado ou até aniquilado pelos seguranças que a patrulham.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">A única forma de entrar um pouquinho na área proibida é visitando a Cidade Fantasma de Kolmanskop. Esse assentamento surgiu em 1908 para prover abrigo aos trabalhadores da mineradora de diamantes. A vila foi construída como uma cidade germânica com hospital, escola, teatro, boliche, central de energia, fábrica de gelo, frigorífico e a primeira estação de raio-x de todo o hemisfério sul para ver o que os mineradores andavam engolindo. O declínio ocorreu após a primeira guerra quando o preço do diamante caiu e a cidade foi completamente abandonada em 1956. Muitos edifícios foram restaurados, enquanto outros estão tomados pelas dunas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Chegando em Lüderitz, parecia que havíamos sido transportados para outro continente e que estávamos chegando na região da Bavária no sul da Alemanha. A única coisa que fazia-nos entender que isso não era verdade, era ver os edifícios tipicamente alemães no meio da paisagem desértica&#8230; Nosso principal destino aqui, era a Península de Lüderitz, onde é possível coletar lagostins. As praias são lindas e seguras para nadar, mas a temperatura da água é somente agradável para leões marinhos e pingüins, com exceção de dois malucos chamados Roy e Bernard. Após o mergulho, foram necessárias algumas horas para o esqueleto parar de chacoalhar. O vento que vinha do mar era tão frio e sem nenhuma casa abandonada para nos proteger, dividimos os quatro metros quadrados do Lobo da Estrada para uma janta.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Depois de tantas experiências interessantes, faltava-nos ter uma experiência tipicamente namibiana, conhecer as famosas dunas do Deserto da Namíbia. Namib, no idioma local, significa “enorme” e de fato o deserto ocupa uma área de cerca de 50.000km<sup>2</sup>, estendendo-se por 1.600km ao longo do litoral do Oceano Atlântico e possuindo uma largura leste-oeste variando de 50 a 160km. A região é considerada como sendo o mais antigo deserto do mundo, tendo permanecido em condições áridas e semi-áridas há pelo menos 80 milhões de anos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nosso destino foi Sossusvlei a parte mais acessível do Parque Nacional Namib-Naukluft. Esse vale formou-se no lugar onde as dunas fecharam o caminho do Rio Tsauchab impedindo-o de fluir adiante. Hoje o termo Sossusvlei é usado não só para designar o vale, mas como todo o mar de areia ao redor. As altas e vermelhas dunas podem ultrapassar os 340m de altura e são consideradas por muitos as mais altas dunas de areia do planeta.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Visitamos também o Dead Vlei, paisagem típica dos cartões postais da Namíbia. Esse vale é resultante de uma lagoa rasa que se formou entre as dunas após fortes chuvas terem causado a inundação do Rio Tsauchab. A abundância de água permitiu o crescimento de acácias, porém quando o clima mudou e a seca voltou a dominar, as árvores morreram pela falta de água. Acredita-se que os troncos remanescentes, de coloração preta devido ao intenso sol, têm 900 anos de idade e por causa da umidade do ar ser quase nula, eles nunca sofreram o processo de decomposição.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Geralmente as visitas acontecem durante a manhã, quando o sol não é tão forte, e na parte da tarde tivemos aquelas enormes dunas vermelhas contrastando com um solo branco e árvores de trocos negros e retorcidos só para nós. Uaw!!! Estar no meio do Dead Vlei era como estar numa das pinturas surreais de Salvador Dali.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Continuando sentido a capital, despedimo-nos de Hilda e Bernard pois eles pretendiam chegar em Windhoek um dia antes. Subimos uma serrinha daquelas bem puxadas e lá no alto acampamos aquela noite (1.700m de altitude). Estávamos tentando instalar mais um ventilador na frente do carro para rebater o calor e de repente, dzdzdzdzddzzz, um pequeno curto no fio resultou num blecaute geral no carro. Estávamos no meio do nada e nem sinal de alguma luz do painel acender, muito menos de o carro ligar. Ixxxx, pensamos, agora f&#8230; Procura aqui, procura ali. Foi quase uma hora de tensão até descobrirmos que nossa chave geral havia queimado e que não estava passando corrente. Isso sim foi um alívio!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Com eletricidade funcionando e um novo ventilador, botamos o pé na estrada sentido a capital do país&#8230;</p>



<p> </p>



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<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">PS: Pedimos a compreensão de todos os visitantes do site quanto aos atrasos nas atualizações que aconteceram ultimamente. Agora, na costa oeste africana, será ainda mais difícil encontrarmos boas conexões ou até mesmo encontrarmos alguma internet. Mas, podem ter certeza, que faremos o máximo possível para sempre mantê-los atualizados sobre o que anda se passando por aqui.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/01/IMG_0790.jpg" alt="" class="wp-image-818" title="Mapa diário 50"/></figure></div>


<p></p>



<p><span style="font-size: small;"><strong>Alguns dos animais que vimos:</strong></span></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/01/IMG_1017.jpg" alt="" class="wp-image-821" title="Avesruz"/></figure>



<p></p>



<p>&nbsp;<span style="text-decoration: underline;"><em>Avestruz:</em></span> o avestruz é considerado a maior espécie viva das aves, porém não possui a capacidade de voar.&nbsp;Avestruzes normalmente pesam de 100 a 150 kg. Na maturidade sexual (entre 2 e 4 anos de idade), os machos podem possuir de 1,8m a 2,7m de altura, enquanto as fêmeas alcançam de 1,7m a 2m. Além do tamanho, outra diferenciação entre os sexos ocorre na cor. As fêmeas possuem uma coloração cinza, para camuflarem-se enquanto chocam os ovos durante o dia, e os machos penas pretas com a ponta das asas brancas, cor perfeita para a camuflagem noturna. Podem atingir 60km/h de velocidade e possuem uma expectativa de vida entre 50 e 70 anos. O ovo do avestruz é tão grande que equivale a 15 ovos de galinha, porém não é saudável por possuir demasiado colesterol.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/01/IMG_0711.jpg" alt="" class="wp-image-820" title="Oryx ou Gemsbok"/></figure></div>


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<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Oryx ou Gemsbok:</em></span> antílope sólido e poderoso. Ambos os sexos possuem chifres retos e longos, os maiores de todos os animais. Geralmente agrupam-se em torno de 12 indivíduos, mas podem haver grupos com mais de 50 animais. São bem adaptados a aridez e podem sobreviver sem beber água, graças a capacidade de seu corpo elevar a temperatura a níveis que seriam fatais para outros animais.</p>



<p>&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/01/IMG_0156.jpg" alt="" class="wp-image-819" title="Gazela"/></figure></div>


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<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Gazela:</em></span> são um dos antílopes de médio porte mais comuns de serem encontrados. e geralmente são as principais presas dos grandes predadores. Devido a isso, as gazelas são rápidas na disparada, podem correr a 90km/h e estão sempre alerta com sua boa visão e excelente audição.&nbsp;Os filhotes são muito vulneráveis e por não terem cheiro, seus pais os escondem no pasto mais alto, dificultando a ação dos predadores. Existem diversos tipos de gazela, mas todas mantem mais ou menos as mesmas características principais como: coloração marrom com uma mancha branca e outra preta nas laterais, possuem pernas longas e chifres espiralados presentes em ambos os sexos. Vimos a Gazela de Thomson no Quênia e Tanzânia e o Springbok, na África do Sul e Namíbia.</p>



<p>&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/01/IMG_8164.jpg" alt="" class="wp-image-822" title="Cachorro selvagem"/></figure></div>


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<p><span style="text-decoration: underline;"><em>Cachorro selvagem:</em></span> a pelagem amarela, preta e branca e as grandes orelhas arredondadas são as principais características dos cachorros selvagens. Vivem em grandes matilhas, sendo duros caçadores que vencem suas presas pelo cansaço e as devoram ainda vivas. Os antílopes de medianos são suas presas preferidas, mas podem caçar até búfalos.</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: África do Sul 2</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157627187669616[/flickr]</p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>Álbum: Namíbia 1</strong></span></p>



<p class="has-text-align-left"><span style="font-size: small;"><strong>[flickr]set:72157627189488398[/flickr]<br /></strong></span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Diário de Bordo 49b &#8211; África do Sul 1</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 03:00:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[(03/12/2008 a 18/01/2009) Depois de todas essas férias&#8230; &#8230; nada mais justo do que intensificar este diário de bordo com muitas fotos e relatos de nada menos de um mês e meio por entre as incríveis savanas da bela África do Sul. Mas desta vez nossa história ganhou força, com a vinda de nossos familiares [&#8230;]]]></description>
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<p>(03/12/2008 a 18/01/2009)</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Depois de todas essas férias&#8230;</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">&#8230; nada mais justo do que intensificar este diário de bordo com muitas fotos e relatos de nada menos de um mês e meio por entre as incríveis savanas da bela África do Sul. Mas desta vez nossa história ganhou força, com a vinda de nossos familiares que há quase dois anos não víamos, e que viajaram conosco durante boa parte do percurso.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Entramos na África do Sul vindo da Suazilândia, no dia 03/12/08, pelas montanhas que rodeiam Barberton e seguimos diretamente para Nelspruit, capital do estado Mpumalanga. Nelspruit não é grande (235.000 habitantes), mas pela estrutura em suas estradas, viadutos, shopping-centers, restaurantes, supermercados, etc&#8230; nos deu a impressão de termos vindo ao primeiro mundo onde tudo lembrava a Europa, Austrália e Nova Zelândia. Na verdade, comparamos toda essa ótima estrutura a Nelspruit somente por ter sido uma das primeiras cidades da África do Sul, pois quase todas as cidades daqui, transmitem essa boa impressão.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Por uma outra visão, assim que entramos no país, ficamos um pouco decepcionados, pois a segurança por aqui não se pareceu das melhores. Após 10 minutos de conversa com cada cidadão que encontrávamos, o tema virava a criminalidade que tem aumentado muito nos últimos anos. De acordo com um estudo das Nações Unidas (UN), a África do Sul ocupa o primeiro lugar em se tratando de assassínio com arma de fogo, homicídio involuntário, violação e agressão, ocupando também segundo lugar em homicídio e quarto em roubo. Sorte ou azar, tivemos nossa experiência, quando homens desarmados tentaram nos assaltar. Eles não tiveram sucesso e nós aprendemos a lição, passando a nos precaver ainda mais.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mas não fica difícil de entender essa violência, que mais parece uma revolta ao passado, pois a história recente do país conta que entre os anos 1948 e 1994, toda a estrutura política, econômica e social era baseada no apartheid, onde legalmente, a minoria branca mantinha discriminação racial. Tudo era separado desde praias, banheiros, transportes públicos, escolas, inclusive bancos de praças, além de que casamentos ou relacionamentos entre duas raças era proibido. As últimas leis eram ainda mais severas, onde negros eram forçados a usarem seus documentos de identificação o tempo todo e eram proibidos a permanecerem nas cidades ou mesmo visitá-las, sem devida permissão.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nesse meio tempo, alguns poucos asiáticos, de acordo com a constituição em 1983, passaram a ter alguns direitos limitados, mas a maioria que era negra ainda não tinha direito a nada. Somente em 1990, o sistema apartheid começou a ser desmantelado, ano que Nelson Mandela (líder do ANC – Congresso Nacional Africano), foi libertado dos 27 anos encarcerado e em abril de 1994, através das eleições multirraciais para o novo parlamento, Nelson Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul. É interessante e gostoso de escutar de alguns africanos brancos, que Nelson Mandela fora um ídolo inclusive para eles.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Recente acontecimento (20/09/2008) no governo sul-africano foi o pedido de demissão do até então sucessor de Mandela, Thabo Mbeki, após pressões de seu próprio partido, sob acusação de interferência no poder judicial. Dois dias depois, Kgalema Motlanthe foi apontado para novo chefe de estado.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E quanto a nós, em meio a hospitalidade dos boêres (nominação dada aos fazendeiros brancos africanos), fizemos uma pequena viagem a uma parte do Drakensberg com seus penhascos, cachoeiras e campos a perder de vista. Além disso, a fartura de carne começou a aparecer, pois é braai pra cá e biltong pra lá. Braai é o nome dado ao ato de assar uma carninha, talvez nossa churrascada e biltong é uma carne seca, similar ao nosso charque, e é feito, além do boi, de avestruz, kudu e springbock, sendo os dois últimos, cervos comumente caçados por aqui. A combinação perfeita é: futebol, que no caso dos africanos é o rugbi, biltong e uma cervejinha!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Em Pretoria, capital administrativa da África do Sul, conseguimos dois vistos, do DRC (República Democrática do Congo) e da República do Congo, que apesar dos nomes idênticos, são países diferentes. E na tentativa de fazer o visto da Angola, que seria o mais difícil, naquela sexta-feira entraram de férias e somente voltariam a trabalhar no próximo ano, e aí nos demos conta, caramba, mais um ano se passou!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Com mais uma semaninha na manga, antes que nossa família chegasse, viajamos até Commondale, colônia alemã de quinta geração composta somente por fazendeiros, os quais ainda falam o alemão como língua principal. Já estivemos por lá antes, só que com o Grupo Coral e Musical Edelweiss, que fez duas turnês e concertos pela África do sul nos anos 1995 e 2001. E devido a grande e antiga amizade mantida a base de cartas escritas a mão, Berno e Mandi inclusive farão parte de nossa viagem, só que na semana que vem, hehe, alguns parágrafos abaixo. Em Commondale, revimos vários outros amigos, pescamos, fomos juntos a igreja e inclusive cantamos em seu coral, até que no dia 24 de dezembro, rumamos a Johannesburg para que dia 25 cedinho, encontrássemos nossos pais, irmãos e cunhados no aeroporto.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">25/12/08, dito e feito. Estavam lá, Leomar, Leones, Odenir, Arlette, Hans, Natascha, Cleiton e Daniela. Rolou aquela emoção, alguns choraram, outros riram, uns tiraram fotos e outros até esqueceram das fotos&#8230; e, agora a bordo de três carros, o Lobo + duas Grand Livinas alugadas, seguimos desbravando a África do Sul.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Nosso Natal, festejamos atrasados em Pretoria. Lá foi tempo de contar causos, rir, relembrar e até revelamos o amigo secreto&#8230; mas já noutro dia cedinho, partimos para a Reserva Natural Balule, onde passamos três dias fazendo safáris a bordo de dois Land Rovers preparados especialmente para tal. Num carro, foram nossos pais, acompanhados pelo Berno e Mandi que ali nos reencontraram e no outro, os irmãos, cunhados e nós. Os animais eram fichinha comparado as risadas que dávamos com nosso guia Cuzzy, que nos falava que ia procurar pistas dos leões no mato ao redor do carro, mas não se ligou que percebemos que quando saiu, estava com a camisa por fora da calça e quando voltou, estava por dentro&#8230; era de se partir de rir!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Dia 29/12, saímos do Balule bem cedo, pois o plano era de somente cruzar o Parque Nacional Kruger e deixá-lo pelo portão sul neste mesmo dia. Então, entramos na imensidão do Kruger, com seus 2 milhões de hectares e foi de cair de queixo da beleza que é ver esse parque em épocas de chuva. Aquele verde impressionante que quando visto do alto, parece não ter fim. Beleza que só pode ser maior quando os olhos se acostumam e lá ao longe, um, dois, três, dez ou mais elefantes começam a perder sua camuflagem e aparecer do nada. Simplesmente magnífico!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Quando já tínhamos ganho o dia e já se aproximava das 18:30hs, hora de deixar o parque, tivemos a notícia de que chuvas fortes ao sul inundaram o Rio do Crocodilo, fazendo-nos procurar outra saída. As horas passavam, as distâncias aumentavam, as pontes todas inundadas e a saída não foi possível. Parece que foi azar, pois tivemos que dirigir até as 11 horas da noite&#8230; mas foi exatamente após aquelas 18:30hs, quando todos os carros deveriam estar dentro dos cercados dos alojamentos ou fora do parque, que vivenciamos as melhores experiências: um elefante que corria sem perdão rumo ao lobo, e que com nosso aceno firme (tática que aprendemos com o engraçado Cuzzy) e olhos nos olhos, a menos de 5 metros, o animal baixou a guarda, mudou de curso e saiu cabisbaixo; “O” Pôr do Sol; o Lobo que quebrou novamente e que tivemos que sair da cabine para concertá-lo a deriva da Lei da Natureza; os cinco imponentes leões que encontramos a apenas 15km do lugar onde arrumamos o carro; as inúmeras hienas; mais girafas; elefantes; antílopes, etc&#8230; SEM DESCRIÇAO!!! Terminamos nossa jornada dormindo no principal camping do Kruger, generosamente cedido pela administração do próprio parque, devido ter sido uma situação sem controle, ou seja, as águas definitivamente nos impediram de sair do parque naquele dia, assim como para outras pessoas.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Outro dia cedo, quando fomos ao encontro do Berno e Mandi para seguirmos viagem, percebemos que algo não estava certo. Eles riam que não paravam mais e assim contaram sua aventura noturna, quando saíram para ir tomar banho nos chuveiros que ficavam a cerca de 150m de sua acomodação. Após o banho, não conseguiram mais voltar, pois se perderam em meio as outras centenas de acomodações idênticas e acabaram dormindo em um banco qualquer. Mas o legal foi ouvir suas histórias e ver que mesmo não tendo dormido, com seus mais de 70 anos, não perderam a moral, muito menos o humor.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Assim que saímos do Kruger, dirigimos ao sul por mais de 400km, margeando a Suazilândia até chegarmos novamente a Commondale, onde passamos o ano novo e mais 4 dias de dar saudades na companhia de toda a família Kholmeyer. Fizemos de tudo: braai com cerveja, cerveja com braai, passeios pelas lindas fazendas, mais animais, festas na casa de amigos, caçadas, apresentação em slides sobre nossa viagem, etc&#8230; até que chegou do dia 04/01/09, e tivemos que partir.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Mais um tanto de quilômetros e chegamos em Durban, terceira maior cidade do país que exibe uma linda praia protegida dos tubarões por uma malha de aço, estendida a alguns metros da areia. Lá, contemplamos um pouco da cultura Zulu e viramos criança no Mundo Marinho Ushaka com todos aqueles aquários de última geração, show de golfinhos e leões marinhos, piscinas e tobogãs.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E como diz o velho ditado, o que é bom dura pouco, então, dia 10/01/09, Odenir, Arlette, Hans e Natascha tiveram que partir, ficando conosco para mais 8 dias, Leomar, Leones, Cleiton e Daniela, com os quais viajamos até a Cidade do Cabo.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">No caminho, passamos pelas lindas montanhas do Golden Gate, que costeiam Lesoto (país inserido dentro da África do Sul); avistamos mais de 200 elefantes juntos, dos menores até os mais impressivos no Parque Nacional Addo; rodamos parte da Rota dos Jardins, cruzando também a cidade Porto Elizabeth; avistamos o mar mais uma vez no Parque Nacional Tsitsikamma; conhecemos uma fazenda de avestruzes assim como tivemos a oportunidade de montaria nestas aves; saboreamos os vinhos da região de Stellenbosch, considerados como um dos melhores vinhos do mundo e enfim, chegamos na Cidade do Cabo. Nessa parte da viagem, as noites foram curtas e o cansaço tomou conta, mas o que vimos, valeu cada hora dirigida.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E pra finalizar nossa viagem, a Cidade do Cabo. Capital legislativa da África do Sul, habitada por mais de 3 milhões de pessoas, as quais moram ao redor da Table Mountain, uma montanha com mais de 1.000m de altura, situada a beira mar e cotada por sua flora única. E se não fosse só isso, a cidade é repleta de uma arquitetura colonial sem igual.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Gostaríamos de ter subido a Table Mountain, mas devido aos fortes ventos, que no topo chegavam a 45 nós, os bondinhos não estavam em funcionamento. Mesmo assim, a meio caminho do topo, pudemos apreciar uma bela vista da cidade. Seguimos ao sul na Península do Cabo, a qual nos levou ao Ponto do Cabo e ao Cabo da Boa Esperança, lugar que supostamente divide os oceanos Índico e Atlântico (há controvérsias nesta afirmação, onde existem afirmações que a divisão se situa frente ao Cabo das Agulhas). Foi aqui que tivemos o nosso segundo reencontro desse diário, agora com o Oceano Atlântico. Ali, logo ali do outro lado desse marzão está nosso destino final&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">E no dia 18/01/09, nos despedimos do Leomar, Leones, Cleiton e Daniela com um aperto no peito. Passaremos mais alguns dias na Cidade do Cabo e em breve partiremos, agora rumando ao norte, pela costa oeste africana.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Esta etapa da viagem, com certeza, ficará marcada pra sempre. Dos biltongs com cerveja, das risadas, conversas pelo rádio, safáris, fotos em grupo, braai e principalmente da companhia, sentiremos saudades&#8230;</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-justify">PS – Nosso carro, o Lobo da Estrada, passou a dar alguns probleminhas nos últimos tempos. Tudo aconteceu mais ou menos como quando ficamos doentes: a dor de barriga, que traz a dor no dente, aí vem a dor de cabeça, cansaço e assim por diante. No lobo, o problema começou com uma pedra que entrou na polia da bomba de água e partiu a correia. Correia trocada e já em seguida quebrou o alternador, e aí a bomba hidráulica da direção, novamente o alternador, bomba d’água do motor, e agora uns curtos no sistema elétrico. Esperamos que essas férias tenham feito bem pro Lobo também!!!</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://mundoporterra.com.br/wp-content/blogs.dir/3/files/2009/01/IMG_9689.jpg" alt="" class="wp-image-815" title="Mapa diário 49"/></figure></div>


<p class="has-text-align-center"></p>



<p class="has-text-align-left"><strong>Álbum: África do Sul 1</strong></p>



<p class="has-text-align-left">[flickr]set:72157631545986544[/flickr]</p>
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		<title>Diário de Bordo 49a &#8211; Mensagem de Final de Ano</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 09:12:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ate parece que foi ontem&#8230; &#8230;quando celebrávamos nosso natal em terras orientais, as margens do Rio Mekong &#8211; Laos, desfrutando de um belo frango a passarinho, ou melhor, do tamanho de um passarinho com maionese de embrião. Desde la, se passaram quilômetros e mais quilômetros, países e mais países, culturas, línguas, amizades, paisagens, calor, frio, [&#8230;]]]></description>
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<p><em>Ate parece que foi ontem&#8230;</em></p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">&#8230;quando celebrávamos nosso natal em terras orientais, as margens do Rio Mekong &#8211; Laos, desfrutando de um belo frango a passarinho, ou melhor, do tamanho de um passarinho com maionese de embrião.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Desde la, se passaram quilômetros e mais quilômetros, países e mais países, culturas, línguas, amizades, paisagens, calor, frio, o que foi tudo tirado de letra, tendo a nosso favor mais um ano de verdadeiras experiencias de vida.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">Hoje, dia 24 de dezembro de 2008, gostaríamos de compartilhar nossas alegrias, pois, em poucas horas, estaremos revendo nossos familiares, que ja devem ter deixado o Brasil para fazer-nos companhia nos próximos dias aqui na Africa do Sul. E em se falando neste dia, 24 de dezembro, nada mais conveniente do que desejar um FELIZ NATAL e um ANO NOVO nota 10, aquele, assim, pra ninguém botar defeito.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-justify">2009 promete!!! Costa Oeste Africana, uma raspadinha na Europa, Mexico, America Central e por fim, nosso Brasilzão querido serão nossos destinos.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Continuem sempre com a gente.</p>



<div style="height:15px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Um enorme abraco a todos,</p>



<p>Roy e Michelle</p>
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